Can meningococcemia cause jaundice?

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Meningococcemia e Icterícia

Sim, a meningococcemia pode causar icterícia como parte de suas complicações sistêmicas, principalmente quando há disfunção hepática secundária à sepse ou coagulação intravascular disseminada (CIVD).

Mecanismos que levam à icterícia na meningococcemia

A meningococcemia, infecção causada pela Neisseria meningitidis, pode levar à icterícia através de vários mecanismos:

  1. Disfunção hepática secundária à sepse:

    • A sepse meningocócica grave pode causar comprometimento da função hepática como parte da síndrome de disfunção de múltiplos órgãos 1
    • Pacientes com choque séptico meningocócico frequentemente desenvolvem disfunção renal que pode evoluir para lesão renal aguda 1
  2. Coagulação intravascular disseminada (CIVD):

    • A CIVD é uma complicação frequente da sepse meningocócica 2
    • A CIVD pode causar microtrombos nos sinusoides hepáticos, levando à disfunção hepática e icterícia
  3. Deficiência de complemento adquirida:

    • Pacientes com insuficiência hepática grave podem desenvolver deficiência de complemento adquirida, que está associada à meningococcemia 3
    • A insuficiência hepática pode resultar em baixa síntese de múltiplas proteínas do sistema complemento

Apresentação clínica da meningococcemia

A meningococcemia apresenta um espectro clínico variado:

  • Manifestações iniciais: Febre alta, calafrios, cefaleia intensa e mialgias generalizadas 1
  • Manifestações cutâneas: Exantema petequial ou purpúrico, tipicamente em 92% dos casos de doença meningocócica 1
  • Sepse e choque: Hipotensão, estado mental alterado e exantema 1
  • Sinais de alerta: Extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado e oligúria 1

É importante notar que a meningite é a apresentação mais comum da doença meningocócica, ocorrendo em cerca de 60% dos pacientes, enquanto 10-20% podem apresentar evidência de choque ou sepse fulminante com ou sem meningite 1.

Diagnóstico

O diagnóstico da meningococcemia é baseado em:

  1. Achados clínicos:

    • Febre de início súbito
    • Exantema petequial ou purpúrico
    • Sinais de sepse ou choque
  2. Exames laboratoriais:

    • Hemoculturas (padrão-ouro) 4
    • Análise do líquido cefalorraquidiano
    • Biópsia de pele
    • Alterações laboratoriais comuns:
      • Trombocitopenia
      • Elevação das transaminases hepáticas
      • Hiponatremia
      • Aumento de bandas imaturas no hemograma 1

Fatores de risco para desfecho fatal

Os fatores de risco para um desfecho fatal na doença meningocócica incluem 1:

  • Exantema de progressão rápida
  • Coma
  • Hipotensão e choque
  • Lactato >4 mmol/L
  • Contagem de leucócitos periféricos baixa/normal
  • Baixos reagentes de fase aguda
  • Plaquetopenia
  • Coagulopatia
  • Ausência de meningite

Tratamento

O tratamento da meningococcemia deve ser iniciado precocemente e inclui:

  1. Antibioticoterapia:

    • Benzilpenicilina 1200 mg IM ou IV, ou
    • Cefalosporina de terceira geração como Cefotaxima (2g) ou Ceftriaxona (2g) IM ou IV 1
  2. Medidas de suporte:

    • Reposição volêmica
    • Suporte vasopressor (norepinefrina como primeira escolha) 1
    • Correção de distúrbios de coagulação
    • Monitoramento frequente dos sinais vitais e estado neurológico
  3. Tratamento da CIVD:

    • Monitoramento dos parâmetros de coagulação
    • Administração de antitrombina III e plasma fresco congelado em casos de CIVD avançada 2

Considerações importantes

  • A meningococcemia é uma emergência médica que requer antibioticoterapia imediata e cuidados intensivos de suporte 4
  • Os pacientes podem deteriorar-se rapidamente, mesmo se inicialmente parecerem bem, exigindo monitoramento frequente 1
  • A notificação às autoridades de saúde pública é obrigatória para todos os casos de meningite, independentemente da etiologia 1
  • A profilaxia dos contatos deve ser iniciada pelo Consultor em Controle de Doenças Transmissíveis e não pelos médicos assistentes 1

A identificação precoce da icterícia em pacientes com meningococcemia é importante, pois pode indicar comprometimento hepático e maior gravidade da doença, exigindo intervenção terapêutica mais agressiva.

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