What are the immunosuppression (immunosuppressive therapy) options for a patient with multiple sclerosis (MS)?

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Imunossupressão em Pacientes com Esclerose Múltipla

Para pacientes com esclerose múltipla recorrente-remitente (EMRR) altamente ativa que falharam terapias modificadoras da doença (DMTs) de alta eficácia, o transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas (AHSCT) representa a opção imunossupressora mais eficaz, com 87% de sobrevida livre de progressão aos 10 anos. 1

Estratégia de Tratamento por Subtipo de Doença

Esclerose Múltipla Recorrente-Remitente (EMRR)

Primeira Linha - DMTs de Alta Eficácia:

  • Inicie imediatamente com DMTs de alta eficácia (ocrelizumab, ofatumumab, natalizumab, alemtuzumab ou cladribina) ao invés de usar abordagem escalonada, pois o tratamento agressivo precoce resulta em melhores desfechos a longo prazo 2, 3
  • Pacientes com marcadores de doença agressiva (≥2 recaídas/ano, recuperação incompleta, alta frequência de novas lesões na RM, início rápido de incapacidade) devem receber DMTs de alta eficácia desde o início 2, 3

Terapia de Escalamento - AHSCT:

  • Considere AHSCT após falha do primeiro DMT de alta eficácia em pacientes com características de doença agressiva 1, 2
  • Candidatos ótimos para AHSCT: idade <45 anos, duração da doença <10 anos, EDSS <4.0, alta inflamação focal na RM, e falha de ≥1 DMT de alta eficácia 1, 2, 3
  • Os regimes de condicionamento mais utilizados são ciclofosfamida + globulina anti-timócito (ATG) ou BEAM (carmustina, etoposídeo, citarabina, melfalano) + ATG 1
  • AHSCT demonstrou superioridade sobre DMTs em ensaios clínicos randomizados: no estudo MIST, a sobrevida livre de progressão aos 5 anos foi de 90% com AHSCT versus 25% com DMTs 1

Esclerose Múltipla Secundária Progressiva (EMSP)

  • AHSCT deve ser considerado apenas para pacientes jovens (<45 anos) com EMSP precoce de curta duração que apresentam evidência clínica e radiológica bem documentada de doença inflamatória ativa 1, 3
  • Estudos retrospectivos indicam que AHSCT (protocolo BEAM-ATG na maioria dos casos) em EMSP ativa retardou significativamente a progressão da incapacidade e aumentou a probabilidade de melhora sustentada da incapacidade quando comparado à imunoterapia padrão 1
  • As proporções agrupadas de NEDA (sem evidência de atividade da doença) aos 2 e 5 anos foram 83% e 67%, respectivamente 1

Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EMPP)

  • Ocrelizumab é o único DMT aprovado pela FDA especificamente para EMPP, embora sua eficácia seja limitada a retardar a progressão da incapacidade 2, 3
  • AHSCT só está indicado para EMPP com doença inflamatória ativa precoce, não para formas avançadas 3

Imunossupressores Convencionais

Ciclofosfamida

  • Utilizada historicamente como controle em estudos de AHSCT, mas não é mais o padrão de cuidado 1
  • Pode ser considerada em pacientes com doença rapidamente progressiva que não são candidatos ou não têm acesso ao AHSCT 4
  • Suprime seletivamente respostas IL-12 e Th1, enquanto aumenta respostas Th2/Th3 4

Azatioprina

  • O risco de indução de câncer não é significativo para até 10 anos de uso diário 5
  • As razões de chances de pacientes com EMRR permanecerem livres de recaída após 2 anos de tratamento são similares entre azatioprina, interferons beta, acetato de glatirâmero e imunoglobulinas intravenosas comparados ao placebo 5

Mitoxantrona

  • Único agente quimioterápico aprovado pela FDA para tratamento de EM 6
  • No estudo ASTIMS, mitoxantrona foi inferior ao AHSCT (redução de 79% no número de novas lesões T2 e atividade de recaída com AHSCT) 1

Metotrexato

  • Pode ser usado como terapia de primeira ou segunda linha alternativa, especialmente em doses mais altas (25 mg/semana) 1

