Preparação de Adrenalina em Soro Fisiológico para Paragem Cardíaca
Para paragem cardíaca, prepare adrenalina adicionando 1 mg (1 mL de solução 1:1000) a 250 mL de soro fisiológico ou dextrose 5%, resultando numa concentração de 4 mcg/mL, e administre em perfusão contínua a 1-4 mcg/min (15-60 gotas/min com microgotejador), titulando até um máximo de 10 mcg/min. 1
Protocolo de Preparação Standard
Concentração Recomendada para Adultos
- Adicione 1 mg (1 mL) de adrenalina 1:1000 a 250 mL de D5W para obter uma concentração de 4,0 mcg/mL 1
- Esta solução 1:250.000 é infundida a uma taxa de 1-4 mcg/min, aumentando até um máximo de 10 mcg/min para adultos e adolescentes 1
- A perfusão deve ser administrada através de bomba de infusão com microgotejador a 15-60 gotas por minuto 1
Protocolo Alternativo para Situações Específicas
- Uma concentração alternativa de 1:100.000 pode ser preparada adicionando 1 mg de adrenalina a 100 mL de soro fisiológico 1, 2
- Esta solução é administrada a uma taxa inicial de 30-100 mL/h (5-15 mcg/min), titulada com base na resposta clínica ou efeitos secundários 1
- Este protocolo foi testado em 19 pacientes com anafilaxia, dos quais 18 tiveram melhoria sintomática e pressão arterial sistólica >90 mmHg em 5 minutos 1
Dosagem em Paragem Cardíaca
Administração em Bolus Durante RCP
- Durante a reanimação cardiopulmonar, administre 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg de solução 1:10.000) com um máximo de 1 mg 1
- Repita a cada 3-5 minutos durante a paragem cardíaca 1
- A adrenalina deve ser administrada durante as compressões torácicas, mas o timing da administração é menos importante que minimizar as interrupções nas compressões 1
Dosagem Pediátrica
- Para crianças: 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg de solução 1:10.000), repetindo a cada 3-5 minutos 1
- Dose máxima única de 1 mg 1
- A "regra de 6" pode ser usada: 0,6 × peso corporal (kg) = número de miligramas diluídos em 100 mL de soro fisiológico; depois 1 mL/h fornece 0,1 mcg/kg/min 1
Via de Administração e Monitorização
Acesso Vascular Preferencial
- O acesso venoso central é fortemente preferido para minimizar o risco de extravasamento e necrose tecidular 3
- Se o acesso central não estiver disponível ou atrasado, a administração IV periférica ou intraóssea pode ser usada temporariamente 3
Precauções Críticas
- Nunca misture adrenalina com bicarbonato de sódio ou outras soluções alcalinas na linha IV, pois há evidência de que são inativadas em soluções alcalinas 3
- Se ocorrer extravasamento, infiltre 5-10 mg de fentolamina diluída em 10-15 mL de soro fisiológico no local o mais rápido possível para prevenir morte tecidular 3
Monitorização Durante Perfusão
- Monitorize a pressão arterial e frequência cardíaca a cada 5-15 minutos durante a titulação inicial 3
- Titule a dose para atingir pressão arterial média (PAM) alvo ou perfusão tecidular adequada 3
- Vigie sinais de vasoconstrição excessiva, como extremidades frias e diminuição do débito urinário 3
Armadilhas Comuns a Evitar
Erros de Concentração
- Sempre use 1:1000 (1 mg/mL) para injeção IM; 1:10.000 é reservado apenas para uso IV 2
- Confundir concentrações pode levar a erros de dosagem potencialmente fatais 2
Requisitos de Ressuscitação Volúmica
- Administre um bolus mínimo de 30 mL/kg de cristaloides antes ou concomitantemente com o início da adrenalina 3
- A vasoconstrição em pacientes hipovolémicos causa hipoperfusão orgânica grave apesar da pressão arterial "normal" 3
Considerações Farmacológicas
- A adrenalina tem início de ação rápido em minutos, mas é rapidamente metabolizada, tornando seu efeito de curta duração 2
- A semi-vida durante paragem cardíaca é de aproximadamente 2,6 minutos (1,9-4 minutos), indicando que a eliminação é prolongada e doses repetidas podem levar a níveis plasmáticos aumentados 4