Insulina Prandial Recomendada
Para um paciente de 120 kg com dose total de NPH de aproximadamente 36 U, a insulina prandial deve ser uma insulina de ação rápida (análogo de insulina: lispro, aspart ou glulisina), iniciando com 4 unidades antes da maior refeição ou 10% da dose basal (aproximadamente 3-4 U). 1
Tipo de Insulina Prandial
As opções de insulina prandial incluem 1:
- Análogos de ação rápida (lispro, aspart, glulisina) - preferidos
- Análogos de ação ultra-rápida (faster aspart, ultra-rapid lispro)
- Insulina humana regular de ação curta
- Insulina humana inalada
Os análogos de ação rápida são superiores à insulina regular humana porque proporcionam melhor controle da glicemia pós-prandial com menor risco de hipoglicemia tardia.
Dose Inicial Específica
Para este paciente com 36 U de NPH basal 1:
Iniciar com:
- 4 unidades por dia OU
- 10% da dose de insulina basal (3,6 U, arredondado para 4 U)
Administrar antes da maior refeição ou da refeição que causa a maior excursão glicêmica pós-prandial.
Estratégia de Titulação
Ajuste da dose prandial 1:
- Aumentar 1-2 unidades ou 10-15% da dose atual
- Titular com base nas necessidades individualizadas
- Para hipoglicemia: determinar a causa; se não houver razão clara, reduzir a dose correspondente em 10-20%
Considerações Importantes para NPH
Como o paciente está usando NPH (não um análogo basal de longa duração), considere 1:
Conversão para esquema NPH duas vezes ao dia:
- Dose total de NPH = 80% da dose atual de NPH ao deitar (aproximadamente 29 U)
- Distribuir: 2/3 antes do café da manhã, 1/3 antes do jantar
- Adicionar 4 unidades de insulina de ação rápida a cada injeção ou 10% da dose reduzida de NPH
Esta abordagem permite ajustar NPH e insulina de ação rápida separadamente, proporcionando melhor controle glicêmico.
Progressão do Tratamento
Se a HbA1c permanecer acima da meta 1:
- Adicionar segunda dose prandial na próxima maior refeição
- Adicionar terceira dose prandial se necessário
- Progredir para esquema basal-bolus completo (insulina basal + insulina prandial em cada refeição)
Armadilhas Comuns a Evitar
- Não usar insulina em escala móvel isoladamente - demonstrou controle glicêmico inferior ao esquema basal-bolus 2
- Evitar insulinas pré-misturadas (70/30) - associadas a taxas inaceitavelmente altas de hipoglicemia iatrogênica no ambiente hospitalar 2
- Não atrasar a intensificação - a inércia terapêutica aumenta o risco de complicações diabéticas
- Sempre prescrever glucagon para hipoglicemia emergencial 1
Abordagem Basal-Plus vs. Basal-Bolus
A estratégia "basal-plus" (insulina basal + uma dose prandial) é preferível para 2:
- Pacientes com hiperglicemia leve
- Aqueles com ingestão oral diminuída
- Pacientes em pós-operatório
Esta abordagem reduz o risco de hipoglicemia iatrogênica (4-6 vezes maior com basal-bolus completo) enquanto proporciona controle glicêmico adequado 2.