What is the treatment for rickets (vitamin D deficiency) in pediatrics?

Medical Advisory BoardAll articles are reviewed for accuracy by our Medical Advisory Board
Educational purpose only • Exercise caution as content is pending human review
Article Review Status
Submitted
Under Review
Approved

Last updated: December 1, 2025View editorial policy

Personalize

Help us tailor your experience

Which best describes you? Your choice helps us use language that's most understandable for you.

Tratamento de Raquitismo em Pediatria

Abordagem Inicial: Determinar o Tipo de Raquitismo

O tratamento do raquitismo pediátrico depende fundamentalmente de identificar se é calcipênico (deficiência de vitamina D/cálcio) ou fosfopênico (perda renal de fosfato), pois as estratégias terapêuticas são completamente diferentes. 1

Avaliação Laboratorial Essencial

  • Medir fosfato sérico, cálcio, fosfatase alcalina (FA), PTH, 25-hidroxivitamina D e cálcio urinário para diferenciar os tipos de raquitismo 1
  • FA elevada é marcador confiável de atividade do raquitismo em todas as formas da doença 2, 1
  • Fosfato baixo com 25(OH)D normal sugere raquitismo fosfopênico (como hipofosfatemia ligada ao X) 1
  • Fosfato baixo com 25(OH)D baixa indica raquitismo calcipênico nutricional 1

Armadilha crítica: Em lactentes menores de 3-4 meses, o fosfato sérico pode estar normal mesmo na hipofosfatemia ligada ao X, atrasando o diagnóstico 1

Tratamento do Raquitismo Nutricional (Calcipênico)

Regime Terapêutico Padrão

Para raquitismo por deficiência de vitamina D, administrar vitamina D em altas doses combinada com suplementação de cálcio produz a melhor resposta clínica. 3

  • Dose inicial de vitamina D2 (ergocalciferol): 300.000 UI via intramuscular em dose única ou doses orais equivalentes 3
  • Suplementação concomitante de cálcio: lactato de cálcio 3g diários (aproximadamente 938mg de cálcio elementar duas vezes ao dia) 3, 4
  • A combinação de vitamina D + cálcio é superior ao cálcio isolado, com 67% versus 44% de cura radiográfica em 24 semanas 4

Monitoramento do Tratamento

  • Medir cálcio e fósforo séricos a cada 2 semanas ou mais frequentemente se necessário 5
  • Radiografias dos ossos mensalmente até correção e estabilização 5
  • Meta terapêutica: FA ≤350 U/L e escore radiográfico de gravidade ≤1.5 4
  • Níveis de 25(OH)D >55 nmol/L associam-se a melhor resposta terapêutica, independente dos valores basais 4

Cuidado essencial: O intervalo entre doses terapêuticas e tóxicas é estreito no raquitismo resistente à vitamina D, exigindo monitoramento frequente do cálcio sérico 5

Tratamento do Raquitismo Fosfopênico (Hipofosfatemia Ligada ao X)

Mudança Fundamental no Tratamento de Primeira Linha

Para crianças e adolescentes (1-17 anos) com hipofosfatemia ligada ao X (XLH) e sinais de raquitismo, burosumabe é agora o tratamento de primeira escolha, superior à terapia convencional. 6

  • Burosumabe demonstrou superioridade em ensaio clínico randomizado comparado a suplementos de fosfato oral + vitamina D ativa em 61 pacientes com raquitismo persistente 6
  • Melhores desfechos com burosumabe: maior cicatrização do raquitismo, melhora do escore radiográfico, deformidades de membros inferiores, níveis de FA, fosfato sérico, altura e teste de caminhada de 6 minutos 6
  • Perfil de segurança favorável: sem casos emergentes de nefrocalcinose, hipervitaminose D ou hiperparatireoidismo 6

Terapia Convencional (Quando Burosumabe Não Disponível)

Se burosumabe não estiver disponível, utilizar suplementos de fosfato oral combinados com vitamina D ativa:

