RESSONÂNCIA ESPECÍFICA PARA INVESTIGAÇÃO DE NEURALGIA TRIGEMINAL
A sequência de ressonância magnética recomendada para investigação da neuralgia trigeminal deve incluir imagens 3D fortemente ponderadas em T2, angiografia por ressonância magnética (ARM), e técnicas de alta resolução com cortes finos ao longo do trajeto do nervo trigêmeo, preferencialmente com contraste. 1, 2
Protocolo de Imagem Recomendado
- Ressonância magnética (RM) de alta resolução do gânglio trigeminal é a modalidade de escolha para investigação do nervo trigêmeo 1, 2
- Sequências 3D fortemente ponderadas em T2 são essenciais para caracterizar a anatomia de possíveis compressões vasculares do nervo trigêmeo 1
- ARM complementar à RM de alta resolução para avaliação de compressão neurovascular do nervo trigêmeo, com sensibilidade combinada de 97% a 100% 1
- Imagens pré e pós-contraste para melhor identificação e caracterização de lesões 1
- Técnicas de cortes finos de alta resolução ao longo de todo o trajeto do nervo trigêmeo 1
- Múltiplos planos de imagem são essenciais devido aos padrões complexos de ramificação do nervo 1
Considerações Técnicas
- Magnetos de alto campo (3T) são preferíveis devido à maior resolução anatômica 1, 2
- A RM deve avaliar tanto o segmento intracraniano quanto o curso extracraniano do nervo 1
- Dependendo dos protocolos institucionais, isso pode ser alcançado com RM de crânio, RM de órbitas, face e pescoço, ou uso combinado simultâneo desses estudos 1
- A taxa de concordância entre achados de imagem e achados intraoperatórios para contato neurovascular varia de 83% a 100% 1
Achados Relevantes e Interpretação
- Compressão neurovascular é o achado mais comum na neuralgia trigeminal clássica 2, 3
- Medições do tamanho do nervo trigêmeo frequentemente mostram que o lado sintomático é menor, conforme detectado pela RM 1, 2
- Tanto falsos positivos quanto falsos negativos ocorrem ao avaliar contato neurovascular; portanto, a RM é de suporte, não diagnóstica, na seleção de candidatos para descompressão microvascular 1
- A RM deve ser interpretada no contexto do local dos sintomas 1
- Evidências de compressão vascular da raiz do nervo trigêmeo, grau de compressão, local de contato e volume do nervo podem ter valor prognóstico 1
Técnicas Avançadas de Imagem
- Imagem por tensor de difusão (DTI) pode detectar alterações microestruturais nos nervos sintomáticos em comparação com nervos assintomáticos 1, 2
- Neurografia por RM é uma técnica emergente útil para caracterizar a etiologia da neuropatia trigeminal periférica 1, 2, 4
- Técnicas avançadas de RM também detectaram alterações estruturais na substância cinzenta e branca em pacientes com neuralgia trigeminal 1, 2
Armadilhas e Considerações Especiais
- A RM é de suporte, não diagnóstica, na seleção de candidatos para descompressão microvascular 1
- A sensibilidade da RM combinada com ARM pode ser menor (50% em 3T e 33% em 1,5T) para detecção de compressão neurovascular do nervo trigêmeo por vasos menores, como a artéria cerebelar inferior anterior 1
- O diagnóstico da neuralgia trigeminal deve focar não apenas na compressão microvascular, mas também nas condições dos ramos periféricos do nervo trigêmeo 4
- A RM deve ser realizada antes de procedimentos intervencionistas 3, 5
A RM é fundamental para o diagnóstico e planejamento cirúrgico na neuralgia trigeminal, permitindo a visualização direta do nervo e suas relações com estruturas vasculares adjacentes, bem como a identificação de outras causas estruturais potenciais 1, 5.