Lanches e Guloseimas para Paciente em Diálise Peritoneal com Ureia e Fósforo Elevados
Pacientes em diálise peritoneal com ureia e fósforo elevados devem consumir lanches e guloseimas com baixo teor de fósforo e proteína moderada de alto valor biológico para evitar complicações e melhorar os resultados clínicos.
Considerações Nutricionais Básicas
- Pacientes em diálise peritoneal necessitam de uma ingestão proteica de 1,2 a 1,3 g/kg de peso corporal/dia, com pelo menos 50% sendo de alto valor biológico para compensar as perdas proteicas peritoneais 1
- A ingestão energética recomendada é de 35 kcal/kg de peso corporal/dia para pacientes com menos de 60 anos e 30-35 kcal/kg para pacientes com 60 anos ou mais 1
- O controle do fósforo é crucial para prevenir complicações cardiovasculares e ósseas em pacientes com doença renal crônica 2
Lanches Recomendados com Baixo Teor de Fósforo
Opções de Lanches Doces:
- Frutas frescas (maçãs, peras, morangos, uvas) que têm baixo teor de fósforo 1
- Sorvete de baunilha (em porções controladas) - contém 138 mg de fósforo e 5g de proteína por xícara 1
- Balas de goma ou gelatina sem adição de fosfatos 1
- Mel ou geleia em torradas (com moderação) 1
Opções de Lanches Salgados:
- Torradas simples ou biscoitos sem sal adicionado 1
- Sanduíche de manteiga de amendoim (168 mg de fósforo, 12g de proteína) - melhor relação fósforo/proteína que outros sanduíches 1
- Pipoca sem sal (baixo teor de fósforo e proteína) 1
Alimentos a Serem Evitados
- Produtos lácteos como queijos, iogurtes e leite, que têm alta relação fósforo/proteína 1
- Refrigerantes tipo cola (contêm aditivos de fosfato) 1
- Fast-food e alimentos processados como hambúrgueres (310 mg de fósforo, 28g de proteína) e sanduíches de café da manhã (459 mg de fósforo, 16g de proteína) 1
- Chocolate ao leite (alto teor de fósforo) 1
Estratégias para Melhorar a Nutrição
- Considerar suplementos proteicos específicos para pacientes renais quando a ingestão proteica for inadequada 1
- Monitorar regularmente a excreção proteica peritoneal para adaptar individualmente a prescrição dietética 1
- Manter um nPNA (aparecimento de nitrogênio proteico normalizado) de pelo menos 0,9 g/kg/dia 1
- Monitorar os níveis de albumina sérica regularmente (pelo menos a cada 4 meses) 1
Considerações Especiais
- A biodisponibilidade do fósforo varia significativamente entre os alimentos - o fósforo de origem animal é mais absorvido que o de origem vegetal 1
- Pacientes com episódios de peritonite podem necessitar de maior ingestão proteica devido ao aumento das perdas 1
- A restrição excessiva de fósforo pode levar à desnutrição proteica, sendo necessário encontrar um equilíbrio 3
Armadilhas Comuns a Evitar
- Restringir excessivamente a proteína para controlar o fósforo pode levar à desnutrição proteica e piorar os resultados clínicos 3
- Ignorar os aditivos de fosfato em alimentos processados, que são altamente biodisponíveis e podem contribuir significativamente para a carga de fósforo 1
- Não considerar que diferentes modalidades de diálise peritoneal podem afetar a remoção de fósforo - a DPAC (diálise peritoneal ambulatorial contínua) está associada a maior remoção peritoneal de fósforo do que a DPA (diálise peritoneal automatizada) 4
Lembre-se que o controle adequado da dieta, em conjunto com o tratamento dialítico otimizado e o uso de quelantes de fósforo, é essencial para manter níveis adequados de fósforo e ureia, melhorando assim a qualidade de vida e reduzindo a morbimortalidade 2.