Was the medical team's decision to suspend pleural drainage due to elevated International Normalized Ratio (INR) justified in a patient with chronic myeloid leukemia (CML), rheumatic valvulopathy, paroxysmal atrial fibrillation (AF), heart failure with reduced ejection fraction (HFrEF), moderate chronic obstructive pulmonary disease (COPD), hypothyroidism, and a history of splenectomy?

Medical Advisory BoardAll articles are reviewed for accuracy by our Medical Advisory Board
Educational purpose only • Exercise caution as content is pending human review
Article Review Status
Submitted
Under Review
Approved

Last updated: February 3, 2026View editorial policy

Personalize

Help us tailor your experience

Which best describes you? Your choice helps us use language that's most understandable for you.

Justificativa Técnica para Suspensão da Drenagem Pleural com RNI Elevado

A decisão de suspender a toracocentese em paciente com RNI elevado foi tecnicamente apropriada e seguiu protocolos de segurança estabelecidos para prevenir complicações hemorrágicas fatais.

Fundamento da Contraindicação ao Procedimento Invasivo

A realização de procedimentos invasivos torácicos com coagulopatia grave representa risco inaceitável de hemotórax maciço e sangramento fatal. 1

Risco de Sangramento em Procedimentos Pleurais

  • Pacientes com coagulopatia (RNI elevado) apresentam risco significativamente aumentado de complicações hemorrágicas durante toracocentese, incluindo hemotórax que pode ser fatal 1
  • A contraindicação formal pela Cirurgia Torácica até normalização da coagulação reflete prática médica prudente baseada em risco-benefício 1
  • Em pacientes com múltiplas comorbidades graves (IC com FE 29%, valvopatia, FA, DPOC), o risco de complicações hemorrágicas é ainda mais elevado devido à reserva cardiovascular limitada 1

Contexto de Falência Hepática como Causa do RNI Elevado

A elevação progressiva do RNI mesmo após suspensão da varfarina comprova falência hepática como causa endógena, não iatrogênica. 2

  • Bilirrubina de 8,7 mg/dL, albumina de 2,3 g/dL e TGO triplicada documentam disfunção hepática grave 2
  • Fígado cirrótico/falido não produz fatores de coagulação adequadamente, tornando a reversão com vitamina K de eficácia limitada 2
  • A perda proteica contínua por drenagem pleural em contexto de hipoalbuminemia grave (2,3 g/dL) agravaria ainda mais o estado nutricional e a coagulopatia 2

Evidência de Intervenção Ativa (Não Omissão)

A transfusão de 3 unidades de plasma fresco congelado demonstra tentativa ativa de reverter a coagulopatia no momento crítico. 1

  • Plasma fresco é o tratamento apropriado para coagulopatia por deficiência de múltiplos fatores em contexto de falência hepática 1
  • A administração entre 11h45-12h39 documenta resposta médica tempestiva à situação clínica 1
  • Esta conduta refuta completamente a alegação de "postura passiva" ou negligência 1

Manejo de Drenagem Pleural em Pacientes de Alto Risco

Princípios de Segurança em Derrame Pleural

  • A European Respiratory Society recomenda limitar drenagem a 500-1000 mL por sessão em derrames não-malignos para minimizar perda proteica e complicações 2
  • Em pacientes com hipoalbuminemia grave (<3,0 g/dL), a drenagem pleural contínua está associada a piores desfechos e maior risco de complicações 2
  • Drenagem pleural em contexto de cirrose/falência hepática apresenta risco aumentado de disfunção renal e infecção (5-16% vs 5,8% população geral) 2

Contraindicações Relativas e Absolutas

  • Coagulopatia grave não corrigível representa contraindicação relativa importante para procedimentos invasivos torácicos 1
  • Em pacientes com múltiplas comorbidades terminais, o risco de complicações procedimentais pode superar o benefício potencial 1
  • A decisão de adiar procedimento até otimização de parâmetros de coagulação é defensável e prudente 1

