Benzodiazepínico com Menor Risco de Reação Paradoxal em Idosos
Lorazepam e oxazepam são os benzodiazepínicos de escolha para idosos quando se considera o perfil de segurança geral, embora as evidências específicas sobre reações paradoxais sejam limitadas. 1, 2
Contexto Farmacológico em Idosos
Os idosos apresentam sensibilidade significativamente aumentada aos efeitos sedativos dos benzodiazepínicos devido a alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas relacionadas à idade. 3 O clearance de benzodiazepínicos diminui com a idade, aumentando o risco de efeitos adversos. 3
Recomendações Baseadas em Evidências
Benzodiazepínicos de Ação Intermediária (Preferidos)
Lorazepam é considerado apropriado para idosos devido à sua meia-vida intermediária e metabolismo por conjugação glucuronídica, que não é significativamente afetado pela idade ou doença hepática. 1, 2
Oxazepam é especificamente recomendado como ansiolítico de baixa potência para pacientes idosos, potencialmente com menor toxicidade comparado a compostos de alta potência como lorazepam e alprazolam. 2
Temazepam é adequado como hipnótico para idosos devido à sua duração de ação média. 4, 1
Benzodiazepínicos a Evitar
Diazepam deve ser evitado em idosos devido à sua meia-vida prolongada (20-120 horas), acúmulo de metabólitos ativos especialmente em insuficiência renal, e maior risco de sedação prolongada. 3, 4
Alprazolam, apesar de amplamente utilizado, apresenta preocupações específicas em idosos, incluindo maior intensidade de dependência, sintomas de rebote e comprometimento de memória, não sendo recomendado para uso prolongado. 4, 2
Considerações sobre Reações Paradoxais
As evidências disponíveis mencionam que benzodiazepínicos podem ocasionalmente causar excitação paradoxal, mas não especificam qual agente tem menor risco deste efeito em idosos. 4 A literatura enfatiza mais os riscos de:
- Comprometimento psicomotor e cognitivo 4, 5
- Quedas e fraturas 5
- Sedação excessiva 3
- Dependência com uso prolongado 5, 6
Armadilhas Clínicas Importantes
Evite benzodiazepínicos de longa ação (diazepam, clordiazepóxido) em idosos devido ao acúmulo e toxicidade cumulativa. 2, 5
Limite a duração do tratamento a cursos de 2-4 semanas no máximo, pois o uso prolongado pode levar a comprometimento cognitivo gradual e sutil ao longo do tempo. 4, 2
Inicie com doses aproximadamente 50% menores que as doses iniciais para adultos jovens, devido ao risco significativamente maior de reações adversas. 3
Monitore cuidadosamente em pacientes com insuficiência renal, pois a meia-vida e duração do efeito clínico do lorazepam aumentam nesta condição. 3
Alternativas Não-Benzodiazepínicas
Buspirona tem sido relatada como eficaz e não-tóxica para ansiedade em pacientes idosos, embora sejam necessários mais dados comparativos. 2