What is the management approach for a patient with potential diagnoses of Alcohol Withdrawal Syndrome, delirium, and low magnesium levels?

Medical Advisory BoardAll articles are reviewed for accuracy by our Medical Advisory Board
Educational purpose only • Exercise caution as content is pending human review
Article Review Status
Submitted
Under Review
Approved

Last updated: December 4, 2025View editorial policy

Personalize

Help us tailor your experience

Which best describes you? Your choice helps us use language that's most understandable for you.

Parecer Psiquiátrico: Síndrome de Abstinência Alcoólica, Delirium e Hipomagnesemia

Recomendação Principal

Benzodiazepínicos de ação prolongada (diazepam 5-10 mg IV/IM a cada 6-8 horas ou clordiazepóxido 25-100 mg VO a cada 4-6 horas) são o tratamento padrão-ouro para síndrome de abstinência alcoólica, independentemente dos níveis de magnésio, com tiamina obrigatória (100-300 mg/dia) para prevenir encefalopatia de Wernicke. 1, 2, 3

Abordagem Diagnóstica Diferencial

Síndrome de Abstinência Alcoólica (SAA)

Características clínicas a identificar:

  • Sintomas leves surgem 6-24 horas após última ingestão: hipertensão, taquicardia, tremores, hiperreflexia, irritabilidade, ansiedade, náuseas 4
  • Convulsões ocorrem em até 15% dos pacientes, tipicamente 12-48 horas após cessação 5
  • Alucinações (geralmente 12-24 horas) em 2-8% dos casos 5
  • Delirium tremens (DT) em 3-5% dos pacientes, aproximadamente 72 horas após última dose, com mortalidade de até 50% se não tratado 5

Utilize o escore CIWA-Ar para estratificação:

  • Escore >8: SAA moderada 1, 2
  • Escore ≥15: SAA grave, requerendo tratamento agressivo 1, 2
  • Armadilha: O CIWA não deve ser usado para diagnóstico de SAA, pois escores elevados podem ocorrer em outras condições 1

Delirium vs. Delirium Tremens

Diferenciação crítica:

  • DT é uma encefalopatia específica da abstinência alcoólica com instabilidade autonômica grave (hipertermia, taquicardia, hipertensão, diaforese) 5
  • Delirium de outras etiologias (infecção, trauma craniano, distúrbios metabólicos) pode coexistir e deve ser investigado 3
  • Investigação obrigatória: hemograma completo, painel metabólico completo, magnésio sérico, TC de crânio para excluir trauma 5

Papel da Hipomagnesemia

Evidência atual sobre magnésio:

  • Hipomagnesemia está associada à gravidade da SAA e pode contribuir para arritmias ventriculares potencialmente fatais 6, 7
  • Controvérsia importante: Uma revisão Cochrane de 2013 encontrou evidência insuficiente para determinar benefício ou dano do magnésio na SAA 8
  • Estudo mais recente e de maior qualidade (2023): Ensaio clínico randomizado multicêntrico duplo-cego não demonstrou diferença significativa na redução do escore CIWA-Ar com suplementação de magnésio oral (diferença ajustada: -0.69, P=0.34) 9

Recomendação baseada em evidência:

  • A suplementação sistemática de magnésio oral não é suportada pela evidência mais recente 9
  • Corrija hipomagnesemia documentada como parte do manejo de distúrbios eletrolíticos, mas não como tratamento primário da SAA 3
  • Em casos de arritmias ventriculares com hipomagnesemia/hipocalemia documentadas, reposição agressiva de eletrólitos é indicada 7

Algoritmo de Manejo Farmacológico

Primeira Linha: Benzodiazepínicos

Para pacientes sem disfunção hepática grave:

  • Diazepam 5-10 mg IV/IM/VO a cada 6-8 horas (ação prolongada, melhor proteção contra convulsões) 1, 2
  • Alternativa: Clordiazepóxido 25-100 mg VO a cada 4-6 horas 1

Para populações especiais (idosos, insuficiência hepática, insuficiência respiratória, obesidade, trauma craniano recente):

  • Lorazepam 1-4 mg a cada 4-8 horas (6-12 mg/dia), com perfil farmacocinético mais seguro 1, 3

Duração crítica:

  • Limite o tratamento a 10-14 dias para evitar dependência iatrogênica 1, 2, 3
  • Dispense em pequenas quantidades ou sob supervisão para reduzir risco de abuso 3