Contexto de Doença Terminal e Desfecho Inexorável

O paciente apresentava múltiplas condições terminais que tornavam o prognóstico sombrio independentemente da conduta em relação à drenagem pleural. 1, 3, 4

Leucemia Mieloide Crônica em Contexto de Múltiplas Comorbidades

  • LMC, embora tratável com inibidores de tirosina quinase, apresenta mortalidade de 1-2% ao ano mesmo com tratamento ótimo 3, 4
  • Pacientes com LMC e múltiplas comorbidades graves (IC grave, valvopatia, esplenectomia prévia) têm prognóstico significativamente pior 3, 4, 5
  • A esplenectomia prévia aumenta risco de infecções graves e sepse, complicação frequente em pacientes com LMC 1

Insuficiência Cardíaca Grave (FE 29%)

  • IC com FE 29% representa insuficiência cardíaca grave (HFrEF) com mortalidade elevada 1
  • Valvopatia reumática moderada-grave associada aumenta ainda mais o risco de descompensação e morte 1
  • FA paroxística em contexto de IC grave e valvopatia aumenta risco de eventos tromboembólicos e hemorrágicos 1

Sepse e Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD)

  • AVC hemorrágico em contexto de sepse grave representa complicação espontânea de CIVD, não relacionada à suspensão de procedimento pleural 1
  • Sepse em paciente com múltiplas comorbidades e imunossupressão (LMC, esplenectomia) tem mortalidade extremamente elevada 1, 3
  • Não há nexo causal plausível entre adiar drenagem pleural e desenvolvimento de hemorragia cerebral por CIVD séptica 1

Ausência de Nexo Causal

Não existe relação causal demonstrável entre a suspensão temporária da drenagem pleural e o desfecho fatal por AVC hemorrágico no contexto de sepse grave com CIVD. 1

  • O AVC hemorrágico é complicação conhecida de sepse grave com coagulopatia (CIVD), não de derrame pleural não drenado 1
  • A progressão para falência de múltiplos órgãos (hepática, cardiovascular) representa evolução natural de sepse grave em paciente terminal 1, 3
  • A drenagem pleural, mesmo se realizada, não teria alterado a cascata de eventos que levou ao óbito (sepse → CIVD → AVC hemorrágico → falência multiorgânica) 1

Considerações sobre Manejo de Albumina e Proteínas

  • A hipoalbuminemia grave (2,3 g/dL) em contexto de falência hepática não seria corrigida por reposição de albumina isoladamente 2
  • Drenagem pleural contínua em paciente com albumina <3,0 g/dL agravaria ainda mais a depleção proteica 2
  • O foco deveria ser no tratamento da causa subjacente (sepse, falência hepática) e não na correção isolada de parâmetros laboratoriais 2

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não realizar procedimentos invasivos em pacientes com coagulopatia grave não corrigível - risco de complicações hemorrágicas fatais supera benefício potencial 1
  • Não atribuir desfechos de sepse grave com CIVD a decisões de manejo de derrame pleural - ausência de nexo causal plausível 1
  • Não ignorar o contexto de doença terminal com múltiplas comorbidades - prognóstico sombrio independente de intervenções específicas 1, 3, 4
  • Não drenar grandes volumes de líquido pleural em pacientes com hipoalbuminemia grave - risco de piora da depleção proteica e complicações 2

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Management of Albumin Levels During Continuous Pleural Drainage

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Professional Medical Disclaimer

This information is intended for healthcare professionals. Any medical decision-making should rely on clinical judgment and independently verified information. The content provided herein does not replace professional discretion and should be considered supplementary to established clinical guidelines. Healthcare providers should verify all information against primary literature and current practice standards before application in patient care. Dr.Oracle assumes no liability for clinical decisions based on this content.

Have a follow-up question?

Our Medical A.I. is used by practicing medical doctors at top research institutions around the world. Ask any follow up question and get world-class guideline-backed answers instantly.