How does a stent work in treating a cerebral aneurysm?

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Como Funciona o Stent para Aneurisma Cerebral

Os stents cerebrais funcionam como uma estrutura de suporte endovascular que permite o tratamento de aneurismas de colo largo, mantendo a patência da artéria-mãe enquanto facilita a embolização com molas ou promove a remodelação do aneurisma através da redução do fluxo sanguíneo.

Mecanismo de Ação Principal

Os stents cerebrais atuam através de dois mecanismos fundamentais:

  • Suporte estrutural: O stent é posicionado através do colo do aneurisma, criando uma barreira física que impede que as molas de embolização (coils) se projetem para dentro da artéria-mãe durante o procedimento de oclusão 1.

  • Redirecionamento de fluxo: A malha do stent altera a hemodinâmica dentro do aneurisma, reduzindo o fluxo sanguíneo turbulento e promovendo trombose progressiva e remodelação da parede arterial ao longo do tempo 1.

Indicações Específicas

Aneurismas de Colo Largo

Os stents são particularmente indicados para aneurismas de colo largo (geralmente >4mm ou com relação domo/colo <2), onde a embolização simples com molas seria tecnicamente impossível ou resultaria em protrusão das molas para a artéria-mãe 1.

  • O primeiro stent cerebrovascular aprovado pela FDA foi o Neuroform em setembro de 2002, especificamente para aumentar o tratamento de aneurismas cerebrais de colo largo 1.

  • Estudos iniciais demonstraram que stents podem ser utilizados em aneurismas com comprimento médio de colo de 5,1mm e tamanho médio de aneurisma de 9mm 2.

Aneurismas Gigantes e Fusiformes

  • Stents de segunda geração e dispositivos de redirecionamento de fluxo (como o Pipeline stent) estão sendo investigados especificamente para aneurismas gigantes, onde podem promover obliteração sem necessidade de embolização adicional com molas 1.

  • Dispositivos mais recentes como o Accero-Rex-Stent (diâmetro 7-10mm) foram desenvolvidos para aneurismas fusiformes gigantes da circulação posterior, demonstrando redução significativa do tamanho do aneurisma já no seguimento de curto prazo 3.

Técnica de Implantação

Procedimento Endovascular

O stent é navegado através de um microcateter até o local do aneurisma:

  • Posicionamento: O microcateter é avançado através da vasculatura cerebral tortuosa até atravessar o colo do aneurisma 2, 4.

  • Liberação: Os stents modernos são auto-expansíveis, feitos de nitinol, e podem ser recapturados no sistema de entrega se não estiverem completamente implantados (stents de segunda geração com design de célula fechada) 1.

  • Embolização assistida: Após a implantação do stent, as molas são inseridas através das células do stent para dentro do aneurisma, com o stent impedindo sua migração para a artéria-mãe 2, 5.

Desafios Técnicos

Complicações técnicas podem ocorrer durante a implantação:

  • Dificuldade em liberar o stent (observada em 6 de 25 implantações em uma série inicial) 2.

  • Deslocamento do stent ou liberação inadvertida (3 casos na mesma série) 2.

  • A técnica de "âncora do stent" pode ser necessária quando o microcateter protrai para dentro do aneurisma durante a navegação do stent 4.

Resultados e Eficácia

Taxas de Oclusão

  • Em aneurismas tratados com stent e embolização, oclusão completa ou quase completa (>95%) foi alcançada em aproximadamente 35% dos casos, com oclusão parcial em 65% 2.

  • Para aneurismas fusiformes gigantes tratados apenas com stent de grande formato, remodelação significativa e redução do tamanho foram observadas no seguimento de curto prazo 3.

Comparação com Clipagem Cirúrgica

Embora o estudo ISAT tenha demonstrado superioridade da embolização endovascular sobre a clipagem cirúrgica para aneurismas rotos (redução de risco absoluto de 6,9% para morte ou incapacidade em 1 ano), é importante notar que:

  • A necessidade de retratamento foi 6,9 vezes maior no grupo endovascular (17,4%) comparado ao grupo cirúrgico (3,8%), exigindo vigilância contínua 1.

  • Complicações técnicas foram mais frequentes com clipagem (19%) versus embolização (8%) 6.

Considerações de Segurança e Complicações

Riscos Tromboembólicos

A complicação mais significativa do uso de stents cerebrais são eventos tromboembólicos periprocedimentais, que podem resultar em morbidade e mortalidade significativas 2.

  • Em uma série inicial, dois eventos adversos clinicamente significativos ocorreram, ambos relacionados a complicações tromboembólicas, incluindo uma morte após tentativa de trombólise 2.

  • Terapia antiplaquetária dupla é necessária para prevenir trombose do stent, o que pode aumentar o risco de sangramento 6.

Aneurismas Rotos

O uso de stents em aneurismas rotos está associado a aumento de morbidade e mortalidade (Classe III, Nível de Evidência C), devendo ser evitado quando possível 6.

  • Para aneurismas rotos da circulação posterior passíveis de embolização, a embolização é indicada preferencialmente à clipagem para melhorar os resultados (Classe I, Nível B-R) 6.

  • Cinco pacientes com aneurismas rotos foram tratados com stent Neuroform em uma série, mas esta não é a abordagem preferencial 2.

Manejo Pós-Procedimento

Prevenção de Isquemia Cerebral Tardia

  • Manutenção de euvolemia e volume circulante normal é recomendada para prevenir isquemia cerebral tardia (Classe I, Nível B) 6.

  • Indução de hipertensão é recomendada para pacientes com isquemia cerebral tardia, a menos que a pressão arterial esteja elevada no início ou o estado cardíaco seja contraindicação (Classe I, Nível B) 6.

  • Monitoramento próximo para vasoespasmo usando Doppler transcraniano é razoável (Classe IIa, Nível B) 6.

Armadilhas Comuns e Como Evitá-las

  • Seleção inadequada de pacientes: Evite stents em aneurismas rotos agudos sempre que possível devido ao aumento de morbidade 6.

  • Antiagregação inadequada: Garanta terapia antiplaquetária dupla apropriada antes e após o procedimento para prevenir trombose do stent 2.

  • Falta de experiência técnica: A implantação de stents cerebrais requer experiência significativa; decisões multidisciplinares envolvendo cirurgiões cerebrovasculares e especialistas endovasculares experientes são recomendadas (Classe I, Nível C) 6.

  • Seguimento inadequado: Pacientes tratados com stent e embolização requerem vigilância contínua devido à maior taxa de necessidade de retratamento comparada à clipagem cirúrgica 1.

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Infarct Prevention and Management After Stenting and Coiling in Post-Aneurysmal Ruptured SAH

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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