In a patient presenting to the emergency department with a first-time seizure accompanied by syncope, what acute antiepileptic medication should be administered and should an emergent non‑contrast head CT be ordered?

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Sim, você deve solicitar uma tomografia de crânio sem contraste imediatamente e, quanto à medicação antiepiléptica aguda, ela só está indicada se a convulsão persistir ou evoluir para estado de mal epiléptico.

Tomografia de Crânio - Indicação Obrigatória

Para pacientes com primeira convulsão na vida, a tomografia de crânio sem contraste deve ser realizada na emergência. 1, 2

A justificativa é clara:

  • O número necessário para rastrear (NNS) é de apenas 10-19 pacientes para identificar achados que mudarão o manejo na emergência, como hemorragia intracraniana, infarto, tumores ou outras lesões estruturais 2
  • A TC identifica rapidamente patologia estrutural que pode requerer tratamento de suporte ou neurocirúrgico: hemorragia intracraniana, AVC, malformações vasculares, hidrocefalia e tumores 1
  • 12% dos pacientes com primeira convulsão têm achados emergentes na TC que alteram o tratamento agudo 3

Fatores que Aumentam a Probabilidade de Achados Emergentes:

Se sua paciente apresentar qualquer um destes fatores, a indicação é ainda mais forte 3:

  • Cefaleia (OR 3.62)
  • Sinais motores focais no exame (OR 3.23)
  • História de malignidade (OR 3.05)
  • Alteração do estado mental (OR 2.27)

A presença de pelo menos um desses fatores tem 84% de sensibilidade para achados emergentes na TC 3

Medicação Antiepiléptica Aguda - Não Indicada Rotineiramente

Para uma primeira convulsão que já cessou espontaneamente, NÃO há indicação de iniciar medicação antiepiléptica na emergência. 4

Quando Medicar:

A medicação antiepiléptica aguda está indicada apenas em duas situações específicas:

  1. Estado de mal epiléptico (convulsão durando >5 minutos ou múltiplas convulsões sem retorno ao estado neurológico basal) 5, 6

    • Primeira linha: Benzodiazepínicos (administração nasal é rápida e simples no pré-hospitalar) 6
    • Se persistir após dose adequada de benzodiazepínico: agentes de segunda linha como fenitoína, levetiracetam ou ácido valproico 5
  2. Convulsão sintomática aguda com características de estado de mal epiléptico 4

Armadilha Comum:

Não confunda a necessidade de tratamento agudo com tratamento de longo prazo. O tratamento de longo prazo com antiepilépticos pode ser considerado posteriormente, mas requer 4:

  • EEG anormal
  • Achados de imagem anormais
  • Consideração das implicações sociais, emocionais e pessoais de recorrência

Diferencial Crítico: Síncope vs Convulsão

Atenção especial ao fato de que sua paciente apresentou "desmaio E convulsão". Esta combinação levanta a possibilidade de síncope cardioinibidora convulsiva, onde a síncope cardíaca causa hipóxia cerebral secundária com movimentos convulsivos 7.

Procure por 4:

  • Cianose
  • Hipersalivação
  • Mordedura de língua
  • Desorientação pós-ictal

Estes achados têm valor diagnóstico específico para diferenciar convulsão verdadeira de síncope.

Exames Complementares Adicionais

  • EEG deve ser realizado dentro de 24 horas após a convulsão 4
  • Prolactina sérica 10-20 minutos após o evento ajuda a diferenciar convulsões tônico-clônicas generalizadas ou parciais de crises não-epilépticas psicogênicas 4
  • Exames laboratoriais e triagem toxicológica apenas se houver circunstâncias sugerindo encefalopatia metabólica ou tóxica 4
  • Punção lombar apenas se houver suspeita de infecção do SNC 4

A ressonância magnética é superior à TC para avaliação definitiva, mas não é necessária na emergência - pode ser realizada ambulatorialmente como parte da investigação diagnóstica 1

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