  • Dose inicial de fosfato: ajustar progressivamente, evitando doses >80 mg/kg/dia (baseado em fósforo elementar) para prevenir desconforto gastrointestinal e hiperparatireoidismo 6
  • Frequência de administração: 4-6 vezes ao dia em crianças pequenas com FA elevada; reduzir para 3-4 vezes ao dia quando FA normalizar 6
  • Calcitriol: dose inicial de 20-30 ng/kg/dia ou alfacalcidol 30-50 ng/kg/dia 6
  • Alternativamente, iniciar empiricamente com calcitriol 0.5 μg/dia ou alfacalcidol 1 μg/dia em pacientes >12 meses 6

Prevenção de Complicações da Terapia Convencional

  • Manter excreção urinária de cálcio dentro da normalidade para prevenir nefrocalcinose 6
  • Medidas para hipercalciúria: ingestão regular de água, citrato de potássio e restrição de sódio 6
  • Ultrassonografia renal anualmente em pacientes tratados com fosfato oral + vitamina D ativa 6
  • Reduzir ou suspender vitamina D ativa se imobilização prolongada (>1 semana); reiniciar ao retomar deambulação 6

Armadilha importante: Níveis de fosfato em jejum permanecem baixos apesar da suplementação oral e não são alvo para ajuste terapêutico na XLH 6

Ajuste e Monitoramento do Tratamento

Metas Terapêuticas Baseadas em Desfechos Clínicos

  • Objetivo primário: normalização da FA e melhora radiológica do raquitismo, não normalização do fosfato sérico 6
  • Crescimento adequado: aumento de ~1 desvio-padrão na altura em 2-3 anos quando iniciado em idade pré-escolar 6
  • Redução das deformidades de membros inferiores e melhora da dor óssea 6

Frequência de Consultas

  • Crianças com resposta satisfatória ou condição estável: consultas a cada 6 meses 6
  • Consultas mais frequentes (a cada 3 meses) durante períodos de crescimento rápido ou após início da terapia 6
  • Avaliação ortopédica na presença de deformidades de membros inferiores (varo, valgo ou anteroposterior) 6

Monitoramento Laboratorial Específico

  • Medir FA total (em crianças) ou FA óssea específica (em adultos), cálcio, fosfato, creatinina, PTH e 25(OH)D 6
  • FA óssea representa 80-90% da FA total em crianças, comparado a apenas 50% em adultos 2
  • Em pacientes com burosumabe: monitorar 1,25(OH)₂D anualmente, pois pode aumentar acima do normal e promover hipercalciúria 6

Nota sobre burosumabe: Não medir FGF23 para monitorar eficácia do tratamento, pois burosumabe interfere nos ensaios analíticos 6

Considerações Especiais

Lactentes Diagnosticados por Triagem Familiar

  • Usar doses baixas em pacientes com sintomas leves, como lactentes diagnosticados por triagem familiar 6
  • Objetivo: prevenir o desenvolvimento de raquitismo em vez de tratar doença estabelecida 6

Ingestão Adequada de Cálcio

  • Cálcio dietético adequado é necessário para resposta clínica à terapia com vitamina D 5
  • Não administrar fosfato junto com suplementos de cálcio ou alimentos ricos em cálcio (leite), pois precipitação no trato intestinal reduz absorção 6

Avaliação Odontológica

  • Exames dentários pelo menos duas vezes ao ano após erupção dentária 6
  • Registrar número de abscessos dentários e infecções orais agudas em cada consulta como índices indiretos de mineralização dentária prejudicada 6

References

Guideline

Laboratory Findings in Pediatric Rickets

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Elevated Alkaline Phosphatase in Toddlers

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Professional Medical Disclaimer

This information is intended for healthcare professionals. Any medical decision-making should rely on clinical judgment and independently verified information. The content provided herein does not replace professional discretion and should be considered supplementary to established clinical guidelines. Healthcare providers should verify all information against primary literature and current practice standards before application in patient care. Dr.Oracle assumes no liability for clinical decisions based on this content.

Have a follow-up question?

Our Medical A.I. is used by practicing medical doctors at top research institutions around the world. Ask any follow up question and get world-class guideline-backed answers instantly.