Does a psychiatrist who criticizes the DSM-V, particularly its diagnostic approach to Autism Spectrum Disorder (ASD), condone the coexistence of Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD) and ASD in the same individual?

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Coexistência de TDAH e TEA: Posição Baseada em Evidências

A coexistência de TDAH e TEA no mesmo indivíduo não apenas é reconhecida como válida, mas é explicitamente recomendada para avaliação clínica pelas principais diretrizes médicas, independentemente de críticas ao DSM-5. 1

Mudança Fundamental no DSM-5

A Academia Americana de Psiquiatria Infantil e do Adolescente estabelece que a exclusão mútua entre Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) foi eliminada, reconhecendo que aproximadamente metade das crianças com TEA também preenchem critérios diagnósticos para TDAH 1. Esta mudança reflete a realidade clínica observada, não uma "frouxidão diagnóstica".

Evidência de Alta Prevalência de Comorbidade

  • Aproximadamente 50% dos indivíduos com TEA também preenchem critérios diagnósticos completos para TDAH, indicando uma taxa extremamente alta de comorbidade entre as duas condições 1, 2.

  • A Academia Americana de Pediatria recomenda explicitamente triagem para TEA ao avaliar qualquer criança para TDAH, com recomendação forte (Grau B) para esta prática 1.

  • Mais de 90% dos indivíduos com autismo têm pelo menos uma condição médica ou de saúde mental comórbida 1.

Recomendações Clínicas Baseadas em Diretrizes

A avaliação de uma criança para TDAH deve incluir avaliação para outras condições que podem coexistir com TDAH, incluindo transtornos do desenvolvimento (como transtornos de aprendizagem, linguagem ou outros transtornos do neurodesenvolvimento) 3. Esta é uma recomendação forte com qualidade de evidência B da Academia Americana de Pediatria 3.

Algoritmo de Avaliação para Comorbidade

  • Obter informações de múltiplas fontes (pais, professores, profissionais de saúde mental) para documentar sintomas em mais de um ambiente 1.

  • Usar ferramentas padronizadas como ADOS e ADI-R para observação direta de comportamentos sociais-comunicativos 1.

  • Aplicar M-CHAT aos 24 meses para triagem de TEA 1.

  • Estabelecer uma linha do tempo do desenvolvimento, incluindo início dos sintomas antes dos 12 anos para TDAH 1.

  • Avaliar presença de déficits em atenção compartilhada, gestos convencionais e reciprocidade social para TEA 1.

Implicações para Tratamento

A presença de TEA comórbido com TDAH altera a abordagem de tratamento para TDAH 1. Estudos demonstram que:

  • Metilfenidato mostrou taxa de resposta de 49% em crianças com TEA e escores altos de hiperatividade em um grande ensaio clínico randomizado 1.

  • Medicamentos como metilfenidato, atomoxetina e guanfacina demonstraram eficácia no tratamento de sintomas de TDAH co-ocorrendo com TEA 1.

  • Os efeitos dos medicamentos para TDAH não são tão grandes quanto aqueles observados no tratamento de TDAH primário e são menos bem tolerados na população com TEA 1.

Justificativa Clínica para Reconhecimento da Comorbidade

  • Transtornos psiquiátricos ocorrem pelo menos três vezes mais frequentemente em crianças e adolescentes com deficiência intelectual/transtorno do desenvolvimento intelectual do que em crianças com desenvolvimento típico 3.

  • Taxas particularmente altas foram relatadas para transtorno desafiador de oposição (TDO), TDAH e transtornos de ansiedade 3.

  • O Transtorno do Espectro Autista (TEA) também co-ocorre comumente com deficiência intelectual 3.

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Falhar em reconhecer que a desatenção, impulsividade e hiperatividade estão entre os sintomas associados mais frequentes em indivíduos com autismo 1. A Academia Americana de Pediatria recomenda triagem para sintomas de TDAH em todas as crianças com TEA 1.

  • Não obter informações de múltiplos informantes (pais, professores, outros cuidadores) em múltiplos ambientes, o que é essencial para diagnóstico preciso de ambas as condições 3, 1.

  • Assumir que críticas ao DSM-5 invalidam a realidade clínica da comorbidade, quando na verdade a mudança no DSM-5 reflete décadas de evidência clínica e de pesquisa 1, 2, 4, 5, 6.

Necessidades Adicionais de Triagem

Para ambas as condições, é necessário fazer triagem para transtornos de ansiedade e depressivos (especialmente em adolescentes), deficiências de aprendizagem, transtornos de linguagem, transtornos do sono, transtorno desafiador de oposição, transtornos de conduta e transtornos de tiques 1.

Perspectiva Baseada em Evidências

Estudos populacionais baseados em gêmeos relataram sobreposição de sintomas, e um estudo recente baseado epidemiologicamente relatou uma alta taxa de TDAH em autismo e transtornos do espectro autista 4. A revisão do DSM-5 (www.dsm5.org) estabeleceu que os diagnósticos de transtorno autista e TDAH não serão mais mutuamente exclusivos, fornecendo a base para estudos mais diferenciados sobre sobreposição e distinção entre ambos os transtornos 4.

Identificar condições coexistentes é importante para desenvolver o plano de tratamento mais apropriado 3. O principal risco é diagnosticar erroneamente as condições e fornecer cuidados inadequados 3. A avaliação de benefícios versus danos mostra preponderância de benefício sobre dano ao reconhecer e avaliar adequadamente a comorbidade 3.

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