What factors guide the selection of escitalopram (SSRI) versus sertraline (SSRI) for a patient with major depressive disorder?

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Escolha entre Escitalopram e Sertralina

Para a maioria dos pacientes com transtorno depressivo maior, tanto escitalopram quanto sertralina são igualmente eficazes, portanto a escolha deve basear-se no perfil de efeitos adversos, interações medicamentosas e características específicas do paciente. 1

Eficácia Comparativa

Eficácia Geral

  • Não há diferença clinicamente significativa na eficácia entre escitalopram e sertralina para depressão maior. 1
  • Estudos diretos comparando escitalopram 10 mg/dia com sertralina 50-200 mg/dia mostraram taxas de resposta similares (75% vs 70%, respectivamente) e mudanças equivalentes nas escalas MADRS. 2
  • Em pacientes indianos, as taxas de remissão em 4 semanas foram comparáveis: 74% para escitalopram vs 77% para sertralina. 3

Depressão Grave

  • Em depressão grave (MADRS ≥30), escitalopram demonstrou superioridade sobre citalopram, mas não há evidência direta comparando com sertralina nesta população. 4
  • Ambos os medicamentos são mais eficazes em depressão grave do que em depressão leve a moderada. 1

Perfil de Efeitos Adversos

Tolerabilidade Geral

  • Escitalopram apresenta perfil de efeitos adversos ligeiramente mais favorável que sertralina. 3, 5
  • Efeitos adversos foram reportados em 45% dos pacientes com escitalopram vs 56% com sertralina. 3
  • Descontinuação por efeitos adversos: 2% com escitalopram vs 4% com sertralina. 2

Efeitos Adversos Comuns

  • Ambos compartilham efeitos típicos dos ISRSs: náusea, boca seca, diarreia, cefaleia, sonolência, insônia, disfunção sexual e agitação. 6
  • Náusea e vômitos são as causas mais comuns de descontinuação em ambos. 1

Síndrome de Descontinuação

  • Sertralina apresenta risco moderado de síndrome de descontinuação (tontura, fadiga, náusea, insônia, distúrbios sensoriais). 6
  • Escitalopram tem menor incidência de sintomas de descontinuação comparado a outros ISRSs. 5

Interações Medicamentosas

Escitalopram

  • Escitalopram possui o menor potencial de interações medicamentosas entre todos os ISRSs devido a efeitos mínimos nas isoenzimas CYP450. 6
  • Esta característica torna escitalopram preferível em pacientes polimedicados ou idosos. 1

Sertralina

  • Sertralina tem potencial moderado de interações através da inibição do CYP2D6, afetando o metabolismo de antipsicóticos, betabloqueadores e outros medicamentos. 6, 7
  • Pode aumentar concentrações plasmáticas de antidepressivos tricíclicos quando coadministrados. 7
  • Reduz clearance de tolbutamida em 16%, requerendo cautela em diabéticos. 7

Considerações de Dosagem

Escitalopram

  • Dose fixa de 10 mg/dia é eficaz para maioria dos pacientes, com possibilidade de aumento para 20 mg/dia. 8, 2
  • Dosagem uma vez ao dia é mantida consistentemente. 6
  • Em idosos, 10 mg/dia é a dose recomendada devido ao aumento de 50% na meia-vida. 8

Sertralina

  • Requer titulação: início com 50 mg/dia, com aumentos semanais de 50 mg conforme necessário (faixa: 50-200 mg/dia). 2
  • Dose média efetiva em estudos foi 144 mg/dia (mediana 150 mg/dia). 2
  • Pode requerer dosagem duas vezes ao dia em doses baixas em jovens. 6

Populações Especiais

Idosos

  • Escitalopram é preferível em idosos devido ao menor potencial de interações medicamentosas e perfil de segurança favorável. 1
  • Tanto escitalopram quanto sertralina estão entre os agentes preferidos para idosos, enquanto paroxetina e fluoxetina devem ser evitados. 1
  • Ambos apresentam risco aumentado de hiponatremia em idosos, requerendo monitoramento. 8

Adolescentes

  • Escitalopram tem eficácia estabelecida em adolescentes (12-17 anos) para depressão maior. 8
  • Ambos carregam advertência de caixa preta para pensamento e comportamento suicida até 24 anos (1% vs 0,2% com placebo). 6
  • Monitoramento rigoroso é essencial, especialmente nos primeiros meses e após ajustes de dose. 6

Lactação

  • Escitalopram é excretado no leite materno (3,9% da dose materna ajustada por peso), com relatos de sedação excessiva, agitação e ganho de peso inadequado em lactentes. 8
  • Lactentes expostos devem ser monitorados para esses efeitos adversos. 8

Algoritmo de Decisão Clínica

Escolha Escitalopram quando:

  • Paciente polimedicado ou com alto risco de interações medicamentosas 6
  • Paciente idoso 1
  • Preferência por dose fixa simples sem necessidade de titulação 2
  • Histórico de má tolerância a outros ISRSs 3, 5
  • Depressão grave (MADRS ≥30) 4

Escolha Sertralina quando:

  • Paciente sem múltiplas medicações concomitantes 6
  • Preferência do paciente por medicamento com longa história de uso 1
  • Necessidade de flexibilidade na titulação de dose 2
  • Falha de tratamento com escitalopram (estudo STAR*D mostrou equivalência na troca) 1

Monitoramento e Ajustes

Avaliação Inicial

  • Avaliar status do paciente, resposta terapêutica e efeitos adversos dentro de 1-2 semanas do início. 1
  • Monitoramento rigoroso para pensamentos suicidas, especialmente nos primeiros 1-2 meses. 1

Resposta Inadequada

  • Modificar tratamento se não houver resposta adequada em 6-8 semanas. 1
  • Taxa de não-resposta: 38% dos pacientes não alcançam resposta e 54% não alcançam remissão com antidepressivos de segunda geração. 1
  • Ao trocar de um ISRS para outro (incluindo entre escitalopram e sertralina), 25% dos pacientes tornam-se livres de sintomas. 1

Duração do Tratamento

  • Primeiro episódio de depressão maior deve ser tratado por pelo menos 4 meses. 1
  • Pacientes com depressão recorrente podem beneficiar-se de tratamento prolongado. 1

Considerações de Custo

  • Para pacientes virgens de tratamento, todos os antidepressivos de segunda geração são igualmente eficazes, portanto custo deve ser considerado. 1
  • Escitalopram demonstrou ser custo-efetivo em vários estudos, dominando outros ISRSs. 9

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