What is the optimal management approach for camptocormia in patients with parkinsonism?

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Last updated: August 24, 2025View editorial policy

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Quadro Clínico de Camptocormia em Parkinsonismos

A camptocormia é uma deformidade postural axial caracterizada por flexão anormal da coluna toracolombar que ocorre durante a posição em pé ou ao caminhar, e é aliviada ao sentar, deitar em posição recumbente, apoiar-se contra uma parede ou usar suporte para caminhar, afetando entre 3% a 18% dos pacientes com doença de Parkinson. 1

Definição e Classificação

A camptocormia em parkinsonismos pode ser classificada em dois tipos principais:

  • Camptocormia superior: Caracterizada por flexão anormal da coluna torácica, com ponto de inflexão na região torácica (ângulo UCC ≥ 45°)
  • Camptocormia inferior: Caracterizada por flexão anormal da coluna lombar, com ponto de inflexão na região lombar (ângulo TCC ≥ 30°)
  • Combinada: Apresenta características de ambos os tipos 2

Fisiopatologia

A patogênese da camptocormia em parkinsonismos é multifatorial, envolvendo mecanismos centrais e periféricos:

  • Mecanismos musculares:

    • Na camptocormia superior: Atividade anormal do músculo oblíquo externo, demonstrada por eletromiografia de superfície (sEMG) 2
    • Na camptocormia inferior: Envolvimento do músculo psoas maior 2
  • Mecanismos centrais:

    • Disfunção dos núcleos da base, particularmente do globo pálido interno (GPi)
    • Alterações na conectividade estrutural entre o córtex somatossensorial e os gânglios da base 3

Manifestações Clínicas

  • Postura: Flexão anormal da coluna toracolombar (≥ 30-45°) durante a posição em pé ou ao caminhar
  • Reversibilidade: A postura anormal é aliviada ao sentar, deitar em posição recumbente ou com apoio externo
  • Progressão: Geralmente progressiva e pode se tornar fixa com o tempo
  • Impacto funcional: Compromete a marcha, equilíbrio e atividades diárias
  • Dor: Frequentemente associada a dor lombar ou torácica
  • Fadiga: Exacerbação com esforço físico prolongado

Diagnóstico

O diagnóstico da camptocormia em parkinsonismos é clínico, baseado na observação da postura característica:

  • Avaliação postural: Medição dos ângulos de flexão toracolombar (TCC e UCC)
  • Teste de reversibilidade: Verificação da correção da postura em posição supina
  • Eletromiografia: Pode demonstrar atividade anormal dos músculos oblíquo externo (camptocormia superior) ou psoas maior (camptocormia inferior) 2
  • Neuroimagem: Ressonância magnética para excluir outras causas estruturais

Fatores Prognósticos

  • Duração da camptocormia: Pacientes com duração menor que 2 anos têm melhor prognóstico para intervenções terapêuticas (OR 4.15) 4
  • Resposta à levodopa: A responsividade do ângulo TCC à levodopa está associada a melhor resposta a tratamentos como estimulação cerebral profunda 3
  • Gravidade inicial: Ângulos TCC e UCC pré-cirúrgicos maiores estão associados a maior melhora percentual após intervenções 3

Abordagens Terapêuticas

Tratamentos Farmacológicos

  • Injeção de lidocaína:
    • Melhora em 8 de 9 pacientes com camptocormia superior após injeção no músculo oblíquo externo
    • Melhora em 9 de 11 pacientes com camptocormia inferior após injeção no músculo psoas maior 2

Tratamentos Cirúrgicos

  • Estimulação Cerebral Profunda (DBS) do Globo Pálido Interno (GPi):

    • Melhora da camptocormia inferior (TCC) em 40,4% (redução do ângulo de 39,1° ± 10,1° para 23,3° ± 8,1°)
    • Melhora da camptocormia superior (UCC) em 22,8% (redução do ângulo de 50,5° ± 2,6° para 39,0° ± 6,7°)
    • Aproximadamente 36,4% dos pacientes apresentam redução superior a 50% no desequilíbrio sagital 3, 4
  • Cirurgia de deformidade espinhal:

    • Pode corrigir o desequilíbrio espinhal, mas está associada a alta taxa de complicações 4

Outros Tratamentos

  • Estimulação magnética transespinhal repetitiva (rTSMS):
    • Abordagem menos invasiva com resultados preliminares 4

Considerações Especiais

  • A camptocormia também pode ocorrer em outras condições, como miosite associada a anticorpos anti-Ku em sobreposição polimiosite/esclerose sistêmica, apresentando características clínicas e histopatológicas distintas 5

  • A avaliação cuidadosa da etiologia é fundamental para direcionar o tratamento adequado, especialmente em casos de camptocormia não responsiva às terapias convencionais para parkinsonismo

  • O tratamento da camptocormia em parkinsonismos permanece um desafio, com resultados inconsistentes entre diferentes modalidades terapêuticas, requerendo uma abordagem individualizada baseada no tipo de camptocormia e na duração dos sintomas

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