Profilaxia do Tétano em Ferimentos Contaminados
A resposta correta é a letra D. Nenhuma medida, pois o esquema primário e um reforço já garantem proteção adequada.
Justificativa da Resposta
De acordo com as diretrizes atuais do CDC sobre profilaxia do tétano 1, um paciente que completou o esquema primário de vacinação (3 doses na infância) e recebeu uma dose de reforço há menos de 10 anos está adequadamente protegido contra o tétano, mesmo em caso de ferimento contaminado.
No caso apresentado:
- O paciente recebeu 3 doses da vacina na infância (esquema primário completo)
- Recebeu uma dose de reforço há 7 anos
- O ferimento é profundo e contaminado (alto risco)
Como a última dose de reforço foi há menos de 10 anos (7 anos), o paciente está adequadamente protegido e não necessita de medidas profiláticas adicionais neste momento.
Análise das Alternativas Incorretas
Alternativa A: A imunoglobulina antitetânica (TIG) só é indicada para pacientes com histórico de vacinação incompleto ou desconhecido, o que não é o caso deste paciente que tem esquema completo e reforço recente 1.
Alternativa B: A vacina dT/dTpa seria necessária apenas se o último reforço tivesse sido há mais de 10 anos, não 5 anos como sugere esta alternativa 1.
Alternativa C: A combinação de vacina dT/dTpa e imunoglobulina antitetânica é indicada apenas para pacientes com esquema incompleto ou desconhecido em ferimentos contaminados, não sendo o caso deste paciente 1.
Pontos Importantes sobre Profilaxia do Tétano
Para ferimentos contaminados (sujos, profundos, com material enferrujado), as recomendações variam conforme o histórico vacinal:
- Esquema completo + reforço há menos de 10 anos: nenhuma medida necessária
- Esquema completo + reforço há mais de 10 anos: apenas vacina dT/dTpa
- Esquema incompleto ou desconhecido: vacina dT/dTpa + imunoglobulina antitetânica (TIG)
A limpeza adequada do ferimento é parte fundamental da prevenção do tétano, independentemente do estado vacinal 1.