What are the techniques for accessing the peritoneum in laparoscopy or robotic surgery (Hasson open technique, Veress needle, OptiView optical trocar) and what is the origin, anatomical course, and vascular supply of the inferior epigastric artery?

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Métodos de Acesso Peritoneal em Laparoscopia/Cirurgia Robótica e Anatomia da Artéria Epigástrica Inferior

Técnicas de Acesso Peritoneal

Não existe evidência suficiente para recomendar uma técnica específica sobre as outras, portanto, deve-se ter múltiplas opções disponíveis e escolher baseado em cirurgia prévia, cicatrizes, IMC e hábito corporal do paciente 1.

Três Técnicas Principais:

1. Técnica de Veress (Fechada)

  • Inserção cega da agulha de Veress na cavidade peritoneal
  • Provavelmente segura nas mãos de especialistas, mas cirurgia abdominal prévia está associada a maior incidência de lesão intestinal 1
  • Taxa de sucesso de 75% em alguns estudos 2
  • Complicações menores reportadas: insuflação de cólon, hematomas retroperitoneais, laceração hepática 2
  • Tempo médio de entrada: 105 segundos 3

2. Técnica de Hasson (Aberta)

  • Incisão com dissecção da fáscia até a cavidade peritoneal, introdução da cânula sob visão direta
  • Considerada mais segura que a técnica cega, com menor risco de complicações graves precoces e tardias 4, 5
  • Taxa de sucesso superior a 96% 2
  • Tempo para criar pneumoperitônio: 5.3 ± 1.41 minutos 6
  • Recomendada especialmente em pacientes previamente operados 4
  • Desvantagens: pode haver vazamento de CO₂, pode ser difícil de posicionar 2

3. Técnica OptiView (Trocarte Óptico)

  • Entrada abdominal sob visão direta usando trocarte óptico
  • Taxa de sucesso de 96% 7, 2
  • Particularmente eficaz quando há dificuldade com agulha de Veress 2
  • Tempo médio de entrada: 92 segundos no umbigo, 77 segundos em outros locais 7
  • Complicações em 0.3% (uma lesão intestinal, uma lesão de vesícula biliar - ambas reconhecidas e reparadas imediatamente) 7
  • Mais cara que a técnica de Veress 2

Armadilhas Comuns:

  • A maioria das complicações em laparoscopia surge da criação do pneumoperitônio ou lesão durante entrada abdominal
  • Não é possível determinar características objetivas do paciente que aumentam risco de falha com Veress 2
  • Pressão intra-abdominal deve ser mantida em 12 mmHg para maioria das operações, não excedendo 15 mmHg 1

Artéria Epigástrica Inferior: Anatomia e Importância Cirúrgica

Origem e Trajeto Anatômico:

A artéria epigástrica inferior (AEI) origina-se de forma consistente da artéria ilíaca externa 8.

Importância Cirúrgica:

Irrigação e Território Vascular:

  • Fornece perfurantes para a parede abdominal anterior
  • Essencial para retalhos DIEP (Deep Inferior Epigastric Perforator) em reconstrução mamária 8
  • As perfurantes têm anatomia variável entre pacientes e até entre hemabdômens do mesmo paciente 8

Características das Perfurantes Ideais:

  • Maior calibre 8
  • Localização medial no retalho com território vascular estendido além da linha média
  • Trajeto que preserve músculo 8

Relevância em Laparoscopia:

A AEI é uma estrutura crítica a ser evitada durante colocação de trocartes laterais - lesão pode causar sangramento significativo da parede abdominal.

Prevenção de Lesão:

  • Trocartes laterais devem ser colocados lateralmente à borda lateral do músculo reto abdominal
  • Visualização direta transperitoneal pode identificar o trajeto da artéria
  • Transiluminação da parede abdominal pode ajudar a identificar vasos

Fechamento de Portas:

Todos os portos de 15mm devem ser fechados independentemente do IMC do paciente 1.

Considerar fechamento de portos de 10-12mm, especialmente em pacientes sem obesidade e se os portos não foram angulados 1.

A incidência de hérnia de sítio de portal varia entre 0-5.2%, com tamanho do trocarte, obesidade, pneumoperitônio aberto e idade avançada como fatores predisponentes 1.

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