Considerações de Segurança Críticas

Monitoramento de Infecções

  • Após AHSCT, monitore reativação de CMV e EBV com ensaios PCR padronizados, pelo menos durante o período de maior risco (dias 15-60), com cronograma semanal nos primeiros 2 meses, depois quinzenalmente até o dia 100 1
  • Infecções herpéticas graves, incluindo herpes zoster disseminado e encefalite por herpes simples, foram relatadas com imunossupressão 1, 7
  • Infecções criptocócicas, incluindo meningite criptocócica fatal, ocorreram geralmente após aproximadamente 2 anos de tratamento imunossupressor 7

Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP)

  • Casos de LMP ocorreram em pacientes tratados com fingolimod, principalmente após 18 meses de tratamento 7
  • Ao primeiro sinal ou sintoma sugestivo de LMP, suspenda o tratamento imunossupressor e realize avaliação diagnóstica apropriada 7

Malignidades

  • No estudo SCOT, 3 de 33 pacientes no grupo AHSCT desenvolveram câncer 1
  • A Sociedade Francesa de Transplante de Medula Óssea relatou que 4 (7%) de 56 pacientes com esclerose sistêmica que foram submetidos a AHSCT desenvolveram câncer ao longo de um seguimento mediano de 83 meses 1

Vacinação

  • Pacientes sem história confirmada de varicela ou sem documentação de vacinação completa contra VZV devem ser testados para anticorpos antes de iniciar imunossupressão 7
  • Vacinação contra VZV é recomendada antes de iniciar tratamento, seguida de adiamento do início do tratamento por 1 mês 7
  • Ofereça revacinação após AHSCT de acordo com recomendações locais, nacionais e internacionais (ECIL7) 1

Protocolo de Monitoramento por RM

Pacientes de Alto Risco

  • Realize RM cerebral a cada 3-4 meses para pacientes com doença altamente ativa, mudanças recentes de tratamento, ou aqueles em uso de natalizumab (devido ao risco de LMP) 2, 3, 8
  • Inclua imagens ponderadas por difusão para monitoramento de LMP em pacientes de alto risco 8

Monitoramento Padrão

  • RM a cada 6 meses no primeiro ano, depois anualmente se estável 8
  • Inclua sequências ponderadas em T2 e T2-FLAIR para detectar lesões novas ou em expansão, e sequências ponderadas em T1 com gadolínio para identificar lesões inflamatórias ativas 2

Considerações Específicas por Idade

Pacientes <45 Anos

  • Continue DMT agressivo mesmo se clinicamente estável, particularmente se duração da doença <10 anos ou história de doença altamente ativa antes da estabilização 2, 3
  • São candidatos ótimos para tratamentos mais intensivos, incluindo AHSCT se indicado 3

Pacientes >55 Anos

  • Considere descontinuação de DMT em pacientes com doença estável, pois os riscos de infecções e outros efeitos adversos podem superar os benefícios da imunossupressão contínua 2, 3

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não prolongue desnecessariamente a retirada de DMT, pois aumenta o risco de recaída de EM 8
  • Não subestime os efeitos residuais de agentes linfodepletores de longa ação (alemtuzumab) antes do AHSCT 8
  • Não ignore a avaliação clínica em favor apenas de imagens 8
  • Distinga entre progressão da doença e complicações do tratamento 8
  • Em pacientes tratados com anti-CD20 (rituximab) que têm doenças renais autoimunes, é razoável reduzir doses de esteroides abaixo de 20 mg de prednisona diariamente ou aguardar pelo menos seis meses após a última dose de rituximab antes da vacinação 1

Terapias Combinadas e Transição

  • Evite uso concomitante de AHSCT com terapias antineoplásicas, imunossupressoras ou imunomoduladoras, pois aumentaria o risco de imunossupressão 9, 7
  • Ao mudar de medicamentos imunomoduladores ou imunossupressores para outro, considere a duração de seus efeitos e modo de ação para evitar efeitos imunossupressores aditivos não intencionais 9
  • Alguns protocolos adicionam rotineiramente rituximab pós-transplante e/ou micofenolato de mofetila para reduzir recorrência após AHSCT 1

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Approach to Multiple Sclerosis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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Tratamiento Inicial para Pacientes con Esclerosis Múltiple

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

Immunosuppressive treatment in multiple sclerosis.

Journal of the neurological sciences, 2004

Research

Non-specific immunosuppressants in the treatment of multiple sclerosis.

Clinical neurology and neurosurgery, 2004

Research

Immunosuppressive treatments in multiple sclerosis.

Handbook of clinical neurology, 2014

Guideline

Multiple Sclerosis Diagnostic Approach and Treatment

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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