What are the basic life support (BLS) maneuvers and steps for adults, children, and infants?

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Manobras de Suporte Básico de Vida

As manobras de suporte básico de vida seguem uma sequência algorítmica padronizada que prioriza compressões torácicas de alta qualidade, com diferenças específicas entre adultos e crianças/lactentes, conforme as diretrizes da American Heart Association 2025. 1, 2

Sequência Universal para Todos os Grupos Etários

1. Segurança e Reconhecimento Inicial

  • Verificar segurança da cena antes de aproximar-se da vítima 1, 2
  • Avaliar responsividade tocando e chamando a vítima
  • Gritar por ajuda imediatamente
  • Observar simultaneamente: ausência de respiração (ou apenas gasping) e verificar pulso por não mais de 10 segundos 3, 1

2. Ativação do Sistema de Emergência

Adultos:

  • Ativar imediatamente o sistema de emergência (ligar 192/193) e buscar DEA antes de iniciar RCP 1

Crianças e Lactentes (profissionais de saúde sozinhos):

  • Se colapso súbito testemunhado: ativar sistema de emergência e buscar DEA imediatamente 3, 2
  • Se colapso não testemunhado: iniciar RCP por 2 minutos, depois ativar sistema e buscar DEA 3, 2

Crianças e Lactentes (2 ou mais socorristas):

  • Primeiro socorrista permanece com a vítima
  • Segundo socorrista ativa sistema de emergência e busca DEA/equipamento 3, 2

RCP de Alta Qualidade: Técnicas Específicas

Compressões Torácicas

Adultos:

  • Relação compressão:ventilação: 30:2 (todos os socorristas) 1
  • Local: centro do tórax, metade inferior do esterno
  • Profundidade: 5-6 cm
  • Frequência: 100-120 compressões/minuto
  • Permitir retorno completo do tórax entre compressões

Crianças (1 ano até puberdade):

  • 1 socorrista: 30:2 3, 2
  • 2 ou mais socorristas: 15:2 3, 2
  • Técnica: calcanhar de 1 ou 2 mãos (dependendo do tamanho da criança)
  • Profundidade: aproximadamente 5 cm (1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax)

Lactentes (< 1 ano):

  • 1 socorrista: 30:2 3, 2
  • 2 ou mais socorristas profissionais de saúde: 15:2 3, 2
  • Técnica preferencial: dois polegares com mãos circundando o tórax 2, 4
  • Técnica alternativa: dois dedos (indicador e médio) 2
  • Profundidade: aproximadamente 4 cm (1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax)

Ventilações de Resgate

Se há pulso mas não há respiração adequada:

  • Adultos: 1 ventilação a cada 6 segundos (10 ventilações/minuto)
  • Crianças e lactentes: 1 ventilação a cada 2-3 segundos (20-30 ventilações/minuto) 3, 2
  • Verificar pulso a cada 2 minutos
  • Iniciar RCP se FC < 60 bpm com sinais de má perfusão em crianças/lactentes 3, 2

Uso do DEA/Desfibrilador

Quando disponível, usar imediatamente: 1, 2

  1. Ligar o DEA e seguir instruções
  2. Crianças/lactentes: usar pás pediátricas se disponíveis; se usar pás de adulto, garantir que não se toquem 2
  3. Analisar ritmo
  4. Se ritmo chocável: aplicar 1 choque, retomar RCP imediatamente por 2 minutos
  5. Se ritmo não chocável: retomar RCP imediatamente por 2 minutos
  6. Continuar até chegada de suporte avançado ou vítima apresentar movimentos

Situações Especiais

Suspeita de Overdose de Opioides

  • Administrar antagonista opioide (naloxona) se disponível, enquanto mantém RCP 1, 2

Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE)

Adulto/criança consciente com OVACE grave:

  • Golpes nas costas e compressões abdominais (manobra de Heimlich) 4, 5

Lactente consciente com OVACE grave:

  • 5 golpes nas costas alternados com 5 compressões torácicas 2
  • Nunca realizar compressões abdominais em lactentes

Quando a vítima perde consciência:

  • Iniciar RCP imediatamente com compressões torácicas (não verificar pulso) 2
  • Inspecionar boca antes de cada ventilação para visualizar corpo estranho 2

Armadilhas Comuns a Evitar

  1. Não atrasar compressões: Em crianças/lactentes, mesmo sendo parada respiratória mais comum, iniciar compressões imediatamente se não há pulso ou sinais de vida 2, 6

  2. Não confiar apenas no pulso: A palpação de pulso não é confiável como único determinante de parada cardíaca em crianças 2

  3. Não interromper compressões: Minimizar interrupções; pausas apenas para ventilações, análise de ritmo ou quando vítima apresentar movimentos 1, 2

  4. Não usar técnica inadequada em lactentes: Profissionais de saúde devem usar técnica de dois polegares quando há 2 socorristas 2, 4

  5. Não esquecer a relação 15:2: Em pediatria com 2 socorristas profissionais, a relação muda de 30:2 para 15:2 3, 2

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