What is the treatment for pleomorphic lobular carcinoma of the breast?

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Tratamento do Carcinoma Lobular Pleomórfico da Mama

O carcinoma lobular pleomórfico deve ser tratado de forma semelhante ao carcinoma ductal in situ (DCIS) quando se apresenta como lesão in situ, e como carcinoma invasivo agressivo quando invasivo, exigindo ressecção cirúrgica completa com margens negativas, seguida de radioterapia adjuvante e terapia sistêmica baseada no status dos receptores hormonais e HER2. 1

Distinção Crítica: In Situ vs. Invasivo

A variante pleomórfica da neoplasia lobular comporta-se de maneira fundamentalmente diferente do carcinoma lobular clássico in situ (LCIS):

  • A variante pleomórfica da neoplasia lobular (PLCIS) comporta-se de forma semelhante ao DCIS e deve ser tratada de acordo, após discussão multidisciplinar 1
  • Ao contrário do LCIS clássico (que é apenas um marcador de risco e não requer tratamento ativo), o PLCIS requer ressecção cirúrgica completa 2, 3
  • Quando diagnosticado em biópsia por agulha grossa, 20-30% dos casos são "upgraded" para carcinoma invasivo na excisão cirúrgica final 4, 5

Abordagem Cirúrgica

Para Doença In Situ (PLCIS)

  • Ressecção cirúrgica completa é obrigatória quando PLCIS é diagnosticado em biópsia por agulha 4, 5
  • Margens negativas são essenciais; margens circunferenciais <2 mm são consideradas inadequadas 1
  • Cirurgia conservadora da mama pode ser realizada se margens negativas forem alcançáveis 1
  • Mastectomia total está indicada quando margens negativas não podem ser obtidas 1
  • Biópsia de linfonodo sentinela não é rotineiramente necessária para doença in situ pura, mas pode ser razoável em tumores grandes e/ou de alto grau, especialmente quando mastectomia é necessária 1

Para Doença Invasiva (Carcinoma Lobular Pleomórfico Invasivo)

  • Mastectomia radical modificada é indicada para tumores grandes (>5-7 cm), que são contraindicação para cirurgia conservadora 6
  • Dissecção axilar completa é necessária para cânceres invasivos grandes 6
  • Biópsia de linfonodo sentinela isolada não é apropriada para tumores >3-4 cm 6
  • Cirurgia conservadora pode ser considerada apenas para tumores pequenos com margens negativas alcançáveis 6

Radioterapia

Após Cirurgia Conservadora

  • Radioterapia adjuvante de mama inteira é fortemente recomendada após cirurgia conservadora 1
  • A radioterapia reduz o risco de recorrência local em dois terços 1
  • Um boost adicional proporciona redução adicional de 50% no risco 1

Após Mastectomia

  • Radioterapia pós-mastectomia é fortemente indicada para tumores T3 (>5 cm), independentemente do status nodal 6
  • Radioterapia não é recomendada para mastectomia total com margens negativas em DCIS puro 1

Terapia Sistêmica Adjuvante

O carcinoma lobular pleomórfico invasivo tem perfil molecular adverso que difere do carcinoma lobular clássico:

  • Ao contrário do carcinoma lobular clássico, o pleomórfico pode perder expressão de receptores de estrogênio e progesterona 7
  • Pelo menos 41% dos casos superexpressam HER2 8
  • Pelo menos 11,7% dos casos são triplo-negativos 8

Decisões de Tratamento

  • As decisões de terapia sistêmica devem ser baseadas no status dos receptores hormonais (ER/PR), status HER2 e envolvimento nodal 6
  • Quimioterapia adjuvante deve ser administrada se o tumor for receptor hormonal negativo ou se houver envolvimento nodal significativo 6
  • Terapia endócrina deve ser considerada para tumores ER-positivos 1
  • Terapia anti-HER2 (trastuzumab) deve ser considerada para tumores HER2-positivos 1

Prognóstico e Características Clínicas

O carcinoma lobular pleomórfico é uma entidade clínica distinta com comportamento mais agressivo:

  • Tumores pleomórficos são maiores que carcinoma lobular clássico e carcinoma ductal invasivo (mediana 20 mm vs. 15 mm vs. 13 mm) 9
  • Apresentam mais linfonodos positivos (mediana 1 vs. 0 vs. 0) 9
  • Mais frequentemente requerem mastectomia (63,5% vs. 38,7% vs. 28,8%) 9
  • Maior taxa de desenvolvimento de doença metastática comparado ao carcinoma lobular clássico (11,5% vs. 3,7%) 9
  • Taxa de recorrência local de 19,4% em pacientes sem câncer de mama concomitante ou história prévia 8
  • Idade mais jovem na apresentação é fator de risco para recorrência local (média 52,5 anos vs. 60,6 anos) 8

Seguimento

  • Exames clínicos regulares a cada 3-4 meses nos primeiros 2 anos, a cada 6 meses dos anos 3-5, e anualmente depois 1
  • Mamografia anual ipsilateral (após cirurgia conservadora) e/ou contralateral com ultrassom 1
  • Ultrassom pode ser considerado no seguimento de carcinomas lobulares invasivos 1
  • Para pacientes em tamoxifeno, exame ginecológico anual, possivelmente com ultrassom ginecológico 1
  • Avaliação regular da densidade óssea para pacientes em inibidores de aromatase 1

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não confundir PLCIS com LCIS clássico - PLCIS requer tratamento ativo, enquanto LCIS clássico requer apenas observação 2, 3
  • Não tentar conservação mamária para tumores grandes (>5-7 cm) - é contraindicação clara e associada a maiores taxas de recorrência local 6
  • Não omitir radioterapia pós-mastectomia para tumores >5 cm, mesmo com linfonodos negativos 6
  • Não assumir que o carcinoma lobular pleomórfico é receptor hormonal positivo - verificar sempre ER/PR e HER2, pois o perfil molecular é frequentemente adverso 7, 8
  • Não realizar apenas observação quando PLCIS é diagnosticado em biópsia por agulha - ressecção cirúrgica é mandatória devido ao risco de 20-30% de upgrade para carcinoma invasivo 4, 5

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Management of Lobular Carcinoma In Situ

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Treatment Approach for Breast Carcinoma

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Management of Invasive Lobular Carcinoma

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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