What is the best approach for resuscitation in patients with severe acidosis?

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Ressuscitação de PCR em Pacientes com Acidose Grave

Em pacientes com parada cardiorrespiratória (PCR) e acidose grave, administre 1-2 ampolas de 50 mL de bicarbonato de sódio (44,6-100 mEq) em bolus IV rápido inicialmente, seguido de 50 mL (44,6-50 mEq) a cada 5-10 minutos conforme necessário, guiado por gasometria arterial e pH. 1, 2

Protocolo de Ressuscitação Imediata

Manejo Inicial da PCR com Acidose

  • Bicarbonato de sódio está indicado em PCR quando acidose profunda está presente, especialmente se pH <7,15, pois a acidose grave causa resistência aos receptores de catecolaminas, reduzindo a eficácia dos vasopressores 1, 3
  • A dose inicial é 1-2 ampolas de 50 mL (44,6-100 mEq) em bolus IV rápido, podendo ser repetida a cada 5-10 minutos durante a ressuscitação 1, 2
  • Continue suporte básico de vida com oxigenação e ventilação adequadas durante toda a administração de bicarbonato 1

Considerações Críticas Durante PCR

  • Os riscos da acidose excedem os riscos de hipernatremia durante parada cardíaca, justificando o uso agressivo de soluções hipertônicas de bicarbonato 2
  • Monitore pH arterial e gasometria para guiar doses subsequentes, embora em PCR a prioridade seja a reversão rápida da acidose 1, 2
  • Lave o cateter com solução salina normal antes de infundir outras medicações após bicarbonato para evitar incompatibilidades 1

Suporte Hemodinâmico Pós-Retorno da Circulação Espontânea

Ressuscitação Volêmica

  • Administre bolus de 20 mL/kg de Ringer lactato em 15-30 minutos como cristaloide inicial 4, 5
  • Evite solução salina normal, pois agravará a acidose metabólica através de mecanismos hiperclorêmicos 4, 5
  • Repita bolus até 60 mL/kg total até melhora da perfusão, exceto se desenvolver edema pulmonar 4

Alvos Hemodinâmicos

  • Pressão arterial média (PAM) ≥65 mmHg 4
  • Débito urinário >0,5 mL/kg/hora 4
  • Pressão venosa central 8-12 mmHg se acesso central obtido 4
  • Lactato sérico em queda progressiva 4

Suporte Vasopressor

  • Se hipotensão persistir após 40-60 mL/kg de ressuscitação volêmica, inicie norepinefrina como vasopressor de primeira linha 4, 3
  • Norepinefrina é mais eficaz que dopamina e causa menos taquiarritmias 4
  • Em acidose grave refratária (pH <7,1), considere vasopressina como adjuvante ou alternativa, pois funciona através de mecanismos não-adrenérgicos que não são atenuados pela acidose 3
  • Considere dobutamina se disfunção miocárdica estiver presente 4

Manejo Ventilatório

Estratégia de Ventilação

  • Use hiperventilação leve para compensar parcialmente a acidose metabólica, mas evite hiperventilação excessiva 5
  • Evite PEEP excessiva em pacientes gravemente hipovolêmicos, pois comprometerá ainda mais o retorno venoso e débito cardíaco 5
  • Se intubação for necessária, use cetamina com atropina ao invés de propofol ou etomidato para manter estabilidade cardiovascular 5

Armadilhas Ventilatórias

  • Pacientes com acidose grave podem auto-ventilar seu PCO2 a níveis muito baixos como compensação 3
  • Ao iniciar ventilação mecânica, evite elevação rápida do PCO2 antes que a acidose tenha sido parcialmente corrigida, pois pode causar acidose paradoxal do sistema nervoso central 3

