What is the evidence for using Aripiprazol (Aripiprazole) for managing delirium and psychomotor agitation in a general hospital setting?

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Evidência de Aripiprazol para Delirium e Agitação Psicomotora em Hospital Geral

O aripiprazol não é recomendado como tratamento de primeira linha para delirium em hospital geral, pois as diretrizes atuais não suportam o uso profilático ou rotineiro de antipsicóticos atípicos, incluindo aripiprazol, apesar de evidências limitadas sugerirem eficácia em casos selecionados.

Recomendações das Diretrizes Principais

Posição Oficial sobre Antipsicóticos Atípicos

  • A Society of Critical Care Medicine não recomenda o uso de haloperidol ou antipsicóticos atípicos para prevenir delirium em pacientes adultos de UTI 1.

  • Não existe evidência publicada demonstrando que o haloperidol reduz a duração do delirium em pacientes adultos de UTI 1, 2.

  • Antipsicóticos atípicos podem reduzir a duração do delirium em pacientes adultos de UTI, mas a evidência é limitada (nível C) 1, 3.

  • Especificamente, a quetiapina demonstrou reduzir a duração do delirium em um único estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo 2.

Precauções Importantes

  • Antipsicóticos não devem ser administrados em pacientes com risco significativo de torsades de pointes, incluindo aqueles com prolongamento basal do intervalo QTc, uso concomitante de medicamentos que prolongam o QTc, ou história desta arritmia 1.

  • Todos os antipsicóticos estão associados a aumento da mortalidade em pacientes idosos com demência 4.

Evidência Específica do Aripiprazol

Estudos Clínicos Disponíveis

  • Um estudo de 2006 com 14 pacientes mostrou que 12 tiveram redução ≥50% nos escores da Delirium Rating Scale, Revised-98, e 13 apresentaram melhora nos escores da Clinical Global Impression scale com aripiprazol 5.

  • Relatos de caso de 2005 e 2006 demonstraram melhora significativa do delirium medida pela Delirium Rating Scale em pacientes tratados com aripiprazol 6, 7.

  • Uma revisão sistemática de 2024 concluiu que não há diferença na eficácia do aripiprazol comparado ao haloperidol e outros neurolépticos atípicos, mas os dados clínicos ainda são insuficientes para recomendar o uso rotineiro de aripiprazol no tratamento do delirium 8.

Vantagens Potenciais do Aripiprazol

  • O aripiprazol pode ser uma opção melhor em grupos específicos de pacientes devido ao seu perfil cardiológico e metabólico mais seguro, com efeito mínimo no intervalo QTc, peso, lipídios e níveis de glicose 8, 5.

  • A tolerabilidade do tratamento com aripiprazol é geralmente melhor, com baixa taxa de efeitos adversos 5.

Advertências Críticas

  • Existe risco de piora da agitação, psicose, ansiedade ou agressão ao iniciar aripiprazol em pacientes com histórico longo de uso de antipsicóticos bloqueadores de dopamina, possivelmente relacionado à regulação positiva de receptores dopaminérgicos pós-sinápticos 9.

  • O mecanismo de agonismo parcial da dopamina do aripiprazol pode aumentar a atividade dopaminérgica e piorar sintomas positivos associados à dopamina, como paranoia, agitação e agressão 9.

Abordagem Recomendada para Delirium em Hospital Geral

Primeira Linha: Intervenções Não-Farmacológicas

  • A mobilização precoce de pacientes adultos hospitalizados é recomendada como primeira linha para reduzir a incidência e duração do delirium 1, 3, 2.

  • Promover o sono otimizando o ambiente do paciente, controlando luz e ruído, agrupando atividades de cuidado e diminuindo estímulos noturnos 1, 3.

  • Identificar e tratar causas reversíveis, incluindo dor, infecções do trato urinário, constipação, desidratação e efeitos colaterais de medicamentos 3, 4.

Segunda Linha: Farmacoterapia

  • Para pacientes com delirium não relacionado à abstinência de álcool ou benzodiazepínicos, a dexmedetomidina é preferível às infusões de benzodiazepínicos para sedação, visando reduzir a duração do delirium 1, 3, 2.

  • Evitar benzodiazepínicos quando possível, pois podem ser fator de risco para desenvolvimento de delirium 1, 3.

  • Uma abordagem de analgesia primeiro é recomendada para manejar a dor antes de usar sedativos 1, 3.

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não iniciar antipsicóticos profilaticamente para prevenir delirium, pois não há evidência convincente de benefício 1, 3.

  • Não usar rivastigmina para reduzir a duração do delirium em pacientes hospitalizados, pois está associada a dano potencial 1, 2.

  • Evitar dependência excessiva de intervenções farmacológicas sem abordar fatores ambientais modificáveis 3.

  • Realizar monitoramento regular para delirium usando ferramentas validadas, como CAM-ICU ou ICDSC, para detecção e intervenção precoces 3.

Contexto Clínico para Uso de Aripiprazol

Embora o aripiprazol não seja recomendado como primeira linha pelas diretrizes atuais, pode ser considerado em situações específicas onde:

  • Outros antipsicóticos atípicos falharam ou não são tolerados 8.
  • Existe preocupação com prolongamento do QTc ou efeitos metabólicos adversos 8, 5.
  • O paciente apresenta agitação grave que não respondeu a intervenções não-farmacológicas e requer tratamento antipsicótico 5.

Contudo, investigações adicionais são necessárias para estabelecer uma nova estratégia de manejo do delirium que inclua o aripiprazol de forma rotineira 8.

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Antidepresivos y Manejo del Delirio en UCI

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

ICU Delirium Management

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Management of Aggressive Behavior in Geriatric Patients

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

Aripiprazole in the treatment of delirium.

International journal of psychiatry in medicine, 2005

Research

Aripiprazole and delirium.

Annals of clinical psychiatry : official journal of the American Academy of Clinical Psychiatrists, 2006

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