What is a chordoma, its prognosis, and treatment options for a patient diagnosed with chordoma of the bone and coccyx?

Medical Advisory BoardAll articles are reviewed for accuracy by our Medical Advisory Board
Educational purpose only • Exercise caution as content is pending human review
Article Review Status
Submitted
Under Review
Approved

Last updated: November 25, 2025View editorial policy

Personalize

Help us tailor your experience

Which best describes you? Your choice helps us use language that's most understandable for you.

Córdoma: Definição, Prognóstico e Manejo Clínico

O córdoma do cóccix deve ser tratado com ressecção cirúrgica en bloc com margens R0 como primeira linha, seguida de radioterapia adjuvante se as margens forem positivas, sendo este o único tratamento que oferece chance de controle local duradouro e sobrevida prolongada. 1

O que é Córdoma?

O córdoma é um tumor ósseo maligno extremamente raro (incidência de 0,1 por 100.000 pessoas/ano) que se origina de remanescentes embrionários da notocorda 1. Características principais:

  • Localização: 50% no sacro/cóccix, 30% na base do crânio, 20% na coluna móvel 1
  • Idade: Mediana de 60 anos, mas pode afetar pacientes mais jovens na base do crânio 1
  • Comportamento: Malignidade de baixo grau, localmente invasiva e agressiva 1
  • Marcador diagnóstico: Positividade nuclear para Brachyury na imuno-histoquímica é patognomônico e sua avaliação é altamente recomendada 1

Subtipos Histológicos

  • Convencional: Mais comum, baixo grau 1
  • Condroide: 5-15% dos casos 1
  • Desdiferenciado: <5% dos casos, comportamento muito mais agressivo, pode perder expressão de Brachyury 1
  • Pobremente diferenciado: Extremamente raro, afeta crianças/adolescentes, perda de INI1 1

Prognóstico

O prognóstico é reservado, com desafios significativos de controle local:

  • Sobrevida global média: 6-8,2 anos 2, 3
  • Sobrevida livre de recorrência em 5 anos: >50% após ressecção R0 1
  • Taxa de recorrência local: >50% dos pacientes, mesmo após ressecção completa 1
  • Metástases: 30-40% dos pacientes desenvolverão metástases, geralmente tardiamente e após recorrência local 1, 4
  • Recorrências tardias: Comum após 5-10 anos, exigindo seguimento prolongado 1

Fatores Prognósticos Negativos

  • Idade avançada 2
  • Tamanho tumoral maior 2
  • Presença de metástases 2
  • Margens cirúrgicas inadequadas 1
  • Subtipo desdiferenciado 1

Tratamento

Estadiamento Inicial Obrigatório

Antes de qualquer tratamento, você deve solicitar 1:

  • RM da lesão primária (estadiamento local) 1
  • RM de todo o eixo espinhal (avaliar lesões skip) 1
  • TC de tórax, abdome e pelve (metástases) 1
  • Biópsia por agulha grossa pré-operatória (o trajeto deve ser incluído na ressecção) 1

Armadilha crítica: Diferenciar de tumores benignos de células notocordais - se a aparência radiológica for típica de lesão benigna, NÃO realizar biópsia a menos que haja mudança ao longo do tempo 1

Tratamento Cirúrgico (Pilar Principal)

Para córdoma sacral/coccígeo:

  • Lesões em S4 ou abaixo: Cirurgia deve ser oferecida definitivamente como primeira escolha 1, 5
  • Lesões acima de S3: Discutir cuidadosamente com o paciente devido às sequelas neurológicas graves (incontinência fecal/urinária, disfunção sexual) 1
  • Meta cirúrgica: Ressecção en bloc com margens R0 (margens negativas) 1
  • Taxa de recorrência: 17% com margens amplas vs 81% com ressecção intralesional 1

Evidência robusta: Apenas a ressecção en bloc com margens livres está associada à sobrevida livre de doença contínua com seguimento >5 anos 1. Todos os pacientes tratados com excisão intralesional apresentaram recorrência em <2 anos 1.

