Tratamento Atual para Oligodendroglioma Grau 2
O tratamento padrão para oligodendroglioma grau 2 que requer intervenção após biópsia inclui ressecção cirúrgica máxima segura, seguida de radioterapia e quimioterapia com regime PCV (procarbazina, lomustina e vincristina). 1
Avaliação Inicial e Diagnóstico
- A avaliação radiológica do oligodendroglioma grau 2 deve ser baseada em ressonância magnética (RM), tanto para diagnóstico quanto para acompanhamento 1
- Oligodendrogliomas grau 2 tipicamente aparecem bem delimitados, ocasionalmente contêm calcificações e não realçam com contraste na RM 1
- A determinação do status de mutação IDH e codeleção 1p/19q é essencial para classificação e manejo adequados 1
Fatores Prognósticos
Fatores de mau prognóstico em pacientes com glioma grau 2 incluem:
- Idade > 35-40 anos 1
- Baixo índice de Karnofsky 1
- Hipertensão intracraniana ou déficit funcional 1
- Epilepsia não controlada 1
- Grande volume tumoral ou rápido crescimento 1
- Localização em zona funcional 1
- Envolvimento de estruturas profundas 1
- Realce de contraste em imagens de RM 1
Algoritmo de Tratamento
1. Cirurgia
- A ressecção cirúrgica máxima segura é o tratamento inicial recomendado 1
- A ressecção ótima envolve remoção total ou subtotal do volume tumoral definido em sequências T2 e/ou FLAIR na RM 1
- Na presença de pelo menos um fator de mau prognóstico, a ressecção cirúrgica deve ser realizada 1
2. Tratamento Adjuvante
Para oligodendroglioma IDH-mutante com codeleção 1p/19q grau 2:
- Com fatores de mau prognóstico ou ressecção incompleta: Radioterapia seguida de quimioterapia PCV 1
- Sem fatores de mau prognóstico ou com ressecção completa: Pode-se considerar observação vigilante com acompanhamento clínico e radiológico 1
Especificações do tratamento:
- Quando a radioterapia é proposta, a dose deve ser entre 45 e 54 Gy (recomendação: 50-54 Gy) 1
- Temozolomida é uma alternativa razoável ao PCV quando há preocupação com toxicidade 1
3. Tratamento na Recorrência
- Em pacientes com recorrência após radioterapia e quimioterapia com PCV: quimioterapia com temozolomida pode ser considerada 1
- Em pacientes com recorrência após quimioterapia isolada: radioterapia deve ser considerada quando possível 1
- Temozolomida é o tratamento padrão na progressão após cirurgia e radioterapia para a maioria dos pacientes com gliomas IDH-mutantes grau 2 1
Seguimento
- Acompanhamento clínico e radiológico a cada 3-6 meses 1
- Atenção especial é necessária na interpretação de exames durante os primeiros 3 meses de tratamento devido à possibilidade de pseudoprogressão 1
Considerações Especiais
- Embora alguns estudos sugiram que a ressecção total bruta não está associada à melhora da sobrevida em pacientes com oligodendroglioma 2, a maioria das diretrizes recomenda ressecção máxima segura 1
- Os oligodendrogliomas são relativamente quimiossensíveis em comparação com astrocitomas 2, 3
- A decisão terapêutica deve equilibrar o benefício de aliviar sintomas e evitar transformação anaplásica contra o risco iatrogênico do tratamento, particularmente em pacientes cujo tumor pode não progredir por muito tempo 1
A abordagem terapêutica para oligodendroglioma grau 2 deve ser adaptada considerando os fatores prognósticos, a operabilidade do tumor e o status molecular, com o objetivo de maximizar a sobrevida e a qualidade de vida do paciente.