Is metabolic alkalosis beneficial?

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Alcalose Metabólica NÃO É Benéfica e Deve Ser Tratada

A alcalose metabólica não é benéfica para pacientes e está associada ao aumento da mortalidade, devendo ser corrigida quando grave (pH >7.55-7.60) ou sintomática. 1

Por Que a Alcalose Metabólica É Prejudicial

A alcalose metabólica causa múltiplos efeitos deletérios que comprometem a oxigenação tecidual e a função cardiovascular:

  • Deslocamento da curva de oxihemoglobina para a esquerda, inibindo a liberação de oxigênio aos tecidos 2
  • Hipoventilação compensatória que leva à hipercapnia e hipoxemia, especialmente problemática em pacientes com doença pulmonar crônica 3, 1
  • Hipocalemia grave que pode causar arritmias cardíacas, paralisia e rabdomiólise 3
  • Redução do cálcio ionizado que compromete a contratilidade cardíaca 4
  • Aumento da mortalidade em pacientes críticos, com a alcalose metabólica sendo o distúrbio ácido-base mais comum em UTI 1

Quando Tratar a Alcalose Metabólica

Indicações Absolutas para Tratamento

  • pH >7.60-7.65: Situação crítica que pode levar à parada cardíaca 5
  • Sintomas neurológicos ou cardiovasculares: Confusão, arritmias, convulsões 5
  • Dificuldade no desmame ventilatório: A hipoventilação compensatória prolonga a ventilação mecânica 1
  • Hipocalemia grave refratária: K+ <3.0 mEq/L que não responde à reposição 3, 6

Indicações Relativas

  • pH 7.50-7.60 com insuficiência cardíaca: Especialmente se em uso de diuréticos de alça 4
  • Alcalose persistente apesar da correção de volume e eletrólitos 7

Algoritmo de Tratamento da Alcalose Metabólica

Passo 1: Identificar e Corrigir a Causa

  • Suspender ou reduzir diuréticos se clinicamente possível 6
  • Corrigir hipovolemia com solução salina isotônica (NaCl 0.9%) 8, 4
  • Repor potássio: Usar APENAS cloreto de potássio (KCl), nunca citrato de potássio que piora a alcalose 3, 6
    • Dose: 20-60 mEq/dia para manter K+ entre 4.5-5.0 mEq/L 6
  • Repor cloreto: A deficiência de cloreto é fundamental na manutenção da alcalose 8, 4

Passo 2: Terapia Farmacológica (se Passo 1 for insuficiente)

Primeira Linha: Acetazolamida

  • Dose: 500 mg IV em dose única 7
  • Início de ação: 2 horas, efeito máximo em 15 horas 7
  • Redução esperada: 6.4 mmol/L no bicarbonato em 24 horas 7
  • Indicação: Pacientes com insuficiência cardíaca e função renal adequada 6, 4
  • Contraindicação: Insuficiência renal grave 8

Segunda Linha: Diuréticos Poupadores de Potássio

  • Amilorida: 2.5-5 mg/dia (mais efetivo para alcalose metabólica) 6
  • Espironolactona: 25-100 mg/dia (especialmente em insuficiência cardíaca) 6, 4
  • Vantagem: Corrige simultaneamente hipocalemia e alcalose 6
  • Cuidado: Monitorar potássio rigorosamente, especialmente se combinado com IECA 6

Passo 3: Terapias Avançadas (Alcalose Grave Refratária)

Para pH >7.60-7.65 com Instabilidade Clínica

  • Cloreto de amônio IV: Droga de escolha se função hepática normal 8
  • Ácido clorídrico diluído (HCl 0.1-0.2 N): Via cateter venoso central se disfunção hepática ou renal grave 8, 5
    • Requer monitorização intensiva
    • Risco de necrose tecidual se extravasamento
  • Hemodiálise com dialisato baixo em bicarbonato/alto em cloreto: Tratamento de escolha se insuficiência renal concomitante 6, 4

Armadilhas Comuns a Evitar

  • NUNCA administrar bicarbonato de sódio: Isso agravará catastroficamente a alcalose 6
  • NUNCA usar citrato de potássio ou outros sais de potássio: Apenas KCl corrige a alcalose 3, 6
  • Não ignorar a síndrome de Bartter: Considerar em alcalose inexplicada, especialmente com história de polidrâmnio 3, 6
  • Não subestimar a gravidade: pH >7.65 pode causar parada cardíaca 5
  • Não esquecer de monitorar: Eletrólitos a cada 2-4 horas durante tratamento ativo 2

Monitorização Durante o Tratamento

  • Gasometria arterial: A cada 2-4 horas até estabilização 2
  • Eletrólitos séricos: Sódio, potássio, cloreto, cálcio ionizado a cada 2-4 horas 2, 6
  • Meta de pH: 7.35-7.45, não é necessária normalização completa 2
  • Meta de potássio: 4.5-5.0 mEq/L 6
  • Meta de bicarbonato: <30 mEq/L 7

Situações Especiais

Insuficiência Cardíaca Congestiva

  • Adicionar antagonista de aldosterona (espironolactona) ao regime de diuréticos 4
  • Otimizar tratamento da insuficiência cardíaca antes de tratar agressivamente a alcalose 4
  • Acetazolamida é particularmente útil nesta população 6, 4

Doença Pulmonar Crônica

  • A alcalose metabólica causa hipoventilação prolongada e dificulta o desmame ventilatório 3, 1
  • Correção da alcalose é essencial para permitir extubação 1
  • Evitar oxigenação excessiva que pode piorar a retenção de CO2 3

References

Research

Metabolic alkalosis in the critically ill.

Critical reviews in clinical laboratory sciences, 1999

Guideline

Sodium Bicarbonate Infusion for Acidosis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

Treatment of severe metabolic alkalosis in a patient with congestive heart failure.

American journal of kidney diseases : the official journal of the National Kidney Foundation, 2013

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Management of Metabolic Alkalosis

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Acetazolamide in the treatment of metabolic alkalosis in critically ill patients.

Heart & lung : the journal of critical care, 1991

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Clinical pharmacy, 1982

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