Relação entre Recidiva de Câncer de Bexiga e Aumento de Prolactina
Não há evidência direta de que a recidiva do câncer de bexiga possa aumentar os níveis de prolactina, mas existem mecanismos potenciais pelos quais tumores, incluindo recidivas de câncer de bexiga, poderiam estar associados à hiperprolactinemia.
Mecanismos Potenciais
- Alguns tumores, incluindo certos cânceres colorretais, podem produzir prolactina ectopicamente, como demonstrado em estudos onde a prolactina foi detectada em células tumorais e os níveis plasmáticos normalizaram após a ressecção do tumor 1
- A compressão da haste hipofisária por metástases ou invasão tumoral pode causar "efeito de haste" (desconexão hiperprolactinêmica), interrompendo a inibição dopaminérgica das células lactotrofas 2
- Em pacientes com efeito de haste, os níveis de prolactina geralmente estão acima do intervalo normal, mas não ultrapassam 2.000 mU/l (94 μg/l) ou seis vezes o limite superior do normal 2
Outras Causas de Hiperprolactinemia a Considerar
- Medicamentos são uma das causas mais comuns de hiperprolactinemia, através de vias estimulatórias diretas da prolactina ou antagonizando o tônus dopaminérgico inibitório 2
- Hipotireoidismo primário grave pode estar acompanhado de hiperprolactinemia, provavelmente devido à hipersecreção compensatória do hormônio liberador de tireotropina 2
- Doença renal crônica está associada à hiperprolactinemia em 30-65% dos pacientes adultos devido ao aumento da secreção de prolactina e redução da depuração renal 2
- Doença hepática grave também está associada à hiperprolactinemia em adultos 2
Avaliação Diagnóstica
- Uma única medição de prolactina coletada em qualquer momento do dia é suficiente para avaliar hiperprolactinemia 2
- Para níveis moderadamente elevados de prolactina, considere medições seriadas ao longo do tempo para excluir o efeito do estresse e da pulsatilidade da prolactina 2
- Avalie os níveis basais de macroprolactina quando a prolactina sérica for encontrada leve ou incidentalmente elevada 2, 3
- Exclua condições confundidoras como hipotireoidismo, insuficiência renal e/ou hepática, e uso de medicamentos que causam hiperprolactinemia 2, 3
Monitoramento e Tratamento
- Em pacientes com prolactinomas, a cabergolina é recomendada como tratamento de primeira linha devido à sua eficácia superior na normalização dos níveis de prolactina e melhor perfil de efeitos adversos 3, 4
- O crescimento tumoral em pacientes com prolactinoma com nível de prolactina estável ou decrescente, independentemente do tamanho, é um evento raro 5
- Para pacientes com resistência ou intolerância à cabergolina em alta dose, considere cirurgia ou radioterapia 3, 4
Considerações Especiais para Câncer
- Em pacientes com câncer colorretal e hiperprolactinemia, os níveis plasmáticos de prolactina retornaram ao normal após a ressecção do tumor e permaneceram assim durante um acompanhamento de três meses 1
- A normalização dos níveis de prolactina é um preditor prático e confiável da resposta ao tratamento 6
Armadilhas e Advertências
- Sempre revise a lista de medicamentos do paciente antes do diagnóstico e tratamento para descartar hiperprolactinemia induzida por medicamentos 3
- Esteja ciente do risco de valvulopatia cardíaca com cabergolina em alta dose (>2 mg/semana) e monitore os pacientes com ecocardiografia regular 2, 3
- A hiperprolactinemia em pacientes com câncer pode ser um fenômeno paraneoplásico temporário que se resolve após o tratamento do tumor primário 1