What is the risk of tranylcypromine in patients with atrial fibrillation and Wolff-Parkinson-White syndrome?

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Tranilcipromina é Contraindicada em Pacientes com Fibrilação Atrial e Síndrome de Wolff-Parkinson-White

A tranilcipromina (inibidor da monoamina oxidase) representa um risco significativo de morte súbita cardíaca nesta população e deve ser evitada, pois pode precipitar crises hipertensivas e taquiarritmias que, em pacientes com WPW e fibrilação atrial, podem degenerar em fibrilação ventricular fatal.

Mecanismo do Risco

A combinação de WPW com fibrilação atrial já representa uma condição potencialmente fatal, com risco de morte súbita de 0,15-0,39% ao longo de 3-22 anos de seguimento, aumentando para 2% em pacientes sintomáticos 1. A tranilcipromina agrava este risco através de múltiplos mecanismos:

Efeitos Cardiovasculares Diretos da Tranilcipromina

  • Efeitos simpatomiméticos: A tranilcipromina aumenta os níveis de catecolaminas (norepinefrina, epinefrina, dopamina), o que pode precipitar taquiarritmias e aumentar a frequência ventricular durante episódios de fibrilação atrial 1

  • Crises hipertensivas: Especialmente quando combinada com alimentos ricos em tiramina ou outros medicamentos, pode causar elevações súbitas e perigosas da pressão arterial, aumentando o risco de arritmias 1

  • Prolongamento do intervalo QT: Pode aumentar o risco de torsades de pointes, particularmente perigoso em pacientes com vias acessórias 1

Risco Específico em WPW com Fibrilação Atrial

Em pacientes com WPW, a via acessória carece das propriedades de condução decremental do nó AV, permitindo condução rápida durante fibrilação atrial que pode degenerar em fibrilação ventricular 1. A tranilcipromina pode:

  • Aumentar a frequência atrial: O aumento de catecolaminas pode aumentar a vulnerabilidade atrial e precipitar ou agravar episódios de fibrilação atrial 1

  • Acelerar a condução pela via acessória: Os efeitos simpatomiméticos podem encurtar o período refratário da via acessória, permitindo frequências ventriculares ainda mais rápidas 1

  • Precipitar morte súbita: Pacientes com intervalo RR pré-excitado mais curto (<250 ms) durante fibrilação atrial têm risco particularmente elevado de morte súbita, e a tranilcipromina pode agravar esta condição 1

Manejo Recomendado

Tratamento Definitivo da Síndrome de WPW

A ablação por cateter da via acessória é o tratamento de primeira linha recomendado para pacientes sintomáticos com WPW e fibrilação atrial, com taxa de sucesso >95% e taxa de complicações <1-2% em centros experientes 1, 2.

  • A ablação elimina o risco de morte súbita cardíaca e permite o uso subsequente de medicamentos que seriam contraindicados 1

  • É uma recomendação Classe I (nível de evidência A) para pacientes com WPW e fibrilação atrial 1

  • Após ablação bem-sucedida, não é necessário implante de cardioversor-desfibrilador 1

Manejo Agudo da Fibrilação Atrial em WPW

Se o paciente desenvolver fibrilação atrial com resposta ventricular rápida:

  • Cardioversão elétrica imediata está indicada se houver instabilidade hemodinâmica 1, 2

  • Procainamida ou ibutilida intravenosa são recomendadas (Classe I) para pacientes hemodinamicamente estáveis com fibrilação atrial pré-excitada 1, 2, 3

Medicamentos Absolutamente Contraindicados

Nunca administrar em pacientes com WPW e fibrilação atrial pré-excitada 1, 2, 4, 3:

  • Bloqueadores beta-adrenérgicos (metoprolol, atenolol, propranolol)
  • Bloqueadores dos canais de cálcio não-diidropiridínicos (verapamil, diltiazem)
  • Digoxina
  • Amiodarona intravenosa durante fibrilação atrial pré-excitada
  • Adenosina (quando QRS é largo)

Estes medicamentos podem acelerar a condução pela via acessória e precipitar fibrilação ventricular 1, 2, 4.

Alternativas para Tratamento Psiquiátrico

Após ablação bem-sucedida da via acessória, o risco cardiovascular diminui significativamente e opções de tratamento psiquiátrico podem ser reavaliadas 1. Até lá:

  • Considerar inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) como alternativa mais segura para depressão, pois não têm efeitos simpatomiméticos significativos 2

  • Evitar todos os IMAOs (incluindo tranilcipromina, fenelzina, isocarboxazida) nesta população 2, 4

  • Consultar psiquiatria e cardiologia para desenvolver plano de tratamento integrado que priorize a segurança cardiovascular 2, 4

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não subestimar o risco: Mesmo pacientes assintomáticos com WPW podem ter morte súbita como primeira manifestação 1

  • Não usar medicamentos que bloqueiam o nó AV: Estes são extremamente perigosos em WPW com fibrilação atrial, pois forçam a condução pela via acessória 1, 2, 4

  • Não adiar a ablação: Em pacientes com WPW e fibrilação atrial documentada, a ablação deve ser considerada urgentemente 1, 2

  • Não confundir com taquicardia ventricular: A fibrilação atrial pré-excitada pode parecer taquicardia ventricular no ECG, mas o tratamento é diferente 5

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Treatment Approach for Wolff-Parkinson-White (WPW) Syndrome in Adolescents

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Initial Drug Management for Wolff-Parkinson-White (WPW) Syndrome

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Management of WPW Syndrome with Atrial Fibrillation

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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