How should tonsillitis be diagnosed?

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Como Diagnosticar uma Amigdalite

O diagnóstico de amigdalite estreptocócica deve ser confirmado com teste rápido de antígeno (RADT) e/ou cultura de swab de orofaringe, pois as características clínicas isoladas não permitem diferenciar com precisão entre infecção bacteriana e viral 1.

Abordagem Diagnóstica Algorítmica

1. Avaliação Clínica Inicial

Procure por características que sugerem infecção estreptocócica do grupo A:

  • Início súbito de dor de garganta
  • Dor ao engolir
  • Febre
  • Eritema tonsilofaríngeo com ou sem exsudatos
  • Adenite cervical anterior (linfonodos dolorosos)
  • Petéquias palatinas
  • Idade entre 5-15 anos
  • Apresentação no inverno ou início da primavera
  • Exantema escarlatiniforme 1

Características que sugerem etiologia viral (não realizar testes):

  • Conjuntivite
  • Coriza
  • Tosse
  • Rouquidão
  • Úlceras orais discretas
  • Diarreia
  • Exantema viral 1

2. Quando Realizar Testes Microbiológicos

Realize testes se:

  • Características clínicas não sugerem claramente etiologia viral
  • Paciente tem ≥3 critérios no escore de Centor/McIsaac 2, 3

NÃO realize testes se:

  • Características virais evidentes estão presentes (tosse, coriza, rouquidão, úlceras orais) 1
  • Crianças menores de 3 anos (exceto se houver fatores de risco como irmão mais velho com a doença) 1

3. Método Diagnóstico Padrão-Ouro

Teste Rápido de Antígeno (RADT):

  • Resultado positivo é diagnóstico para faringite estreptocócica do grupo A 1
  • Em crianças e adolescentes: cultura de backup obrigatória se RADT negativo 1, 4
  • Em adultos: cultura de backup geralmente não necessária (baixa incidência e risco de febre reumática) 1, 4

Cultura de Orofaringe:

  • Permanece o padrão-ouro com sensibilidade de 90-95% 5
  • Técnica correta: swab deve tocar ambas as amígdalas (ou fossas tonsilares) e parede posterior da faringe 5
  • Incubar a 35-37°C por 18-24 horas, reexaminar às 48 horas se negativo às 24 horas 5
  • Usar ágar sangue de carneiro 5

Armadilhas Comuns a Evitar

  1. Não confiar apenas em escores clínicos: Mesmo com todos os critérios presentes, a confirmação bacteriológica ocorre em apenas 35-50% dos casos 4

  2. Não solicitar títulos de anticorpos antiestreptocócicos (ASLO): Estes refletem eventos passados, não infecção aguda 1, 4, 3

  3. Não realizar exames de sangue de rotina: Hemograma, PCR e outros marcadores inflamatórios não são indicados para diagnóstico de amigdalite aguda 3

  4. Não testar contatos domiciliares assintomáticos 1

  5. Não realizar testes pós-tratamento de rotina (exceto em circunstâncias especiais) 1

  6. Evitar antibióticos empíricos sem confirmação: A maioria das amigdalites (70-95%) é viral 6, 7

Nuances Importantes

A evidência das diretrizes da IDSA 1, 4 é consistente e clara: a sobreposição entre sintomas virais e bacterianos é muito ampla para permitir diagnóstico clínico confiável. Mesmo médicos experientes não conseguem diagnosticar com certeza sem confirmação laboratorial.

O teste rápido de antígeno tem especificidade muito alta (>95%), portanto resultado positivo não requer confirmação 1, 4. A sensibilidade é menor, justificando cultura de backup em crianças onde o risco de febre reumática é maior.

A confirmação microbiológica é essencial para evitar uso desnecessário de antibióticos, reduzir resistência antimicrobiana e identificar corretamente os pacientes que realmente necessitam tratamento 6, 8.

References

Guideline

guideline for the management of acute sore throat.

Clinical Microbiology and Infection, 2012

Research

Clinical practice guideline: tonsillitis I. Diagnostics and nonsurgical management.

European archives of oto-rhino-laryngology : official journal of the European Federation of Oto-Rhino-Laryngological Societies (EUFOS) : affiliated with the German Society for Oto-Rhino-Laryngology - Head and Neck Surgery, 2016

Research

Tonsillitis and Tonsilloliths: Diagnosis and Management.

American family physician, 2023

Research

Tonsillitis.

Primary care, 2025

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