What are the indications, procedures, and details of ERCP (Endoscopic Retrograde Cholangiopancreatography), Laparoscopic Cholecystectomy, and MRCP (Magnetic Resonance Cholangiopancreatography)?

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Procedimentos Diagnósticos e Terapêuticos: CPRE, Colecistectomia Videolaparoscópica e MRCP

A CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) é atualmente recomendada principalmente para intervenções terapêuticas, enquanto a MRCP (Colangiopancreatografia por Ressonância Magnética) é o método diagnóstico de escolha para avaliação não invasiva das vias biliares, e a Colecistectomia Videolaparoscópica é o padrão-ouro para tratamento da colelitíase sintomática.

CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica)

Indicações

  • Terapêuticas (principais):

    • Remoção de cálculos do ducto biliar comum
    • Drenagem biliar em colangite
    • Colocação de stents em obstruções malignas
    • Tratamento de estenoses biliares
    • Manejo de complicações pancreáticas (pseudocistos, fístulas)
  • Diagnósticas (limitadas):

    • Casos selecionados onde MRCP não é conclusiva
    • Quando biópsia ou citologia é necessária
    • Pacientes com contraindicação à RM

Procedimento

  1. Procedimento invasivo realizado sob sedação/anestesia
  2. Endoscópio avançado até o duodeno
  3. Canulação da papila de Vater
  4. Injeção de contraste nas vias biliares/pancreáticas
  5. Visualização fluoroscópica das vias biliares
  6. Intervenções terapêuticas conforme necessário:
    • Esfincterotomia
    • Remoção de cálculos com balão/cesta
    • Colocação de stents

Riscos e Complicações

  • Taxa de complicações graves: 4-5,2% 1
  • Principais complicações:
    • Pancreatite (3-5%)
    • Sangramento (2% quando combinada com esfincterotomia)
    • Colangite (1%)
    • Mortalidade (0,4%) 1

Colecistectomia Videolaparoscópica

Indicações

  • Colelitíase sintomática
  • Colecistite aguda
  • Pancreatite biliar
  • Pólipos de vesícula com indicação cirúrgica
  • Vesícula em porcelana

Procedimento

  1. Anestesia geral
  2. Pneumoperitônio com CO₂
  3. Inserção de 3-4 trocárteres
  4. Dissecção do triângulo de Calot
  5. Identificação e clipagem da artéria cística e ducto cístico
  6. Separação da vesícula do leito hepático
  7. Extração da vesícula por um dos portais

Vantagens sobre cirurgia aberta

  • Menor dor pós-operatória
  • Recuperação mais rápida
  • Menor tempo de internação
  • Melhor resultado estético
  • Retorno mais rápido às atividades

Complicações

  • Taxa de conversão para cirurgia aberta: aproximadamente 7% 2
  • Lesões do ducto biliar: 0,5% 2
  • Sangramento
  • Infecção
  • Cálculos residuais no colédoco (0,9% sem colangiografia intraoperatória) 2

MRCP (Colangiopancreatografia por Ressonância Magnética)

Indicações

  • Método diagnóstico de primeira linha para:
    • Avaliação de colestase inexplicada 1
    • Suspeita de coledocolitíase
    • Avaliação de estenoses biliares
    • Diagnóstico de colangite esclerosante primária
    • Avaliação pré-operatória da anatomia biliar
    • Suspeita de lesão iatrogênica das vias biliares 3

Procedimento

  1. Exame não invasivo sem radiação ionizante
  2. Não requer contraste endovenoso específico
  3. Sequências especiais de RM que destacam líquidos estáticos
  4. Visualização completa das vias biliares e pancreáticas
  5. Duração aproximada de 30-45 minutos
  6. Pode ser complementado com RM convencional do abdome

Vantagens

  • Não invasiva
  • Sem exposição à radiação
  • Alta sensibilidade (84-89%) e especificidade (92-96%) 4, 5
  • Visualiza tanto as vias biliares proximais quanto distais simultaneamente 3
  • Evita CPRE desnecessárias (redução de até 9% dos procedimentos) 4

Limitações

  • Menor sensibilidade para cálculos pequenos (<5mm) 4
  • Contraindicada em pacientes com marcapassos ou implantes metálicos não compatíveis
  • Menos acessível e mais cara que ultrassonografia

Algoritmo de Abordagem para Patologias Biliares

  1. Avaliação inicial: Ultrassonografia abdominal (primeira linha para suspeita de obstrução biliar) 1

  2. Se dilatação de vias biliares ou suspeita de coledocolitíase:

    • MRCP como próximo passo diagnóstico 1
    • Alternativa: Ecoendoscopia (EUS) para avaliação de obstrução distal 1
  3. Após diagnóstico por MRCP:

    • Se via biliar normal: observação clínica
    • Se coledocolitíase confirmada: CPRE terapêutica
    • Se estenose maligna: CPRE para stent e biópsia/citologia
  4. CPRE diagnóstica: Reservada apenas para casos altamente selecionados quando MRCP de alta qualidade é normal, mas a suspeita clínica permanece alta 1

  5. Colecistectomia Videolaparoscópica:

    • Após CPRE em casos de coledocolitíase + colelitíase
    • Como procedimento inicial com colangiografia intraoperatória em casos selecionados (pode reduzir tempo de internação comparado à MRCP/CPRE pré-operatória) 6

Considerações Importantes

  • A CPRE evoluiu de um procedimento diagnóstico para predominantemente terapêutico devido ao desenvolvimento da MRCP 1
  • A decisão entre CPRE inicial ou MRCP seguida de CPRE seletiva deve considerar a probabilidade pré-teste de necessidade de intervenção 1
  • Em casos de falha da CPRE ou impossibilidade técnica, a Colangiografia Percutânea Transhepática (PTC) é uma alternativa 1
  • A colecistectomia com colangiografia intraoperatória seguida de exploração do colédoco ou CPRE pós-operatória pode ser uma estratégia eficiente em casos selecionados 6

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