Tratamento Adjuvante Obrigatório

Tiamina:

  • Administração obrigatória: 100-300 mg/dia para todos os pacientes com abstinência alcoólica 1, 2, 3
  • Tiamina parenteral para pacientes de alto risco (desnutrição, suspeita de encefalopatia de Wernicke) 3
  • Sequência crítica: Administre tiamina ANTES de soluções contendo dextrose para prevenir precipitação de encefalopatia de Wernicke 3

Manejo de Convulsões

Abordagem específica:

  • Benzodiazepínicos são eficazes na prevenção e tratamento de convulsões por abstinência através da ativação GABA 3
  • Armadilha crítica: Anticonvulsivantes como fenitoína ou carbamazepina NÃO devem ser usados para prevenir convulsões de abstinência, pois são ineficazes e podem piorar desfechos 3
  • Carbamazepina (200 mg a cada 6-8 horas) pode ser alternativa aos benzodiazepínicos para prevenção de convulsões, mas não como tratamento agudo 1

Delirium Tremens Refratário

Escalada terapêutica:

  • Para DT refratário a doses adequadas de benzodiazepínicos, adicione antipsicóticos como haloperidol como adjuvante 3
  • Nunca use antipsicóticos em monoterapia: podem reduzir limiar convulsivo e piorar desfechos 3
  • Casos graves podem progredir para intubação e ventilação mecânica, barbitúricos, cetamina ou propofol 5

Critérios de Internação e Monitorização

Indicações de internação hospitalar:

  • Sintomas graves: delirium, convulsões, delirium tremens 3
  • Transtornos físicos ou psiquiátricos graves concomitantes 3
  • Suporte social inadequado ou história de abstinência complicada 3
  • Desnutrição ou suspeita de encefalopatia de Wernicke 3

Monitorização essencial:

  • Sinais vitais frequentes para detectar instabilidade autonômica (taquicardia, hipertensão, hipertermia, diaforese) 3
  • Avaliação de comorbidades comuns: desidratação, distúrbios eletrolíticos, sangramento gastrointestinal, pancreatite, infecção, trauma craniano 3

Disposição para UTI:

  • Pacientes com DT, convulsões recorrentes ou instabilidade autonômica grave requerem manejo em unidade de terapia intensiva após consulta com especialistas em cuidados críticos 5

Manejo Pós-Abstinência

Prevenção de recaída:

  • Após manejo bem-sucedido da abstinência, ofereça tratamento de prevenção de recaída com acamprosato, dissulfiram ou naltrexona 3
  • Contraindicações: Evite dissulfiram e naltrexona em pacientes com doença hepática alcoólica grave devido à hepatotoxicidade potencial 2
  • Consulta psiquiátrica para avaliação, manejo agudo e planejamento de abstinência a longo prazo 3
  • Suporte psicossocial e encorajamento para grupos de ajuda mútua 3

Comorbidade Psiquiátrica

Rastreamento necessário:

  • Alcoolistas têm alta comorbidade psiquiátrica: transtornos de ansiedade, transtornos afetivos, esquizofrenia 4
  • Transtornos independentes necessitam tratamento específico; transtornos concorrentes podem desaparecer após cessação do álcool 4
  • Coordenação entre hepatologistas e especialistas em dependência (psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais) é essencial 4

References

Guideline

Treatment of Alcohol Withdrawal Seizures

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

First-Line Treatment for Alcohol Withdrawal Tremors in Emergency Medicine

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Management of Alcoholic Withdrawal in Hospital Settings

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

Alcohol Withdrawal.

Journal of education & teaching in emergency medicine, 2025

Research

Use of magnesium sulfate in alcohol withdrawal.

American family physician, 1987

Research

Magnesium for alcohol withdrawal.

The Cochrane database of systematic reviews, 2013

Professional Medical Disclaimer

This information is intended for healthcare professionals. Any medical decision-making should rely on clinical judgment and independently verified information. The content provided herein does not replace professional discretion and should be considered supplementary to established clinical guidelines. Healthcare providers should verify all information against primary literature and current practice standards before application in patient care. Dr.Oracle assumes no liability for clinical decisions based on this content.

Have a follow-up question?

Our Medical A.I. is used by practicing medical doctors at top research institutions around the world. Ask any follow up question and get world-class guideline-backed answers instantly.