Does oxcarbazepine have a lesser effect on oral contraceptive efficacy than carbamazepine in women with epilepsy?

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Oxcarbazepina vs Carbamazepina: Efeito sobre Anticoncepcionais Orais

Não, a oxcarbazepina não reduz menos o efeito dos anticoncepcionais orais do que a carbamazepina - ambas são classificadas igualmente como drogas anticonvulsivantes indutoras enzimáticas que diminuem significativamente a eficácia contraceptiva, recebendo a mesma categoria de risco (Categoria 3) nas diretrizes do CDC. 1

Classificação Equivalente nas Diretrizes

Ambas as medicações aparecem juntas na mesma categoria de risco:

  • As diretrizes do CDC de 2010 classificam tanto carbamazepina quanto oxcarbazepina como Categoria 3 para uso com anticoncepcionais orais combinados, significando que "embora a interação não seja prejudicial às mulheres, é provável que reduza a eficácia dos anticoncepcionais orais" 1

  • As diretrizes da Pediatrics (2014) listam carbamazepina e oxcarbazepina lado a lado na mesma tabela de medicamentos que diminuem a eficácia dos anticoncepcionais orais, sem distinção entre elas 1

Mecanismo de Interação Compartilhado

Ambas as drogas funcionam através do mesmo mecanismo problemático:

  • Oxcarbazepina e carbamazepina são indutores do sistema enzimático hepático P450 (especificamente CYP3A4/CYP3A5), acelerando o metabolismo dos hormônios esteroides contraceptivos 2, 3, 4

  • Esta indução enzimática resulta em níveis plasmáticos reduzidos de etinilestradiol e progestágenos, comprometendo a eficácia contraceptiva 5, 6

  • Oxcarbazepina também aumenta a produção de globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), reduzindo ainda mais os níveis de hormônios esteroides biologicamente ativos 7

Evidência Clínica de Falha Contraceptiva

A literatura documenta falhas contraceptivas com ambas as drogas:

  • Um caso publicado demonstrou gravidez ectópica em mulher usando carbamazepina com anticoncepcional oral de baixa dose (20 mcg de etinilestradiol), confirmando a interação clinicamente significativa 5

  • Estudos mostram maior incidência de sangramento de escape e falha contraceptiva em mulheres usando drogas antiepilépticas indutoras enzimáticas, incluindo tanto carbamazepina quanto oxcarbazepina 5, 6

Recomendações Práticas Idênticas

As diretrizes fornecem as mesmas orientações para ambas as medicações:

  • Se anticoncepcionais orais combinados forem escolhidos, deve-se usar preparação contendo no mínimo 30 mcg de etinilestradiol (alguns recomendam ≥50 mcg) 1, 5

  • Métodos contraceptivos alternativos devem ser fortemente encorajados: acetato de medroxiprogesterona depot (DMPA) é Categoria 1 pois sua eficácia não é reduzida por indutores enzimáticos 1

  • DIU de levonorgestrel ou DIU de cobre são opções de primeira linha com eficácia >99% e sem interações medicamentosas 8

  • Uso concomitante de método de barreira deve ser considerado se anticoncepcionais orais forem mantidos 2

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não assumir que oxcarbazepina é "mais segura" para contracepção apenas porque tem perfil de tolerabilidade geral melhor que carbamazepina - a interação contraceptiva é equivalente 3, 4

  • Não prescrever anticoncepcionais de baixa dose (<30 mcg) em mulheres usando qualquer uma destas drogas, pois o risco de falha é inaceitável 5

  • Não esquecer que implantes subdérmicos de progestágeno também têm eficácia reduzida (Categoria 2) com ambas as drogas, diferentemente do DMPA 1

  • Considerar que a interação persiste por semanas após descontinuação devido à meia-vida da indução enzimática 6

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Menstrual Disturbances Associated with Anticonvulsants and SSRIs

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Guideline

Contraindications to Sodium Valproate in Females of Reproductive Age

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

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