Crenezumab não causa leucocitose
Crenezumab não está associado ao aumento de leucócitos (leucocitose). Com base nos dados de segurança dos estudos clínicos de fase 2 e 3, crenezumab demonstrou um perfil de segurança sem evidência de leucocitose como efeito adverso.
Perfil de Segurança do Crenezumab
Nos estudos CREAD e CREAD2, que avaliaram 813 e 806 pacientes respectivamente com doença de Alzheimer precoce, os eventos adversos mais comuns foram 1:
- Eventos adversos gerais bem tolerados
- Anormalidades de imagem relacionadas à amiloide com edema (ARIA-E) foram raras, leves e transitórias
- Nenhum sinal de segurança novo identificado
No estudo de fase Ib (GN29632) com doses escalonadas até 120 mg/kg, os eventos adversos hematológicos não incluíram leucocitose 2. Aproximadamente 94% dos pacientes experimentaram pelo menos um evento adverso, sendo a maioria leve ou moderada, mas leucocitose não foi relatada como achado.
Alterações Hematológicas Observadas
No estudo ABBY de fase 2, que incluiu 431 pacientes, a taxa geral de eventos adversos foi equilibrada entre os grupos, sem menção de leucocitose 3. As análises farmacocinéticas e farmacodinâmicas focaram principalmente em biomarcadores de amiloide, não em parâmetros hematológicos como contagem de leucócitos 4.
Contexto Importante
É fundamental distinguir crenezumab (anticorpo anti-amiloide para Alzheimer) de outros agentes terapêuticos que podem causar alterações leucocitárias:
- Corticosteroides podem causar leucocitose com aumento médio de até 4,84 × 10⁹/L células dentro de 48 horas após doses altas 5
- Imunoterapias oncológicas (como blinatumomab) podem causar pleocitose no LCR 6
- Inibidores de checkpoint imunológico (como durvalumab) podem raramente causar aplasia de células brancas, não leucocitose 7
Crenezumab mantém um perfil de segurança distinto sem evidência de leucocitose em nenhum dos estudos clínicos publicados.