Decisões sobre Bicarbonato Adicional Pós-PCR

Critérios para Administração Continuada

  • Bicarbonato adicional está indicado apenas quando pH <7,2 e há instabilidade hemodinâmica grave apesar de ressuscitação volêmica adequada 4, 5
  • Se após 2-5 mEq/kg de ressuscitação cristaloide em 4-8 horas o pH permanecer <7,2 com instabilidade hemodinâmica persistente, considere bicarbonato 2-5 mEq/kg IV em 4-8 horas 5
  • Não administre bicarbonato para acidose lática por hipoperfusão a menos que pH <7,15 4

Monitorização Durante Correção

  • Gasometria arterial e pH a cada 1-2 horas inicialmente 4
  • Níveis de lactato seriados 4
  • Eletrólitos e gap aniônico 4
  • Excesso de base 4
  • Parâmetros hemodinâmicos e marcadores clínicos de perfusão 4

Manejo de Eletrólitos

Monitorização Crítica

  • Verifique potássio, magnésio, cálcio e fósforo imediatamente 4, 5
  • Monitore hipercalemia à medida que a acidose se corrige com ressuscitação, pois o potássio retornará para o espaço intracelular 4, 5
  • Reponha magnésio se <0,75 mmol/L, pois hipomagnesemia prejudica outras correções eletrolíticas 4, 5

Manejo de Coagulopatia

Tríade Letal

  • A acidose, hipotermia e coagulopatia formam a "tríade letal" que deve ser rapidamente interrompida 1
  • Acidose grave diminui a atividade da cascata de coagulação e aumenta fibrinólise 1
  • Há efeito sinérgico no comprometimento da coagulação quando acidose está presente com hipotermia 1

Intervenções Específicas

  • Corrija coagulopatia com plasma fresco congelado se TP/TTPa elevados, mas evite infusão rápida devido a efeitos hipotensivos 5
  • Considere ácido tranexâmico 10-15 mg/kg seguido de infusão de 1-5 mg/kg/hora se sangramento relacionado a trauma 5
  • Previna hipotermia agressivamente, pois agrava coagulopatia e acidose 1, 5
  • Use dispositivos de aquecimento de ar forçado e aqueça todos os fluidos IV e hemoderivados 5

Armadilhas e Precauções

Riscos da Correção Excessiva

  • Correção excessivamente rápida da acidose pode levar a acidose paradoxal do sistema nervoso central e edema cerebral 3
  • Administração excessiva de bicarbonato pode causar hipernatremia e hiperosmolaridade, potencialmente piorando desfechos 3
  • Bicarbonato produz CO2 em excesso, que pode difundir para células miocárdicas e cerebrais, potencialmente piorando acidose intracelular 3

Objetivos Realistas

  • É imprudente tentar correção completa de um conteúdo baixo de CO2 total durante as primeiras 24 horas de terapia, pois pode ser acompanhado de alcalose não reconhecida devido a atraso no reajuste da ventilação 2
  • Alcançar conteúdo de CO2 total de cerca de 20 mEq/litro ao final do primeiro dia de terapia geralmente estará associado a pH sanguíneo normal 2
  • Valores de CO2 total trazidos ao normal ou acima do normal nas primeiras 24 horas muito provavelmente estarão associados a valores grosseiramente alcalinos de pH sanguíneo 2

Considerações Prognósticas

  • Pacientes com acidose extrema (pH <7) na admissão à UTI têm prognóstico menos grave que o esperado, com mortalidade de 67,5% versus 93,6% prevista por escores de gravidade 6
  • Mortalidade é quase 100% em casos de parada cardíaca antes da admissão, mas muito menor na ausência de parada prévia, justificando terapias agressivas de UTI 6
  • Mortalidade depende da razão da admissão, variando entre 22% para casos relacionados a diabetes mellitus e 100% para infarto mesentérico 6

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Pressor Effectiveness in Acidosis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Management of Shock with Severe Abdominal Pain, Urinary Retention, and Metabolic Acidosis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Management of Hemorrhagic Shock with Severe Metabolic Acidosis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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