What are the guidelines for statin (HMG-CoA reductase inhibitor) therapy initiation in Brazil based on cardiovascular risk assessment using a cardiovascular risk calculator?

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From the Guidelines

No Brasil, a terapia com estatina é recomendada com base na avaliação do risco cardiovascular usando calculadoras como a American College of Cardiology/American Heart Association (ACC/AHA) risk calculator, e pacientes com alto risco cardiovascular (>20% de risco de eventos cardiovasculares em 10 anos) devem receber terapia com estatina independentemente dos níveis de LDL-C. A avaliação do risco cardiovascular é fundamental para determinar a necessidade de terapia com estatina. De acordo com as diretrizes mais recentes 1, a calculadora de risco cardiovascular da ACC/AHA é recomendada para calcular o risco de eventos cardiovasculares em 10 anos. Alguns pontos importantes a considerar:

  • Pacientes com alto risco cardiovascular (>20% de risco de eventos cardiovasculares em 10 anos) devem receber terapia com estatina independentemente dos níveis de LDL-C.
  • Pacientes com risco intermediário (10-20% de risco de eventos cardiovasculares em 10 anos) devem iniciar estatina se o LDL-C for ≥130 mg/dL.
  • Indivíduos de baixo risco (<10% de risco de eventos cardiovasculares em 10 anos) geralmente só recebem estatina se o LDL-C for ≥190 mg/dL.
  • Pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida ou diabetes devem receber estatina independentemente do cálculo de risco.
  • As estatinas de primeira linha incluem simvastatina (20-40 mg diariamente), atorvastatina (10-80 mg diariamente) ou rosuvastatina (5-40 mg diariamente), com ajustes de dose com base nos objetivos de redução do LDL-C.
  • Os alvos de tratamento visam uma redução do LDL-C de pelo menos 30-50% em relação ao basal, com metas mais agressivas (<70 mg/dL) para pacientes de muito alto risco.
  • As estatinas funcionam inibindo a HMG-CoA redutase, reduzindo a síntese de colesterol no fígado e aumentando a expressão do receptor de LDL, o que melhora a eliminação do LDL do sangue.
  • A monitorização regular dos níveis de lipídios e enzimas hepáticas é recomendada em intervalos de 4-12 semanas após a initiação ou alterações de dose. Além disso, a avaliação da presença de aterosclerose subclínica por meio de imagens de CAC (coronary artery calcium) pode ser útil para informar a decisão de iniciar a terapia com estatina em pacientes com risco intermediário 1.

From the FDA Drug Label

To reduce the risk of major adverse cardiovascular (CV) events (CV death, nonfatal myocardial infarction, nonfatal stroke, or an arterial revascularization procedure) in adults without established coronary heart disease who are at increased risk of CV disease based on age, high-sensitivity C-reactive protein (hsCRP) ≥2 mg/L, and at least one additional CV risk factor.

A calculadora de risco cardiovascular para indicação de estatina no Brasil não é explicitamente mencionada nos rótulos dos medicamentos fornecidos. No entanto, os rótulos mencionam a indicação de estatina para reduzir o risco de eventos cardiovasculares em adultos sem doença coronariana estabelecida que estão em risco aumentado de doença cardiovascular com base na idade, proteína C-reativa de alta sensibilidade (hsCRP) ≥2 mg/L e pelo menos um fator de risco cardiovascular adicional 2.

Fatores de risco considerados incluem:

  • Idade
  • Níveis de hsCRP
  • Outros fatores de risco cardiovascular

É importante notar que a decisão de iniciar a terapia com estatina deve ser baseada em uma avaliação individualizada do risco cardiovascular de cada paciente, considerando todos os fatores de risco relevantes 2. Além disso, a terapia com estatina deve ser utilizada como parte de um plano de tratamento abrangente que inclui mudanças no estilo de vida e outras intervenções para reduzir o risco cardiovascular 3.

From the Research

Diretrizes para Início da Terapia com Estatina no Brasil

A indicação de estatina para prevenção primária ou secundária de doenças cardiovasculares é baseada na avaliação do risco cardiovascular. No Brasil, as diretrizes para o início da terapia com estatina são estabelecidas com base na avaliação do risco cardiovascular, considerando fatores como idade, sexo, nível de colesterol LDL, pressão arterial, tabagismo, diabetes e histórico de doença cardiovascular.

Critérios de Elegibilidade para Estatina

De acordo com o estudo 4, a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias considera quatro critérios de elegibilidade para estatina:

  • BR-1: LDL-c acima ou pelo menos 30 mg/dL acima da meta preconizada pela diretriz brasileira
  • BR-2: LDL-c acima ou pelo menos 30 mg/dL acima da meta preconizada pela diretriz brasileira, considerando fatores de risco adicionais
  • USA-1: risco estimado pelas pooled cohort equations (PCE) em 10 anos ≥ 5,0%
  • USA-2: risco estimado pelas PCE em 10 anos ≥ 7,5%

Diferenças entre as Diretrizes Brasileira e Norte-Americana

O estudo 5 compara as diretrizes brasileira e norte-americana para estratificação de risco cardiovascular e elegibilidade para estatina em prevenção primária. Os resultados mostram que a diretriz brasileira classifica uma maior proporção de pacientes em categorias de risco mais alto e aumenta a elegibilidade para estatina em comparação com a diretriz norte-americana.

Uso de Estatina no Brasil

De acordo com o estudo 6, o uso de estatina no Brasil é desconhecido, especialmente no sistema público de saúde. O estudo encontrou que a prevalência de uso de estatina foi de 9,4% entre os usuários de medicamentos, com simvastatina, atorvastatina e rosuvastatina sendo as estatinas mais usadas.

Tratamento com Estatina e Ezetimibe

O estudo 7 discute a eficácia e segurança da combinação de rosuvastatina e ezetimibe no tratamento de hipercolesterolemia. A combinação de rosuvastatina e ezetimibe mostrou ser eficaz em reduzir os níveis de LDL-c e melhorar a adesão ao tratamento.

Estudo de Eficácia e Segurança de Rosuvastatina com Ezetimibe

O estudo 8 investigou a eficácia e segurança da combinação de rosuvastatina e ezetimibe em pacientes com alto risco de doença cardiovascular e diabetes tipo 2. Os resultados mostram que a combinação de rosuvastatina e ezetimibe foi superior à rosuvastatina de alta intensidade em reduzir os níveis de LDL-c e alcançar metas de lipídeos abrangentes. Além disso, a combinação de rosuvastatina e ezetimibe melhorou a função das células beta do pâncreas.

Alguns pontos importantes sobre a indicação de estatina no Brasil incluem:

  • A avaliação do risco cardiovascular é fundamental para determinar a necessidade de terapia com estatina
  • A diretriz brasileira considera fatores de risco adicionais, como diabetes e histórico de doença cardiovascular, para determinar a elegibilidade para estatina
  • A combinação de rosuvastatina e ezetimibe é uma opção eficaz e segura para o tratamento de hipercolesterolemia em pacientes com alto risco de doença cardiovascular.

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