What are the current management approaches for Ehlers-Danlos Syndrome (EDS)?

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Síndrome de Ehlers-Danlos: O Que Há de Novo

Abordagem Multidisciplinar Obrigatória

O manejo atual da Síndrome de Ehlers-Danlos (SED) exige uma equipe multidisciplinar coordenada envolvendo cardiologia, cirurgia vascular, gastroenterologia, genética, medicina física e reabilitação, com ênfase em vigilância vascular anual para o tipo vascular e tratamento sintomático focado para o tipo hipermóvel. 1, 2, 3

Confirmação Diagnóstica e Classificação

Tipo Hipermóvel (hEDS)

  • Critérios diagnósticos rigorosos: Escore de Beighton ≥5/9 para hipermobilidade articular, pele macia/aveludada sem fragilidade, e exclusão obrigatória de diagnósticos alternativos através de testes genéticos 4
  • Armadilha crítica: 26,4% dos casos diagnosticados clinicamente apresentam condições genéticas alternativas que requerem manejo diferente, tornando o teste genético essencial 4
  • A hipermobilidade articular é avaliada através de dorsiflexão passiva dos quintos dedos >90°, aposição do polegar à superfície flexora do antebraço, hiperextensão do cotovelo >10°, hiperextensão do joelho >10°, e flexão anterior com palmas planas no chão 4

Tipo Vascular (vEDS)

  • Teste genético obrigatório: Identificação de variante patogênica no gene COL3A1 é mandatória para diagnóstico 2
  • Prevalência de 1/50.000 a 1/200.000, com expectativa de vida reduzida para média de 51 anos 2
  • Taxa de recorrência de 1,6 eventos vasculares por período de 5 anos 2

Manejo do Tipo Vascular: Estratégia Conservadora

Terapia Médica

  • Celiprolol é o tratamento de primeira linha: Beta-bloqueador com propriedades vasodilatadoras demonstrou redução de três vezes na ruptura arterial em estudos retrospectivos e um ensaio randomizado aberto 2, 3
  • Controle agressivo da pressão arterial: Manter PA na faixa normal com tratamento agressivo da hipertensão para reduzir risco de ruptura e dissecção arterial 2, 3

Vigilância por Imagem

  • Imagem basal obrigatória: Realizar ultrassom Doppler, angiotomografia com baixa radiação, ou ressonância magnética cardiovascular da cabeça à pelve para avaliar toda a aorta e vasos ramificados 2, 3
  • Vigilância anual padronizada: Monitorar novos aneurismas, dissecções ou dilatação arterial 2, 3
  • Nunca realizar angiografia invasiva: Risco alto de complicações fatais por lesão arterial 2, 4

Complicações Agudas

  • Qualquer dor aguda inexplicada requer imagem urgente para excluir ruptura arterial, que é emergência médica 2
  • Complicações arteriais agudas geralmente requerem hospitalização em UTI com abordagem conservadora na maioria dos casos 2
  • Evitar intervenções cirúrgicas desnecessárias: Adotar abordagem de observação com vigilância próxima quando possível, pois a cirurgia em si carrega alta mortalidade 2, 3

Gravidez

  • Gravidez carrega risco significativo de ruptura arterial e uterina fatal, embora a mortalidade geral possa não diferir de mulheres nulíparas com vEDS 2
  • A maioria das mulheres com vEDS conhecida realiza parto cesáreo 3

Manejo do Tipo Hipermóvel: Foco em Sintomas GI e Disautonomia

Avaliação Diagnóstica GI

A avaliação de sintomas GI em hEDS segue estratégia diagnóstica baseada em sintomas positivos com testes não invasivos limitados, mas com considerações especiais. 1

Testes Específicos Recomendados

  • Doença celíaca: Considerar teste sorológico mais precocemente em pacientes com hEDS que relatam variedade de sintomas GI, não apenas limitado àqueles com diarreia, devido ao risco elevado 1
  • Função motora gástrica: Em pacientes com POTS comórbida e sintomas GI superiores crônicos, considerar teste oportuno de esvaziamento gástrico e/ou acomodação após exclusão apropriada de doenças anatômicas e estruturais 1
  • Disfunção do assoalho pélvico: Realizar manometria anorretal, teste de expulsão de balão ou defecografia em pacientes com sintomas GI inferiores como evacuação incompleta, dada a alta prevalência de disfunção do assoalho pélvico, especialmente hipossensibilidade retal 1

Avaliação de POTS e MCAS

Síndrome de Ativação de Mastócitos (MCAS)

  • Considerar teste para MCAS em pacientes com hEDS e sintomas intestinais funcionais que também apresentam sintomas episódicos sugerindo distúrbio generalizado de mastócitos 1
  • Teste diagnóstico: Níveis séricos de triptase coletados no basal e 1-4 horas após crises sintomáticas; aumentos de 20% acima do basal mais 2 ng/mL são necessários para demonstrar ativação de mastócitos 1
  • Encaminhar para especialista em alergia ou centro de pesquisa de doenças de mastócitos se diagnóstico de MCAS for apoiado por características clínicas e/ou laboratoriais 1

