What is the recommended treatment for localized cutaneous scleroderma (morphea) without systemic involvement?

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Tratamento da Esclerodermia Cutânea Localizada (Morfeia)

Para morfeia circunscrita superficial, utilize corticosteroides tópicos potentes como primeira linha; para formas extensas, lineares ou profundas, inicie metotrexato 15 mg/m²/semana combinado com corticosteroides sistêmicos nos primeiros 3 meses.

Abordagem Baseada no Subtipo e Extensão

Morfeia Circunscrita Limitada (Lesões Isoladas Superficiais)

A morfeia circunscrita é geralmente apenas uma preocupação cosmética e deve ser tratada topicamente 1:

  • Corticosteroides tópicos de classe IV (superpotentes) são a primeira escolha 2, 3
  • Imiquimod tópico pode ser usado para diminuir o espessamento cutâneo de placas circunscritas 1
  • Fototerapia UVA1 em dose média pode melhorar a maciez da pele em lesões isoladas 1
  • Tacrolimus tópico ou calcipotriol têm evidência para lesões inflamatórias limitadas e superficiais 4, 3

Formas Extensas, Lineares, Generalizadas ou Profundas

O tratamento sistêmico é mandatório para prevenir deformidades permanentes e comprometimento funcional 1:

Primeira Linha: Metotrexato + Corticosteroides

  • Metotrexato 15 mg/m²/semana (oral ou subcutâneo) 1

    • Esta é a única terapia com ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo demonstrando eficácia e segurança 1
    • Efeitos colaterais são geralmente leves: náusea, cefaleia, hepatotoxicidade transitória 1
  • Corticosteroides sistêmicos como "terapia ponte" nos primeiros 3 meses 1:

    • Opção 1: Prednisona oral 1-2 mg/kg/dia por 2-3 meses com redução gradual
    • Opção 2: Metilprednisolona IV em pulsos de alta dose (30 mg/kg)
    • Ambas as opções são aceitas; não há consenso sobre qual é superior 1

Duração do Tratamento

  • Manter metotrexato por pelo menos 12 meses após alcançar remissão clínica antes de iniciar redução gradual 1
  • Remissão prolongada fora da medicação é mais provável em pacientes tratados por mais de 12 meses após remissão clínica 1
  • Considerar suspensão do metotrexato somente após o paciente estar em remissão e sem corticosteroides por pelo menos 1 ano 1

Segunda Linha: Doença Refratária ou Intolerância ao Metotrexato

Se o metotrexato for ineficaz, houver recidiva após remissão, ou em casos de intolerância 1:

  • Micofenolato de mofetila (MMF) 500-1000 mg/m² 1

    • Estudos retrospectivos mostram melhora clínica em todos os pacientes com esclerodermia localizada juvenil grave e refratária 1
    • Perfil de segurança favorável 1
    • Evidência limitada, mas recomendado por consenso de especialistas 1
  • Ácido micofenólico ou abatacepte podem ser considerados como alternativas de segunda linha 2

Fototerapia como Alternativa

  • UVA1 em dose média é eficaz para melhorar a maciez da pele e reduzir espessamento cutâneo em adultos 1
  • UVB de banda estreita é apropriado para lesões dérmicas superficiais progressivas ou extensas 4
  • UVA de banda larga/UVA1 é apropriado para lesões dérmicas profundas extensas ou progressivas 4

Limitações em crianças: necessidade de terapia de manutenção prolongada, alta dosagem cumulativa de irradiação, risco aumentado de envelhecimento cutâneo e carcinogênese a longo prazo 1

Armadilhas Comuns e Considerações Importantes

Avaliação da Atividade da Doença

A avaliação da atividade da doença é crucial para determinar se o tratamento sistêmico é necessário 1. O tratamento funciona melhor na doença inflamatória ativa 4. Lesões inativas e fibróticas não respondem bem à imunomodulação.

Diferenciação de Esclerose Sistêmica

A morfeia pode ser diferenciada da esclerose sistêmica pela ausência de esclerodactilia, fenômeno de Raynaud e alterações capilares no leito ungueal 5. Não há progressão para esclerose sistêmica ou envolvimento de órgãos internos na morfeia 2.

Quando Não Tratar Sistemicamente

Formas superficiais limitadas geralmente resolvem em 3 anos e podem ser manejadas conservadoramente 6. Não inicie tratamento sistêmico agressivo para lesões puramente cosméticas sem risco funcional 1.

Monitoramento

O monitoramento do envolvimento subcutâneo é um dos aspectos mais desafiadores do cuidado da morfeia 5. A ferramenta de avaliação cutânea da esclerodermia localizada (LoSCAT) é atualmente a medida de desfecho mais amplamente relatada 5, 7.

Algoritmo de Decisão Terapêutica

  1. Avaliar subtipo, extensão, profundidade e atividade da doença
  2. Lesões circunscritas superficiais limitadas → Corticosteroides tópicos potentes ± imiquimod ± fototerapia UVA1
  3. Lesões extensas, lineares, generalizadas ou profundas com atividade → Metotrexato 15 mg/m²/semana + corticosteroides sistêmicos por 3 meses
  4. Manter metotrexato por ≥12 meses após remissão antes de reduzir
  5. Se refratário, recidiva ou intolerância → Micofenolato de mofetila 500-1000 mg/m²
  6. Considerar suspensão após ≥1 ano em remissão sem corticosteroides

Terapias Emergentes

Roflumilaste tópico 0.3% (inibidor de fosfodiesterase-4) sob oclusão mostrou melhora clínica rápida e substancial em série de casos recente de pacientes adultos com morfeia refratária 8, representando uma opção não imunossupressora potencialmente promissora, embora ainda experimental.

References

Research

S2k guideline: Diagnosis and therapy of localized scleroderma.

Journal der Deutschen Dermatologischen Gesellschaft = Journal of the German Society of Dermatology : JDDG, 2024

Research

Treatment options for localized scleroderma.

Skin therapy letter, 2000

Research

A systematic review of morphea treatments and therapeutic algorithm.

Journal of the American Academy of Dermatology, 2011

Research

Morphea and Eosinophilic Fasciitis: An Update.

American journal of clinical dermatology, 2017

Research

[Localized scleroderma (morphea)].

Presse medicale (Paris, France : 1983), 2006

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