Paroxetina NÃO é tratamento estabelecido para disautonomia
A paroxetina não deve ser utilizada como tratamento para disautonomia, pois não há evidência de eficácia para esta condição e pode potencialmente piorar sintomas autonômicos. A única menção de paroxetina no contexto de síncope vasovagal (uma forma de disautonomia) mostrou-se ineficaz em estudos controlados.
Evidência Contra o Uso de Paroxetina em Disautonomia
Dados de Diretrizes sobre Síncope Vasovagal
- Um único estudo controlado com placebo avaliou paroxetina em síncope vasovagal, mas até que seja confirmado por outros estudos, o uso deste medicamento não pode ser recomendado 1
- Este estudo incluiu pacientes altamente sintomáticos em uma única instituição, limitando a generalização dos resultados 1
Preocupações Específicas com SSRIs em Disautonomia
- SSRIs como paroxetina podem causar hiperatividade autonômica através da síndrome serotoninérgica, caracterizada por alterações do estado mental, hiperatividade neuromuscular e hiperatividade autonômica (hipertensão, taquicardia, arritmias, taquipneia, diaforese) 1
- Paroxetina está associada a síndrome de descontinuação com sintomas autonômicos incluindo tonturas, vertigem, sudorese, náuseas, vômitos e diarreia 1
Indicações Aprovadas da Paroxetina
A paroxetina tem aprovação apenas para condições psiquiátricas 2, 3, 4, 5:
- Transtorno depressivo maior
- Transtorno obsessivo-compulsivo
- Transtorno do pânico
- Transtorno de ansiedade social
- Transtorno de ansiedade generalizada
- Transtorno de estresse pós-traumático
Tratamento Apropriado para Disautonomia
O manejo da disautonomia deve focar em 6:
- Descontinuação de medicamentos causadores (incluindo SSRIs se estiverem contribuindo)
- Modificações comportamentais
- Terapia farmacológica específica para sintomas autonômicos (não antidepressivos)
- Controle glicêmico rigoroso em pacientes diabéticos
Armadilha Clínica Importante
Não confundir sintomas psiquiátricos comórbidos (ansiedade, depressão) com a disautonomia primária. Se houver comorbidade psiquiátrica genuína, o tratamento deve ser direcionado especificamente para essa condição, mas não com a expectativa de melhorar os sintomas autonômicos 6.