What markers do we use to identify inflammation and how do they behave?

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Marcadores de Inflamação: Identificação e Comportamento

Resposta Direta

Os marcadores mais utilizados na prática clínica são a Proteína C-Reativa de alta sensibilidade (PCR-us), contagem de leucócitos, fibrinogênio e velocidade de hemossedimentação (VHS), sendo a PCR-us o marcador preferencial devido à sua estabilidade, padronização e características analíticas superiores. 1, 2, 3

Principais Marcadores Inflamatórios

Marcadores de Primeira Linha (Disponíveis Clinicamente)

Proteína C-Reativa de Alta Sensibilidade (PCR-us):

  • É o marcador inflamatório mais bem estabelecido e recomendado como teste único para monitoramento clínico de rotina 3
  • Possui estabilidade analítica superior, padronização através de programas de proficiência e disponibilidade comercial ampla 1, 3
  • Protocolo de medição: Obter duas medições de PCR-us com intervalo ideal de 2 semanas e calcular a média dos resultados para reduzir variabilidade intra-individual 3
  • Resultados devem ser reportados em mg/L com 1 casa decimal apenas 3
  • Estratificação de risco: Baixo risco <1,0 mg/L; risco médio 1,0-3,0 mg/L; alto risco >3,0 mg/L 3
  • Meia-vida curta, tornando-a útil para diagnóstico e monitoramento de resposta terapêutica em condições inflamatórias agudas 4

Contagem de Leucócitos (WBC):

  • Indicador geral de resposta inflamatória celular, mas carece de especificidade para distinguir tipos de infecção 3
  • Possui ensaios amplamente disponíveis e padronizados 1
  • Demonstra correlação pobre com PCR (r = 0,458), indicando que medem aspectos diferentes da inflamação 5

Fibrinogênio:

  • Reagente de fase aguda com ensaios amplamente disponíveis e padronizados 1
  • Meia-vida mais longa que a PCR, tornando-o útil para monitoramento de condições inflamatórias crônicas 4
  • VHS é uma medida indireta do fibrinogênio 4

Velocidade de Hemossedimentação (VHS):

  • Marcador tradicional com disponibilidade ampla 1, 6
  • Mais útil no monitoramento de condições inflamatórias crônicas devido à meia-vida longa do fibrinogênio 4
  • Correlaciona moderadamente com ácido siálico (r = 0,651) 5

Marcadores Adicionais (Uso Limitado)

Amiloide Sérico A (SAA):

  • Reagente de fase aguda, mas com disponibilidade comercial limitada 1
  • Não recomendado para uso clínico de rotina devido à falta de padronização 3

Citocinas (IL-1, IL-6, TNF-α):

  • Citocinas pró-inflamatórias envolvidas na resposta de fase aguda hepática 3, 7
  • Não recomendadas para uso clínico de rotina devido à falta de padronização, disponibilidade comercial limitada e necessidade de amostras congeladas 1, 3
  • Algumas citocinas podem ser específicas para determinadas doenças 7

Moléculas de Adesão (ICAM-1, selectinas):

  • Facilitam a ligação de monócitos às células endoteliais 1
  • Limitadas ao uso em pesquisa devido à falta de padronização 3

Comportamento dos Marcadores

Dinâmica Temporal

PCR:

  • Eleva-se rapidamente em resposta à inflamação aguda 4
  • Retorna ao normal rapidamente com resolução da inflamação 6
  • Resposta heterogênea à terapia com estatinas, com muitos não-respondedores 2

VHS:

  • Eleva-se mais lentamente que a PCR 4
  • Permanece elevada por período mais prolongado devido à meia-vida longa do fibrinogênio 4
  • Melhor para monitoramento de doenças inflamatórias crônicas 4

Discordância Entre Marcadores

Discordância PCR/VHS é comum:

  • Frequentemente relatada em ambientes ambulatoriais e hospitalares, particularmente em doenças inflamatórias crônicas 6
  • Fatores fisiológicos, condições não-infecciosas e resolução da inflamação podem contribuir para leituras anormalmente altas de VHS/baixas de PCR ou vice-versa 6

Protocolo de Utilização Clínica

Quando Solicitar

Condições Ideais:

  • Paciente metabolicamente estável sem infecção aguda óbvia ou condições inflamatórias 3
  • Combinação com história clínica e exame físico, nunca isoladamente 6, 8
  • Melhor aplicação em condições com alta ou baixa probabilidade clínica de doença 6

Interpretação de Resultados

PCR-us ≥10 mg/L:

  • Investigar causas não-cardiovasculares de inflamação 2
  • Descartar infecção aguda ou inflamação 3
  • Descartar esse resultado e repetir teste em 2 semanas 3

Combinação Custo-Efetiva:

  • PCR + contagem de leucócitos demonstra a melhor relação custo-efetividade 5
  • Ácido siálico (teste automatizado) demonstra custo-efetividade favorável sobre VHS quando combinado com PCR 5

Armadilhas Comuns a Evitar

Não solicitar:

  • Marcadores inflamatórios alternativos (amiloide sérico A, moléculas de adesão solúveis, citocinas) que carecem de padronização 3
  • Medição única de PCR-us devido à variabilidade intra-individual 3

Não utilizar:

  • PCR-us como alternativa aos principais fatores de risco para avaliação de risco cardiovascular 2
  • Marcadores inflamatórios para monitoramento de resposta terapêutica, pois esse papel não foi estabelecido 3

Considerar fontes alternativas:

  • A cascata inflamatória pode ter fontes além da aterosclerose coronariana, incluindo aterosclerose em outras artérias, inflamação sistêmica (doenças do tecido conjuntivo) e infecções locais (gengivite, prostatite, bronquite, infecções do trato urinário, inflamação gástrica) 1

References

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