What is the evidence for using Amantadine (antiviral/antiparkinsonian medication) to treat Tardive Dyskinesia (TD) induced by antipsychotic medications in patients?

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Amantadina para Discinesia Tardia: Evidência Limitada mas Potencialmente Útil

A amantadina não é tratamento de primeira linha para discinesia tardia, mas pode ser considerada como opção adjuvante ou alternativa quando os inibidores de VMAT2 (valbenazina ou deutetrabenazina) não estão disponíveis, não são tolerados, ou são insuficientes.

Hierarquia de Tratamento Baseada em Diretrizes

Primeira Linha: Inibidores de VMAT2

  • Para discinesia tardia moderada a grave ou incapacitante, os inibidores de VMAT2 (valbenazina ou deutetrabenazina) são o tratamento farmacológico de primeira linha recomendado pela American Psychiatric Association 1, 2.
  • Estes são os únicos medicamentos aprovados pela FDA especificamente para discinesia tardia 2.

Posição da Amantadina no Algoritmo de Tratamento

Indicação FDA e Contexto Clínico

  • A amantadina é aprovada pela FDA para "reações extrapiramidais induzidas por drogas" 3, mas esta indicação refere-se principalmente a sintomas extrapiramidais agudos (parkinsonismo, distonia aguda), não especificamente à discinesia tardia 1.
  • Distinção crítica: A American Academy of Child and Adolescent Psychiatry diferencia claramente que sintomas extrapiramidais agudos (que respondem a anticolinérgicos ou amantadina) são diferentes da discinesia tardia, que não tem tratamento específico além da descontinuação do medicamento ou mudança para inibidores de VMAT2 1.

Evidência de Pesquisa para Amantadina em Discinesia Tardia

Evidência Positiva mas Limitada:

  • Um estudo controlado de 18 semanas demonstrou que amantadina foi significativamente superior ao placebo no manejo da discinesia tardia, com pouco risco de exacerbar a psicose 4.
  • Revisões narrativas sugerem que amantadina é a opção mais promissora entre os tratamentos não-VMAT2 para discinesia tardia 5.
  • Amantadina é considerada uma opção razoável para tentar, especialmente em pacientes com discinesia tardia comórbida com parkinsonismo induzido por drogas 6, 7.

Limitações da Evidência:

  • A qualidade metodológica dos estudos é geralmente inferior aos estudos com inibidores de VMAT2 5.
  • Ensaios clínicos controlados de melhor qualidade são necessários antes que recomendações definitivas possam ser feitas 5.
  • A evidência clínica de eficácia é limitada, embora sugira que vale a pena tentar 7.

Algoritmo de Decisão Prática

Passo 1: Manejo Inicial

  • Descontinuar ou reduzir gradualmente o antipsicótico causador, se clinicamente viável 1, 2.
  • Se o tratamento antipsicótico deve continuar, trocar para antipsicóticos atípicos com menor afinidade D2 (clozapina preferencial) 1, 2.

Passo 2: Tratamento Farmacológico Específico

  • Para discinesia tardia moderada a grave: iniciar inibidor de VMAT2 (valbenazina ou deutetrabenazina) 1, 2.

Passo 3: Considerar Amantadina Quando

  • Inibidores de VMAT2 não estão disponíveis ou acessíveis.
  • Inibidores de VMAT2 não são tolerados ou causam efeitos adversos inaceitáveis.
  • Resposta insuficiente aos inibidores de VMAT2 (considerar como adjuvante).
  • Paciente tem discinesia tardia comórbida com parkinsonismo induzido por drogas - neste cenário, amantadina pode tratar ambas as condições simultaneamente, evitando anticolinérgicos que podem piorar a discinesia tardia 1, 6, 7.

Passo 4: Medicamentos a Evitar

  • Não usar anticolinérgicos para discinesia tardia - eles são indicados para distonia aguda e parkinsonismo, não para discinesia tardia, e podem piorá-la 2, 6.
  • Evitar adicionar outro agente bloqueador de dopamina, pois isso agravará a discinesia tardia 8.

Armadilhas Comuns e Como Evitá-las

Erro de Diagnóstico

  • Documentar movimentos basais antes de iniciar antipsicóticos usando a Escala de Movimentos Involuntários Anormais (AIMS) para evitar rotulação incorreta 1, 8.
  • Diferenciar discinesia tardia (movimentos coreiformes/atetoides orofaciais, início tardio após meses/anos) de sintomas extrapiramidais agudos (distonia, parkinsonismo, acatisia, início precoce em dias/semanas) 1, 8, 6.

Erro de Tratamento

  • Não confundir a indicação da amantadina para "reações extrapiramidais" com eficácia comprovada para discinesia tardia - a evidência para discinesia tardia é muito mais limitada 3, 5.
  • Não usar anticolinérgicos pensando que ajudarão a discinesia tardia - eles podem piorá-la 2, 6.

Monitoramento

  • Avaliar movimentos anormais a cada 3-6 meses usando AIMS em todos os pacientes em antipsicóticos 1, 2, 8.
  • Reconhecer que a discinesia tardia pode persistir indefinidamente mesmo após descontinuação do medicamento, tornando a prevenção fundamental 1, 2.

Considerações de Segurança e Qualidade de Vida

  • Amantadina tem menor incidência de efeitos colaterais anticolinérgicos comparada aos anticolinérgicos tradicionais quando usada para reações extrapiramidais 3.
  • A discinesia tardia é estigmatizante e pode impactar significativamente a qualidade de vida 6.
  • Até 50% dos jovens recebendo neurolépticos podem experimentar alguma forma de discinesia tardia ou de retirada 1, 2, enfatizando a importância da prevenção e detecção precoce.

References

Guideline

Treatment of Drug-Induced Dyskinesia

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Guideline

Management of Tardive Dyskinesia

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Research

Non-VMAT2 inhibitor treatments for the treatment of tardive dyskinesia.

Journal of the neurological sciences, 2018

Research

Drug therapies for tardive dyskinesia: Part 1.

Journal of psychosocial nursing and mental health services, 2011

Guideline

Differentiating Extrapyramidal Symptoms (EPS) and Tardive Dyskinesia

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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