Não é necessário reajuste da dose de lítio neste momento
Com potássio de 3,7 mEq/L (dentro da normalidade) e função renal preservada, a dose atual de lítio 600 mg à noite deve ser mantida, mas é essencial monitorar eletrólitos e função renal regularmente.1
Análise da Situação Atual
Níveis Eletrolíticos
- O potássio sérico de 3,7 mEq/L está dentro da faixa normal (3,5-5,0 mEq/L), embora no limite inferior 2, 3
- O sódio de 137,0 mEq/L está adequado e dentro dos limites normais 1
- Não há evidência de hiponatremia ou distúrbios eletrolíticos significativos que justifiquem alteração da dose de lítio 4
Função Renal Preservada
- Com ureia e creatinina normais, não há indicação para redução da dose de lítio, pois 95% do lítio é eliminado de forma inalterada pelos rins 5
- A função renal preservada permite a manutenção da dose terapêutica atual 1
Protocolo de Monitoramento Obrigatório
Frequência de Avaliação
- Pacientes em uso de lítio devem ter TFG, eletrólitos e níveis séricos de lítio monitorados regularmente 1
- Verificar função renal, eletrólitos e nível sérico de lítio a cada 3-6 meses em pacientes estáveis 1
- Monitoramento mais frequente (mensal) nos primeiros 3 meses ou quando há fatores de risco como uso concomitante de diurético 1
Parâmetros Críticos a Monitorar
- Potássio sérico: manter entre 4,0-5,0 mEq/L, especialmente se houver doença cardíaca concomitante 1
- Sódio sérico: depleção de sódio aumenta drasticamente o risco de toxicidade por lítio 4
- Função renal: qualquer deterioração requer reavaliação imediata da dose 1
- Nível sérico de lítio: manter na faixa terapêutica de 0,6-1,2 mEq/L 5
Situações que Exigem Ajuste de Dose
Contraindicações Relativas (FDA)
- O lítio geralmente não deve ser administrado a pacientes com doença renal ou cardiovascular significativa, debilitação grave, desidratação ou depleção de sódio 4
- Pacientes em uso de diuréticos têm risco muito elevado de toxicidade por lítio 4
Quando Suspender Temporariamente
- Durante doença intercorrente grave que aumenta risco de lesão renal aguda em pacientes com TFG <60 mL/min/1,73 m² 1
- Na presença de desidratação, vômitos, diarreia ou febre significativa 4
- Antes de procedimentos cirúrgicos maiores ou uso de contraste iodado 1
Armadilhas Comuns a Evitar
Interações Medicamentosas Perigosas
- AINEs aumentam níveis de lítio e devem ser evitados, pois causam retenção de sódio e redução da excreção de lítio 1
- Diuréticos tiazídicos e de alça aumentam dramaticamente o risco de toxicidade por lítio 4, 6
- Inibidores da ECA e BRAs podem elevar níveis de lítio, exigindo monitoramento mais frequente 1
Sinais de Alerta para Toxicidade
- Tremor grosseiro, confusão mental, ataxia, disartria ou alterações gastrointestinais graves indicam possível toxicidade 5
- Níveis de lítio >1,5 mEq/L podem causar toxicidade mesmo com sintomas mínimos 5
- Qualquer deterioração da função renal exige dosagem imediata do nível sérico de lítio 1
Manejo da Hiponatremia
- Se o sódio cair abaixo de 125 mEq/L, considerar suspensão temporária do lítio até correção 1
- Depleção de sódio predispõe à toxicidade por lítio mesmo com níveis terapêuticos 4
Considerações Especiais para Este Paciente
- O potássio limítrofe (3,7 mEq/L) não contraindica o lítio, mas requer atenção se houver uso concomitante de diuréticos 6
- Se houver necessidade futura de diurético para poliúria induzida por lítio, amilorida 10-20 mg/dia é preferível aos tiazídicos, pois não causa hipokalemia nem reduz a excreção de lítio 6
- Orientar o paciente sobre sinais de desidratação e importância de manter ingesta adequada de sal e líquidos 4