How is anorgasmia caused by fluvoxamine (Selective Serotonin Reuptake Inhibitor - SSRI) managed?

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Manejo da Anorgasmia Provocada por Fluvoxamina

A anorgasmia provocada pela fluvoxamina geralmente não melhora ao longo do tratamento, persistindo em 81,4% dos pacientes após 6 meses de uso contínuo. 1

Incidência e Características da Disfunção Sexual com Fluvoxamina

  • A fluvoxamina, como outros ISRSs, causa disfunção sexual significativa, incluindo anorgasmia
  • A incidência de disfunção sexual é significativamente maior (58%) quando os médicos questionam diretamente os pacientes, comparado com relatos espontâneos (14%) 1
  • Entre os ISRSs, a fluvoxamina apresenta menor incidência de atraso no orgasmo/ejaculação e impotência quando comparada à paroxetina 1, 2
  • Apenas 5,8% dos pacientes apresentam resolução completa da disfunção sexual após 6 meses de tratamento contínuo 1

Fatores que Influenciam a Disfunção Sexual

  • A disfunção sexual está positivamente correlacionada com a dose do medicamento 1
  • Homens apresentam maior incidência de disfunção sexual, porém nas mulheres a disfunção tende a ser mais intensa 1
  • Apenas 24,5% dos pacientes toleram bem a disfunção sexual causada pelos ISRSs 1

Opções de Manejo da Anorgasmia

Estratégias de Ajuste da Medicação

  1. Redução da dose: Os pacientes experimentam melhora substancial da função sexual quando a dose é reduzida 1
  2. Descontinuação do medicamento: A retirada da fluvoxamina geralmente resulta em melhora da função sexual 1
  3. Troca de medicamento:
    • Mudança para moclobemida (450-600 mg/dia) resultou em melhora total em 12 de 15 pacientes (80%) 1
    • Mudança para amineptina (200 mg/dia) resultou em melhora em 3 de 5 pacientes (60%) 1

Considerações sobre Outros ISRSs

  • Se a troca para outro ISRS for necessária, considere que a paroxetina está associada a maior incidência de disfunção sexual comparada à fluvoxamina, fluoxetina e sertralina 2, 1
  • A escitalopram apresenta menor incidência de efeitos colaterais sexuais em comparação com a paroxetina 3

Monitoramento e Educação do Paciente

  • Os pacientes devem ser informados sobre os possíveis efeitos colaterais sexuais antes do início do tratamento 3
  • É importante questionar diretamente sobre disfunção sexual durante as consultas de acompanhamento, pois muitos pacientes não relatam espontaneamente 1
  • Monitoramento regular dos efeitos colaterais, incluindo efeitos gastrointestinais, neurológicos, distúrbios do sono e disfunção sexual 3

Casos Especiais

  • Em pacientes com ejaculação precoce, o efeito de retardo da ejaculação pode ser benéfico, melhorando a satisfação sexual do paciente e do parceiro 1
  • Em casos onde a fluvoxamina é essencial para o tratamento da condição primária (como TOC ou transtorno do pânico), os benefícios terapêuticos devem ser pesados contra os efeitos colaterais sexuais 4, 5

Pontos de Atenção

  • A disfunção sexual induzida por antidepressivos, incluindo ISRSs, pode ser subnotificada 6
  • Este efeito colateral problemático pode afetar significativamente o conforto e a adesão do paciente ao tratamento 6
  • É recomendada uma avaliação cuidadosa da função sexual antes e durante o tratamento medicamentoso 6

A anorgasmia causada pela fluvoxamina é um efeito colateral comum que geralmente persiste durante o tratamento, afetando negativamente a qualidade de vida e a adesão terapêutica. O manejo adequado envolve ajustes de dose, possível troca de medicamento e comunicação aberta com o paciente sobre estes efeitos.

References

Research

[Sexual dysfunction secondary to SSRIs. A comparative analysis in 308 patients].

Actas luso-espanolas de neurologia, psiquiatria y ciencias afines, 1996

Guideline

Medication Management and Safety

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

Fluvoxamine in the treatment of anxiety disorders.

Neuropsychiatric disease and treatment, 2005

Research

Fluvoxamine-associated sexual dysfunction.

The Annals of pharmacotherapy, 1994

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