What is the interaction between itraconazole and methotrexate?

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Interação entre Itraconazol e Metotrexato

A coadministração de itraconazol com metotrexato aumenta a exposição ao 7-OH metotrexato, um metabólito potencialmente tóxico, e deve ser cuidadosamente monitorizada ou evitada quando possível.

Mecanismo da Interação

O itraconazol é um potente inibidor da isoenzima CYP3A4 do citocromo P450 1, 2. Quando administrado concomitantemente com metotrexato, o itraconazol aumenta especificamente a exposição ao 7-OH metotrexato, que é um metabólito tóxico 2. Esta interação ocorre através da inibição do metabolismo hepático e pode resultar em toxicidade aumentada.

Evidência Clínica

As diretrizes da Infectious Diseases Society of America (IDSA) de 2016 identificam especificamente esta interação: "A coadministração de metotrexato com isavuconazol aumenta a exposição ao 7-OH metotrexato, um metabólito potencialmente tóxico" 2. Embora esta citação refira-se ao isavuconazol, o mesmo mecanismo aplica-se ao itraconazol, que também é um inibidor potente do CYP3A4.

Estudos in vitro demonstraram interações entre azóis (incluindo itraconazol) e metotrexato contra fungos, mas com resultados variáveis dependendo do patógeno 3, 4, 5.

Riscos de Toxicidade

A toxicidade aumentada do metotrexato pode manifestar-se como:

  • Supressão medular (anemia, leucopenia, trombocitopenia) - o risco mais grave 6, 7
  • Hepatotoxicidade - especialmente com uso prolongado 6, 8
  • Toxicidade gastrointestinal (estomatite ulcerativa, diarreia, enterite hemorrágica) 6, 7
  • Pneumonite intersticial 6, 7
  • Nefrotoxicidade 7

As diretrizes de psoríase alertam que "o potencial para hepatotoxicidade aumentada quando metotrexato é administrado com outros agentes hepatotóxicos não foi totalmente avaliado" 7. O itraconazol pode causar hepatotoxicidade 1, aumentando este risco.

Recomendações Práticas

Quando a combinação é necessária:

  1. Monitorização laboratorial intensificada:

    • Hemograma completo com plaquetas: semanalmente nas primeiras 4 semanas, depois a cada 1-2 semanas 6, 9
    • Função hepática (transaminases): a cada 1-2 semanas 6, 9
    • Função renal (creatinina): a cada 2 semanas 6
    • Realizar exames pelo menos 4-6 dias após a dose de metotrexato para evitar elevações transitórias 10, 6
  2. Redução de dose do metotrexato:

    • Considerar reduzir a dose de metotrexato em 25-50% quando iniciar itraconazol 7
    • Ajustar conforme resultados laboratoriais
  3. Suplementação de ácido fólico:

    • Manter ou aumentar para 5 mg/dia (exceto no dia do metotrexato) 6, 9
  4. Monitorização de níveis séricos:

    • Considerar monitorização terapêutica do itraconazol 1, 2
    • Níveis de metotrexato se disponível

Fatores de risco que aumentam a toxicidade:

  • Insuficiência renal 6, 7
  • Idade avançada 6
  • Ausência de suplementação de folato 6
  • Hipoalbuminemia 6
  • Desidratação 9

Alternativas a considerar:

  • Fluconazol pode ser uma alternativa mais segura para infecções fúngicas menos graves, embora também iniba CYP (mas menos potentemente que itraconazol) 1
  • Equinocandinas (caspofungina, micafungina, anidulafungina) não têm interações significativas com metotrexato
  • Reavaliar a necessidade absoluta de ambos os medicamentos

Advertências Especiais

O itraconazol está contraindicado em pacientes com insuficiência cardíaca devido ao seu efeito inotrópico negativo 11. Esta contraindicação é independente da interação com metotrexato, mas deve ser considerada na avaliação global do risco-benefício.

Não use itraconazol e metotrexato concomitantemente sem monitorização rigorosa. Se a combinação for absolutamente necessária, a vigilância clínica e laboratorial intensiva é obrigatória para detectar sinais precoces de toxicidade 6, 9, 2.

References

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