Which has more evidence as an adjuvant in the treatment of resistant depression, modafinil or pramipexole?

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Modafinila tem mais evidência como adjuvante na depressão resistente

O modafinila possui evidência mais robusta e de maior qualidade como adjuvante no tratamento da depressão resistente em comparação com o pramipexol. 1, 2

Base de Evidência para Modafinila

O modafinila foi estudado em múltiplos ensaios clínicos controlados e randomizados especificamente para depressão resistente:

  • Um estudo prospectivo de 4 semanas (n=35) demonstrou melhorias significativas em todas as três medidas de depressão (HDRS, BDI, CGI-S) quando o modafinila foi adicionado a antidepressivos em pacientes com resposta parcial. 1

  • Um ensaio duplo-cego, controlado por placebo, multicêntrico (n=136) mostrou que o modafinila melhorou rapidamente a fadiga e a vigília diurna, com diferenças significativas em relação ao placebo na semana 2 para fadiga (p<0,05) e na semana 1 para sonolência (p<0,01). 2

  • Um estudo em transtorno bipolar (n=85) demonstrou que o modafinila foi mais eficaz que o placebo no tratamento da depressão bipolar, com incidência muito baixa de indução de ciclos (menor que o placebo). 3

  • O modafinila também demonstrou efeitos de elevação do humor em voluntários saudáveis em um ensaio cruzado randomizado, sugerindo propriedades antidepressivas diretas. 4

Base de Evidência para Pramipexol

O pramipexol possui evidência limitada e de menor qualidade:

  • Apenas um estudo naturalístico de 16 semanas (n=37) avaliou o pramipexol adjuvante em depressão resistente, mostrando que 67,7% dos pacientes responderam no MADRS e 74,2% no CGI-I. 5

  • Este estudo foi não controlado, não cego, e teve alta taxa de descontinuação (10 de 37 pacientes, ou 27%, descontinuaram devido a eventos adversos). 5

  • Não existem ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo do pramipexol especificamente para depressão resistente. 5

Perfil de Segurança e Tolerabilidade

O modafinila demonstra melhor perfil de tolerabilidade:

  • Os efeitos adversos mais comuns (≥5%) incluem cefaleia, náusea, nervosismo, rinite, diarreia, dor nas costas, ansiedade, insônia, tontura e dispepsia. 6, 7

  • O modafinila tem menor potencial de abuso comparado aos estimulantes tradicionais e é classificado como substância controlada C-IV. 7

  • O modafinila foi bem tolerado em combinação com diversos antidepressivos nos estudos clínicos. 2

O pramipexol apresentou taxa significativa de descontinuação:

  • 27% dos pacientes descontinuaram devido a eventos adversos no único estudo disponível. 5

Dosagem e Administração

Para modafinila:

  • A dose varia de 100-400 mg/dia, com doses mais altas (200-400 mg/dia) sendo mais eficazes para sonolência e doses mais baixas (50-200 mg/dia) sendo melhores para problemas de concentração e fadiga. 6, 7

  • A meia-vida é de aproximadamente 15 horas, com estado de equilíbrio alcançado após 2-4 dias. 6, 7

Para pramipexol:

  • A dose média máxima utilizada foi de 0,95 mg/dia, com titulação de 0,375 a 1,0 mg/dia. 5

Armadilhas Comuns

  • Não confundir a evidência de modafinila para fadiga relacionada ao câncer (que foi negativa em sobreviventes pós-tratamento) com sua eficácia na depressão resistente, onde os estudos foram positivos. 8, 1, 2

  • O pramipexol, sendo um agonista dopaminérgico D2-D3, teoricamente poderia induzir sintomas psicóticos ou mania, embora isso não tenha sido extensivamente estudado em ensaios controlados. 5

  • O modafinila pode aumentar o afeto negativo (ansiedade) junto com a elevação do humor, o que deve ser monitorado. 4

References

Research

A randomized, double-blind, crossover trial of modafinil on mood.

Journal of clinical psychopharmacology, 2007

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Modafinil Mechanism and Clinical Applications

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Modafinil and Armodafinil Differences

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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