What strategies can manage sexual side effects in a patient taking Desvenlafaxina (desvenlafaxine) for depression?

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Last updated: September 17, 2025View editorial policy

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Manejo da Disfunção Sexual em Paciente com Depressão Tratado com Desvenlafaxina

A melhor estratégia para este paciente é trocar a desvenlafaxina por bupropiona, que tem o menor risco de disfunção sexual entre os antidepressivos e mantém a eficácia antidepressiva. 1

Avaliação da Situação Atual

O paciente de 31 anos apresenta remissão completa dos sintomas depressivos com desvenlafaxina 100 mg, mas sofre com diminuição da libido e dificuldades sexuais. Estes efeitos colaterais são comuns com inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN) como a desvenlafaxina:

  • A disfunção sexual é um dos efeitos adversos mais frequentes dos antidepressivos de segunda geração, afetando até 59,1% dos pacientes 2
  • A desvenlafaxina pode causar disfunção sexual em homens, incluindo anorgasmia (até 8%), diminuição da libido (até 6%), ejaculação retardada (até 7%) e disfunção erétil (até 11%) 3
  • Um estudo prospectivo mostrou que 75,6% dos pacientes que trocaram para desvenlafaxina ainda apresentavam algum grau de disfunção sexual 4

Opções de Manejo

1. Troca de Medicação

Primeira opção: Bupropiona

  • A bupropiona tem taxas significativamente menores de eventos adversos sexuais em comparação com ISRSs e IRSNs 1, 5
  • Estudos mostram que a bupropiona 150 mg duas vezes ao dia é eficaz para tratar a disfunção sexual induzida por antidepressivos 5
  • A troca para bupropiona mantém a eficácia antidepressiva enquanto melhora a função sexual 1, 5

Outras opções de troca (em ordem de preferência):

  • Mirtazapina: menor risco de disfunção sexual que os IRSNs 1, 6
  • Agomelatina: baixo risco de disfunção sexual 6
  • Moclobemida: incidência muito baixa (3,9%) de disfunção sexual 2

2. Adição de Medicação

Se a troca de medicação não for possível devido à excelente resposta à desvenlafaxina:

  • Adicionar bupropiona (150 mg 2x/dia) como adjuvante pode melhorar a função sexual sem comprometer o efeito antidepressivo 5
  • Inibidores da fosfodiesterase (sildenafil, tadalafil) podem ser considerados especificamente para disfunção erétil 5

3. Ajuste de Dose

  • Reduzir a dose de desvenlafaxina para 50 mg pode diminuir os efeitos colaterais sexuais, mas pode comprometer a eficácia antidepressiva 3
  • A taxa de descontinuação por eventos adversos é menor com 50 mg (4,1%) do que com 100 mg (8,7%) 3

4. Estratégias de Dosagem Situacional

  • Considerar "férias medicamentosas" em dias específicos (pular doses antes da atividade sexual planejada)
  • Esta estratégia tem evidências limitadas e pode comprometer a eficácia antidepressiva 1

Algoritmo de Decisão

  1. Primeira linha: Trocar para bupropiona (iniciar com 150 mg/dia, aumentando para 150 mg 2x/dia após uma semana)

    • Monitorar resposta antidepressiva e função sexual após 4 semanas
  2. Se a troca não for possível ou desejável:

    • Reduzir a dose de desvenlafaxina para 50 mg e avaliar se há melhora da função sexual sem perda do efeito antidepressivo
    • Se não houver melhora, considerar adicionar bupropiona como adjuvante
  3. Se as estratégias anteriores falharem:

    • Considerar troca para mirtazapina ou agomelatina
    • Para disfunção erétil específica, considerar adicionar inibidor da fosfodiesterase

Pontos de Atenção

  • A disfunção sexual induzida por antidepressivos é frequentemente subnotificada e pode levar à não adesão ao tratamento 6
  • A manutenção da função sexual é crucial para a qualidade de vida e adesão ao tratamento antidepressivo 7
  • Ao trocar medicações, fazer a transição gradual para minimizar sintomas de descontinuação e recaída da depressão
  • Monitorar regularmente tanto os sintomas depressivos quanto a função sexual durante qualquer mudança de tratamento

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