In a patient with cholelithiasis (cholecistolitiase) presenting with acholia (acolia), choluria (coluria), and jaundice (icterícia), should a magnetic resonance cholangiography (colangiorresonância) or intraoperative cholangiography (colangiografia intraoperatória) be performed?

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Last updated: August 29, 2025View editorial policy

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Colangiorresonância é a escolha preferencial para pacientes com colecistolitíase que apresentam acolia, colúria e icterícia

A colangiorresonância magnética (MRCP) deve ser o exame de escolha para pacientes com colecistolitíase que apresentam acolia, colúria e icterícia, pois estes sintomas sugerem obstrução biliar que requer avaliação detalhada das vias biliares. 1, 2

Justificativa para escolha da colangiorresonância

Quadro clínico sugestivo de obstrução biliar

  • A tríade de acolia (fezes esbranquiçadas), colúria (urina escura) e icterícia são sinais clássicos de obstrução biliar, indicando provável coledocolitíase ou outra obstrução das vias biliares
  • Estes sintomas sugerem que o problema não está limitado à vesícula biliar, mas envolve as vias biliares, necessitando avaliação detalhada do sistema biliar

Vantagens da colangiorresonância

  1. Avaliação não invasiva e completa das vias biliares:

    • Permite visualização detalhada das vias biliares intra e extra-hepáticas
    • Detecta com alta precisão cálculos no ducto biliar comum, especialmente na região do colo da vesícula, ducto cístico ou colédoco 1
    • Sensibilidade de 85% e especificidade de 81% para avaliação de colecistite 1
  2. Superioridade na detecção de obstruções biliares:

    • Excelente acurácia para visualização de ductos biliares normais e dilatados 1
    • Identifica com precisão a causa da obstrução (cálculos, estenoses ou massas obstrutivas) 1
    • Melhor visualização de cálculos menores que podem não ser detectados por outros métodos 3
  3. Sem exposição à radiação ionizante:

    • Seguro para pacientes que necessitam de avaliação detalhada
    • Não requer uso de contraste iodado

Por que não a colangiografia intraoperatória?

A colangiografia intraoperatória (CIO) apresenta limitações importantes neste cenário:

  1. Timing inadequado:

    • A CIO é realizada apenas durante a cirurgia, quando o paciente já está em procedimento cirúrgico
    • Pacientes com icterícia, acolia e colúria necessitam diagnóstico pré-operatório para planejamento adequado do tratamento 2
  2. Limitações técnicas e operacionais:

    • Aumenta o tempo cirúrgico em média 27 minutos 4
    • Taxa de falha técnica significativa (5-9%) 5
    • Não reduz significativamente lesões do ducto biliar 4
  3. Abordagem sequencial recomendada pelas diretrizes:

    • As diretrizes da IDSA recomendam iniciar com ultrassonografia, seguida de TC e, se inconclusivos, prosseguir para MRCP 1
    • A CIO não é recomendada como método diagnóstico inicial para avaliação de obstrução biliar 1

Algoritmo de avaliação recomendado

Para pacientes com colecistolitíase apresentando acolia, colúria e icterícia:

  1. Ultrassonografia abdominal inicial:

    • Primeira linha para avaliação de doença biliar
    • Avalia presença de cálculos na vesícula e dilatação de vias biliares
    • Limitada para visualização completa das vias biliares
  2. Se ultrassonografia inconclusiva ou suspeita de obstrução persistir:

    • Prosseguir para TC abdominal com contraste IV 1
  3. Se TC e ultrassonografia forem inconclusivas:

    • Realizar colangiorresonância (MRCP) 1
    • Superior para avaliação detalhada das vias biliares e identificação precisa da causa da obstrução
  4. Cirurgia com possível colangiografia intraoperatória:

    • A CIO pode ser considerada durante a cirurgia se houver dúvidas residuais após os exames pré-operatórios
    • Não substitui a avaliação pré-operatória adequada com MRCP

Considerações importantes

  • A presença de icterícia, acolia e colúria em paciente com colecistolitíase sugere fortemente coledocolitíase ou outra obstrução biliar, exigindo avaliação completa das vias biliares antes da intervenção cirúrgica
  • A MRCP tem excelente desempenho na detecção de anormalidades hepatobiliares não caracterizadas pela ultrassonografia 1
  • A colangiografia intraoperatória pode complementar, mas não deve substituir a avaliação pré-operatória adequada com MRCP em pacientes com sinais de obstrução biliar

Em conclusão, a colangiorresonância é superior à colangiografia intraoperatória para avaliação inicial de pacientes com colecistolitíase que apresentam sinais de obstrução biliar (acolia, colúria e icterícia), permitindo diagnóstico preciso e planejamento adequado do tratamento antes da intervenção cirúrgica.

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Diagnosis and Management of Acute Cholecystitis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

Magnetic resonance cholangiography in hepatolithiasis.

The American journal of gastroenterology, 1997

Research

Intravenous cholangiography is superfluous prior to laparoscopic cholecystectomy.

Swiss surgery = Schweizer Chirurgie = Chirurgie suisse = Chirurgia svizzera, 1997

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