What is the role of alprostadil (prostaglandin E1) in a patient with chronic arterial occlusion of the upper limb, who has failed revascularization attempts, considering their overall vascular health and potential comorbid conditions such as vascular disease, diabetes, hypertension, or smoking?

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Alprostadil em Oclusão Arterial Crônica de Membro Superior Após Falha de Revascularização

O alprostadil não deve ser utilizado neste cenário clínico, pois não há evidência de eficácia para doença arterial de membros superiores, e mesmo em isquemia crítica de membros inferiores (onde foi mais estudado), demonstrou benefício marginal limitado a uma pequena porcentagem de pacientes.

Contexto das Diretrizes para Prostaglandinas

As diretrizes ACC/AHA e ESC são consistentes em suas recomendações limitadas sobre prostaglandinas vasodilatadoras:

  • Recomendação Classe IIb (ACC/AHA): A administração parenteral de PGE-1 (alprostadil) ou iloprost por 7 a 28 dias pode ser considerada para reduzir dor isquêmica e facilitar cicatrização de úlceras em pacientes com isquemia crítica de membros inferiores, mas sua eficácia é limitada a uma pequena porcentagem de pacientes 1

  • Nível de Evidência A para esta recomendação limitada, baseado em múltiplos estudos controlados 1

Por Que Alprostadil Não É Apropriado Neste Caso

1. Ausência de Evidência para Membros Superiores

  • Todas as diretrizes e estudos sobre prostaglandinas focam exclusivamente em doença arterial de membros inferiores 1

  • As diretrizes ESC 2017 recomendam revascularização como tratamento indicado para pacientes sintomáticos com doença arterial de membros superiores, sem mencionar terapia farmacológica com prostaglandinas 1

  • Quando a revascularização endovascular falha em membros superiores, a cirurgia deve ser considerada em pacientes de baixo risco cirúrgico 1

2. Eficácia Marginal Mesmo em Membros Inferiores

O maior estudo disponível (ESPECIAL trial, 2017) com 840 pacientes demonstrou:

  • Taxa de cicatrização completa: 18,4% com alprostadil vs 17,2% com placebo (diferença não significativa) 2
  • Taxa de amputações maiores: 12,6% com alprostadil vs 14,6% com placebo (diferença não significativa) 2
  • Conclusão: Superioridade do alprostadil sobre placebo não pôde ser demonstrada 2

3. Evidência Inconsistente e de Baixa Qualidade

  • Dos 8 estudos de curto prazo com PGE-1 ou prostaciclina, a maioria não demonstrou eficácia em termos de melhora da dor ou cicatrização de úlceras 1

  • Dos 11 estudos randomizados de longo prazo (7-28 dias), embora a maioria tenha encontrado redução de dor, o maior estudo (1560 pacientes) mostrou apenas melhora estatisticamente significativa mas marginalmente clínica 1

  • Não houve redução significativa no risco de amputação ou mortalidade mesmo nos estudos positivos 1

Abordagem Recomendada Após Falha de Revascularização

Primeira Linha: Reavaliação Cirúrgica

  • Cirurgia deve ser considerada após falha do tratamento endovascular em pacientes de baixo risco cirúrgico (Classe IIa, Nível C) 1

  • A avaliação deve ser realizada por equipe interdisciplinar antes de considerar amputação 1

Controle de Fatores de Risco

  • Controle rigoroso de fatores de risco ateroscleróticos deve ser oferecido a todos os pacientes com doença arterial de membros superiores, incluindo assintomáticos, pois apresentam risco aumentado de morte 1

  • Isto inclui: cessação de tabagismo, controle de dislipidemia, diabetes e hipertensão 1

Terapia Antiagregante

  • Terapia antiplaquetária apropriada deve ser mantida 1

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não utilizar alprostadil baseando-se em extrapolação de dados de membros inferiores: A anatomia vascular, padrões de doença e resultados clínicos diferem significativamente entre membros superiores e inferiores 1

  • Não considerar alprostadil como alternativa à reavaliação cirúrgica: Mesmo em membros inferiores onde foi estudado, o alprostadil não substitui revascularização quando esta é possível 1

  • Não atrasar avaliação por equipe vascular especializada: A janela terapêutica para salvamento de membro pode ser limitada 1

Considerações Especiais para Pacientes em Hemodiálise

Se o paciente estiver em hemodiálise, a evidência é ainda mais desanimadora:

  • Estudo retrospectivo de 86 pacientes em hemodiálise com isquemia crítica tratados com alprostadil mostrou sobrevida livre de amputação de apenas 41% em 1 ano 3

  • Taxa de amputação de 36% e mortalidade de 35% apesar do tratamento com alprostadil 3

  • 36% dos pacientes ainda necessitaram procedimento endovascular adicional e 16% cirurgia de bypass 3

Conclusão Prática

Para oclusão arterial crônica de membro superior após falha de revascularização endovascular, a prioridade é reavaliação por equipe vascular para considerar revascularização cirúrgica, não terapia com alprostadil. O alprostadil não tem papel estabelecido neste cenário clínico e não deve ser utilizado como substituto para reavaliação cirúrgica adequada 1.

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

Efficacy and Safety of Alprostadil in Patients with Peripheral Arterial Occlusive Disease Fontaine Stage IV: Results of a Placebo Controlled Randomised Multicentre Trial (ESPECIAL).

European journal of vascular and endovascular surgery : the official journal of the European Society for Vascular Surgery, 2017

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