What are the considerations for using Atomoxetine (Strattera) in a patient with epilepsy?

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Last updated: January 31, 2026View editorial policy

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Atomoxetina na Epilepsia

A atomoxetina pode ser utilizada com segurança em pacientes com epilepsia, pois não aumenta o risco de convulsões além da taxa basal esperada nesta população. A evidência mais robusta demonstra que a atomoxetina não eleva significativamente o risco de crises epilépticas em crianças e adolescentes com TDAH, mesmo naqueles com epilepsia comórbida 1, 2.

Perfil de Segurança em Epilepsia

A atomoxetina não exacerba convulsões em pacientes epilépticos. Os dados clínicos mais relevantes incluem:

  • Estudos clínicos controlados demonstraram taxas de incidência de eventos convulsivos entre 0,1-0,2%, sem diferença significativa entre atomoxetina, placebo e metilfenidato 1
  • Análise de farmacovigilância pós-comercialização revelou taxa de notificação de 8 por 100.000 pacientes expostos, dentro da faixa esperada para incidência populacional de base 1
  • Estudo de coorte pediátrica com 13.398 pacientes mostrou que a atomoxetina apresentou risco 28% menor de convulsões comparado aos estimulantes (RR 0,72; IC 95% 0,37-1,38), embora não estatisticamente significativo 2

Experiência Clínica em Pacientes com Epilepsia Estabelecida

Revisão de prontuários de 27 pacientes pediátricos com epilepsia tratados com atomoxetina (frequência média de crises: 7±24/mês) demonstrou 3:

  • Nenhuma descontinuação devido a exacerbação de crises durante mediana de 26 semanas de tratamento
  • Descontinuações ocorreram por: resposta inadequada (26%), piora comportamental/irritabilidade (26%), não adesão (4%), sintomas psicóticos emergentes (4%), e diminuição do apetite com tremor (4%)
  • 92,5% dos pacientes haviam falhado previamente com estimulantes, tornando a atomoxetina uma alternativa valiosa

Monitorização Cardiovascular Obrigatória

Antes de iniciar atomoxetina em pacientes epilépticos, obtenha história cardíaca detalhada 4, 5:

  • História pessoal de sintomas cardíacos específicos
  • História familiar de morte súbita, síndrome de Wolff-Parkinson-White, cardiomiopatia hipertrófica, síndrome do QT longo
  • Se fatores de risco presentes: realizar ECG e considerar avaliação cardiológica antes de iniciar 4
  • Monitorizar frequência cardíaca e pressão arterial regularmente, pois atomoxetina pode aumentar FC e PA 4, 5

Esquema Posológico Recomendado

Iniciar com dose conservadora e titular gradualmente 4, 5:

  • Dose inicial: 40 mg VO uma vez ao dia
  • Titulação: Ajustar a cada 7-14 dias para 60 mg, depois 80 mg/dia
  • Dose máxima: O menor entre 1,4 mg/kg/dia ou 100 mg/dia
  • Titular lentamente para minimizar efeitos adversos iniciais, especialmente sonolência e sintomas gastrointestinais 4, 6

Efeitos Adversos Importantes

Monitorizar atentamente os seguintes efeitos 4, 6:

  • Sonolência inicial e sintomas gastrointestinais (náusea, vômito), particularmente se dose aumentada rapidamente
  • Diminuição do apetite (efeito comum)
  • Aumento de pensamentos suicidas (advertência de caixa preta da FDA) - monitorizar especialmente nos primeiros meses ou com ajustes de dose 4, 6
  • Hepatite (extremamente raro) 4
  • Atraso no crescimento nos primeiros 1-2 anos, com retorno às medidas esperadas após 2-3 anos 4, 5

Armadilhas Comuns e Como Evitá-las

Risco de convulsões em superdosagem: Um caso relatado de ingestão de 2.840 mg resultou em convulsão tônico-clônica e toxicidade cardíaca leve (alargamento do QRS) 7. Portanto:

  • Educar pacientes e familiares sobre armazenamento seguro
  • Prescrever quantidades limitadas em pacientes com risco suicida
  • Em superdosagem: monitorizar ECG e sinais de toxicidade do SNC

Interações medicamentosas críticas: Se o paciente epiléptico estiver em uso de bupropiona ou venlafaxina 8:

  • Evitar esta combinação em pacientes com histórico de convulsões, pois bupropiona reduz o limiar convulsivo (risco de 0,1%) 8
  • Se combinação necessária: iniciar atomoxetina em dose reduzida (≤40 mg/dia) e monitorizar sinais de síndrome serotoninérgica nas primeiras 24-48 horas 8

Contexto das Diretrizes para Epilepsia

As diretrizes da OMS para epilepsia recomendam monoterapia com antiepilépticos padrão (carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, ácido valproico) 4. A atomoxetina não interfere com estes medicamentos e pode ser adicionada com segurança para tratar TDAH comórbido, desde que as convulsões estejam controladas.

Importante: Um estudo prospectivo bem controlado demonstrou que a atomoxetina durante a gravidez não aumentou riscos de desfechos de longo prazo, incluindo epilepsia ou convulsões na prole 4, reforçando seu perfil de segurança neurológica.

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Combination Therapy for ADHD with Strattera and Vyvanse

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Atomoxetine and Anxiety

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Research

Isolated atomoxetine overdose resulting in seizure.

The Journal of emergency medicine, 2007

Guideline

Risk Assessment for Adding Strattera to Wellbutrin and Effexor

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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