Radioterapia

Indicações para radioterapia adjuvante: 1

  • Sempre considerar para córdomas da base do crânio e coluna cervical
  • Córdomas sacrais/coluna móvel com margens R1 (microscopicamente positivas)

Modalidade preferencial:

  • Terapia com partículas (prótons ou íons de carbono) é o tratamento de escolha - proporciona melhor controle local, sobrevida e menor dose em tecidos normais 1
  • Dose necessária: Pelo menos 74 Gy (ou GyE) devido à relativa radioresistência 1
  • Radioterapia com fótons conformacional só deve ser usada quando uniformidade de dose similar puder ser alcançada 1
  • Evidência de superioridade: Pacientes que receberam radioterapia com prótons tiveram sobrevida global significativamente melhor comparado à radiação tradicional 2

Radioterapia definitiva (sem cirurgia):

  • Alternativa quando ressecção R0 não é viável, paciente inoperável ou sequelas cirúrgicas inaceitáveis 1

Tratamento Sistêmico (Papel Limitado)

Quimioterapia convencional:

  • Geralmente NÃO recomendada - córdomas convencionais são insensíveis à quimioterapia citotóxica 1, 4

Terapias-alvo (doença avançada/metastática):

  • Inibidores de EGFR: Dados preliminares de atividade em córdoma convencional, sob investigação em estudos clínicos 1, 4
  • Inibidores de EZH2: Atividade preliminar em córdoma pobremente diferenciado INI1-negativo 1
  • Imunoterapia: Dados preliminares disponíveis, estudos em andamento 4

Armadilha importante: Não há ensaios clínicos randomizados que tenham definido agentes de benefício clínico comprovado para tratamento sistêmico 3, 4

O que Você Precisa Prever e Manejar como Oncologista

1. Encaminhamento Imediato para Centro de Referência

Obrigatório: O manejo deve ser realizado em centros de referência com equipe multidisciplinar incluindo 1:

  • Patologistas experientes
  • Radiologistas especializados
  • Cirurgiões dedicados (ortopedia oncológica/neurocirurgia)
  • Radio-oncologistas com acesso a instalações de hadronterapia
  • Oncologistas clínicos
  • Equipe de cuidados paliativos

2. Vigilância de Recorrência Local

Protocolo de seguimento rigoroso:

  • Recorrências ocorrem em >50% dos casos 1
  • Recorrências tardias são comuns (após 5-10 anos) 1
  • Seguimento de longo prazo é mandatório - curvas de sobrevida livre de recorrência não atingem platô mesmo após 15 anos 1
  • RM seriada da lesão primária
  • Vigilância de metástases (TC tórax/abdome/pelve)

3. Manejo da Recorrência Local

Recorrência local tem prognóstico extremamente reservado:

  • Controle local raramente alcançável 1
  • Taxas de sobrevida extremamente pobres 1
  • Opções de resgate: cirurgia e/ou RT e/ou ablação por radiofrequência e/ou crioterapia e/ou tratamento sistêmico 1
  • Decisão crítica: Balancear morbidade, qualidade de vida e controle esperado da doença 1

4. Doença Oligometastática

Para doença oligometastática, considerar 1:

  • Cirurgia de metástases selecionadas
  • Ablação por radiofrequência
  • Crioterapia
  • Radioterapia estereotáxica

5. Cuidados de Suporte e Qualidade de Vida

Sequelas cirúrgicas em córdoma sacral acima de S3:

  • Incontinência fecal e urinária
  • Disfunção sexual
  • Déficits neurológicos
  • Necessidade de equipe de cuidados paliativos desde o diagnóstico 1

6. Discussão de Ensaios Clínicos

Dado o papel limitado de tratamentos sistêmicos estabelecidos, você deve 1, 4:

  • Avaliar elegibilidade para ensaios clínicos em andamento
  • Considerar terapias-alvo investigacionais
  • Discutir imunoterapia experimental

Mensagem final crítica: O córdoma é uma doença rara que requer manejo em centro especializado. Cirurgia com margens adequadas é o único tratamento potencialmente curativo. Seu papel como oncologista é coordenar o cuidado multidisciplinar, vigilância rigorosa de longo prazo, e manejo de doença avançada com terapias experimentais quando apropriado, sempre priorizando qualidade de vida dado o prognóstico reservado.

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

Chordoma: The Quest for Better Treatment Options.

Oncology and therapy, 2016

Research

Medical treatment of advanced chordomas.

European journal of cancer (Oxford, England : 1990), 2017

Guideline

S4/5 Diminished Sensation Symmetry

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Professional Medical Disclaimer

This information is intended for healthcare professionals. Any medical decision-making should rely on clinical judgment and independently verified information. The content provided herein does not replace professional discretion and should be considered supplementary to established clinical guidelines. Healthcare providers should verify all information against primary literature and current practice standards before application in patient care. Dr.Oracle assumes no liability for clinical decisions based on this content.

Have a follow-up question?

Our Medical A.I. is used by practicing medical doctors at top research institutions around the world. Ask any follow up question and get world-class guideline-backed answers instantly.