Síndrome de Taquicardia Postural Ortostática (POTS)

  • Avaliar sinais de taquicardia ortostática exagerada usando sinais vitais posturais 1
  • Considerar encaminhamento para teste de função autonômica incluindo mesa inclinada ou teste sudomotor 1
  • Tratamento de POTS: Aumentar ingestão de líquidos e sal, treinamento físico, meias de compressão 3
  • Tratamentos farmacológicos para expansão de volume, controle de frequência cardíaca e vasoconstrição para pacientes que não respondem a medidas conservadoras 3

Tratamento de Sintomas GI

O manejo é amplamente de suporte e focado em sintomas, seguindo princípios de cuidado integrado que focam na natureza multissistêmica dessas condições. 1

Náusea e Vômito

  • Antieméticos: ondansetrona, prometazina, proclorperazina, aprepitanto 1
  • Procinéticos: metoclopramida, domperidona, eritromicina, prucaloprida 1

Dor Abdominal

  • Drogas supressoras de ácido: inibidores de bomba de prótons, antagonistas de receptores H2 1
  • Antiespasmódicos: hiosciamina, diciclomina, óleo de hortelã-pimenta 1
  • Neuromoduladores: antidepressivos tricíclicos, inibidores seletivos de recaptação de serotonina, inibidores de recaptação de serotonina e norepinefrina, pregabalina, gabapentina 1
  • Cautela com opioides é defendida: Opioides não devem ser usados especificamente para tratar dor abdominal 1

Constipação

  • Laxativos osmóticos ou estimulantes 1
  • Ativador de canal de cloreto: lubiprostone 1
  • Agonistas de guanilato ciclase-C: linaclotida, plecanatida 1
  • Agonista de receptor 5-HT4: prucaloprida 1
  • Trocador de sódio-hidrogênio: tenapanor 1

Diarreia

  • Antidiarreicos: loperamida 1
  • Sequestrantes de ácidos biliares: colestiramina, colestipol, colesevelam 1
  • Agonista/antagonista misto de receptor opioide: eluxadolina 1
  • Antagonistas de receptor 5-HT3: alosetron 1

Suporte Psicológico e Reabilitação

  • Terapias comportamentais cérebro-intestino são recomendadas devido a taxas aumentadas de ansiedade e vulnerabilidades ao estresse psicológico em pacientes com hipermobilidade 1, 3
  • Exercício de baixa resistência e fisioterapia são essenciais para manejo musculoesquelético 4
  • Integrar suporte de cuidados de enfermagem, reabilitação, psicologia e nutrição para facilitar transição de vida definida pela doença para vida mais "normalizada" 5

Considerações Cirúrgicas

Tipo Vascular

  • Técnica cirúrgica meticulosa é obrigatória: Manuseio cuidadoso de tecidos para prevenir deiscência de ferida e suturas com pledgets para anastomoses em procedimentos vasculares 3
  • Intervenções vasculares devem ser abordadas com extrema cautela, usando técnicas para diminuir trauma vascular e tecidual 3
  • Decisão de intervir deve envolver Equipe Multidisciplinar Aórtica 3

Tipo Hipermóvel

  • Taxas de complicações relacionadas à endoscopia como perfuração não parecem estar aumentadas em adultos com hEDS/HSDs, exceto em indivíduos com EDS vascular 1
  • Avaliação endoscópica apropriada para idade e indicação deve ser realizada 1

Armadilhas Críticas a Evitar

  • Nunca diagnosticar hEDS sem teste genético para excluir diagnósticos alternativos 4
  • Nunca realizar procedimentos diagnósticos invasivos em vEDS: Usar imagem não invasiva exclusivamente devido ao risco de complicação fatal 2, 4
  • Não escalar para suporte nutricional invasivo em hEDS com apresentação predominante de dor, pois a maioria dos pacientes com hEDS tem hipersensibilidade visceral em vez de dismotilidade verdadeira 4
  • Evitar dependência de opioides para manejo de dor crônica, particularmente problemático em pacientes com manifestações gastrointestinais 1, 4
  • Não atrasar imagem para dor aguda em vEDS: Ruptura arterial é tempo-sensível e potencialmente fatal 2
  • Não negligenciar condições associadas: Rastrear POTS, distúrbio de ativação de mastócitos e retenção urinária crônica 4

Vigilância Cardiovascular

  • Ecocardiograma a cada 2-3 anos até que altura adulta seja alcançada, e repetir se sintomas cardiovasculares se desenvolverem ou aumento de atividade física importante for planejado 4
  • Para dilatação de raiz aórtica, ecocardiograma deve ser realizado a cada 6 meses se diâmetro >4,5 cm em adultos ou taxa de crescimento >0,5 cm/ano 4
  • Ecocardiograma deve ser realizado para avaliar dilatação de raiz aórtica, que ocorre em 25-33% dos tipos clássico e hipermobilidade 4

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Management of Vascular Ehlers-Danlos Syndrome

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Ehlers-Danlos Syndrome Management Guidelines

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Ehlers-Danlos Syndrome Diagnosis and Management

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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