Are CD56 and CD138 used as markers for the diagnosis of endometritis?

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Marcadores para Endometrite: CD56 e CD138

Resposta Direta

CD138 é um marcador estabelecido e amplamente utilizado para o diagnóstico de endometrite crônica através da identificação de plasmócitos no estroma endometrial, enquanto CD56 NÃO é um marcador para endometrite - CD56 é utilizado para identificação de células plasmáticas neoplásicas em mieloma múltiplo e distúrbios relacionados.

CD138 como Marcador para Endometrite Crônica

Aplicação Diagnóstica Estabelecida

  • CD138 é o padrão-ouro atual para diagnóstico de endometrite crônica através de imunohistoquímica, permitindo a identificação específica de plasmócitos no estroma endometrial 1, 2, 3

  • A presença de plasmócitos no estroma endometrial, detectados por CD138, é o critério histopatológico definitivo para endometrite crônica 4, 5

  • CD138 demonstra sensibilidade de 89,13% e especificidade de 79,59% para detecção de endometrite crônica 1

Vantagens e Limitações do CD138

  • A imunohistoquímica com CD138 é superior à avaliação histológica convencional com hematoxilina-eosina, apresentando melhor concordância inter e intra-observador 2

  • CD138 facilita a identificação de plasmócitos que podem ser difíceis de visualizar em coloração de rotina devido ao baixo número ou obscurecimento por outras células estromais 3

  • Limitação importante: CD138 apresenta alta reação de fundo (background), o que pode dificultar a interpretação 3

  • Estudos mostram que 25% das biópsias endometriais onde plasmócitos foram identificados por metodologia convencional não apresentaram células CD138+ na imunohistoquímica 5

Marcadores Alternativos ao CD138

  • MUM-1 (Multiple Myeloma 1) emerge como marcador alternativo superior ao CD138, com sensibilidade de 93,48% e especificidade de 85,03% 1, 3

  • MUM-1 apresenta fundo limpo (sem reação de background) e maior concordância inter-observador comparado ao CD138 1, 3

  • MUM-1 detectou plasmócitos em 48% dos casos versus 23% para CD138 e 15% para hematoxilina-eosina em estudo com 311 biópsias endometriais 3

CD56 NÃO é Marcador para Endometrite

Aplicação Real do CD56

  • CD56 é utilizado exclusivamente para identificação de células plasmáticas neoplásicas em mieloma múltiplo e distúrbios de células plasmáticas, não tendo aplicação no diagnóstico de endometrite 6, 7

  • CD56 faz parte do painel mínimo recomendado pela European Myeloma Network para detecção de células plasmáticas anormais em mieloma múltiplo 6

  • A ausência de CD56 em células plasmáticas está associada a leucemia de células plasmáticas e disseminação extramedular, não tendo relação com processos inflamatórios endometriais 6

Armadilhas Comuns

  • Não confundir marcadores de células plasmáticas neoplásicas (CD56) com marcadores de plasmócitos inflamatórios (CD138) - são contextos clínicos completamente diferentes 6, 5

  • A presença de plasmócitos no endométrio, mesmo quando corretamente identificados, pode ser inespecífica - estudos mostram que 30% das mulheres com baixo risco para doença inflamatória pélvica apresentam plasmócitos endometriais 5

  • Não confiar apenas em coloração convencional para identificar plasmócitos - a imunohistoquímica é necessária para diagnóstico preciso 2, 3

  • A presença de eosinófilos na biópsia endometrial indica necessidade de buscar plasmócitos com imunohistoquímica, pois 72,5% dos casos com eosinófilos apresentam plasmócitos (endometrite crônica) 8

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