Darolutamida e Anemia Macrocítica/Homocisteína Elevada
Não há evidência de que a darolutamida cause anemia macrocítica ou aumento de homocisteína. A anemia associada à darolutamida é normocítica e relacionada à supressão androgênica, não a deficiências de vitaminas B.
Perfil de Anemia com Darolutamida
A anemia ocorre em 27,8% dos pacientes tratados com darolutamida versus 25,1% com placebo no estudo ARAMIS, representando uma diferença mínima que sugere associação com a terapia de deprivação androgênica (ADT) subjacente, não com a darolutamida especificamente 1
No estudo ARASENS (darolutamida + docetaxel + ADT), a anemia foi observada em 27,8% versus 25,1% no grupo placebo, novamente mostrando incidência similar entre os grupos 1
A anemia relacionada à ADT é tipicamente normocítica e normocrômica, resultante da supressão da eritropoiese mediada por testosterona, não de deficiências nutricionais que causariam macrocitose 1
Ausência de Associação com Homocisteína
Nenhum dos estudos clínicos de fase III (ARAMIS, ARASENS) ou análises de segurança reportou elevação de homocisteína como evento adverso da darolutamida 1
As causas estabelecidas de hiperhomocisteinemia incluem deficiências de vitaminas B6, B12 e folato; mutações genéticas (MTHFR, cistationina β-sintase); insuficiência renal; e medicamentos que interferem no metabolismo do folato (como metotrexato), mas não inibidores do receptor androgênico 2
A darolutamida não interfere com as vias metabólicas das vitaminas B ou com o metabolismo da homocisteína, conforme demonstrado em estudos de interação medicamentosa que avaliaram seu perfil farmacocinético 3, 4
Eventos Adversos Reais da Darolutamida
Os eventos adversos mais frequentes com darolutamida incluem fadiga (12,1% vs 8,7% placebo), dor em extremidades (5,8% vs 3,2%), rash (2,9% vs 0,9%), e hipertensão (13,7% vs 9,2%) 1
A incidência de eventos adversos graves foi similar entre darolutamida e placebo, com perfil de segurança favorável mesmo em pacientes com múltiplas comorbidades 5
Não há relatos de anemia macrocítica, deficiências de vitaminas B, ou alterações nos níveis de homocisteína nos estudos clínicos de darolutamida 6, 7
Considerações Clínicas Importantes
Se um paciente em uso de darolutamida desenvolver anemia macrocítica, deve-se investigar outras causas: deficiência de B12/folato, hipotireoidismo, doença hepática, ou uso concomitante de outros medicamentos (como metotrexato) 2
A darolutamida tem baixo potencial de interações medicamentosas clinicamente relevantes, exceto com substratos de BCRP/OATP (como estatinas), não afetando o metabolismo de vitaminas B 3, 4
Em pacientes com múltiplas comorbidades e polifarmácia (>10 medicações concomitantes), a darolutamida manteve perfil de segurança consistente sem aumento de eventos adversos 5