What is the pathophysiology, diagnostic approach, management, and potential complications of ear fullness?

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Plenitude Auricular: Fisiopatologia, Propedêutica, Manejo e Consequências

Fisiopatologia

A sensação de plenitude auricular resulta primariamente de disfunção tubária (tuba auditiva), alterações na pressão da orelha média, ou hidropisia endolinfática, com mecanismos fisiopatológicos distintos dependendo da etiologia subjacente.

Mecanismos Principais

  • Disfunção da tuba auditiva é a causa mais comum (28,9% dos casos), resultando de desequilíbrio funcional na ventilação da orelha média, mesmo com pressão timpanométrica normal na maioria dos pacientes 1, 2

  • Hidropisia endolinfática (hidropisia coclear ou doença de Ménière) causa plenitude por distensão do labirinto membranoso, frequentemente confundida com obstrução tubária nos estágios iniciais 3, 4

  • Disfunção do músculo tensor do tímpano secundária a distúrbios temporomandibulares ou miopatia mastigatória pode gerar sensação de plenitude sem anormalidades objetivas 5

  • A pressão positiva na orelha média durante otite média aguda representa o estágio mais precoce detectável, antes do abaulamento timpânico evidente 6

Fisiopatologia por Condição Específica

  • Na otite média com efusão (13,4% dos casos), o líquido na orelha média prejudica a vibração timpânica e o casamento de impedância acústica, resultando em timpanogramas planos 7, 2

  • Na doença de Ménière, as variáveis que causam sintomas no contexto de hidropisia endolinfática não são claramente compreendidas, mas a plenitude auricular persiste mesmo após tratamentos direcionados à vertigem 3

  • Cerúmen impactado causa plenitude por oclusão completa do canal, com perda auditiva de 5-40 dB dependendo do grau de oclusão 3

Propedêutica

A avaliação diagnóstica deve incluir otoscopia pneumática, testes audiológicos objetivos e testes de ventilação tubária, pois otoscopia e timpanometria isoladas falham em diagnosticar completamente as disfunções tubárias.

Anamnese Direcionada

  • Lateralidade e duração dos sintomas: plenitude isolada sugere disfunção tubária intermitente, enquanto plenitude com dor sugere disfunção temporomandibular 8

  • Sintomas associados estatisticamente significativos: zumbido, distúrbio auditivo, autofonia (p<0,01), obstrução nasal e odinofagia (p<0,05) 2

  • Flutuação auditiva com zumbido durante os ataques sugere hidropisia coclear, especialmente se o zumbido diminui quando a audição retorna ao normal 4

  • Mulheres apresentam maior probabilidade de plenitude auricular sem anormalidades objetivas (61,8% vs 38,2% homens, p<0,05) 8

Exame Físico Específico

  • Otoscopia pneumática: membrana timpânica normal move-se rapidamente com pressão aplicada; movimento mínimo ou lento indica líquido na orelha média 7

  • Otomicroscopia binocular: permite visualização superior de anormalidades timpânicas sutis, como retrações ou perfurações que afetam o casamento de impedância 7

  • Palpação da ATM (lateral e dorsal) e músculos mastigatórios: dor severa à palpação com limitação de abertura mandibular (<37mm) sugere osteoartrite temporomandibular como causa 5

  • Endoscopia nasal: necessária para excluir patologia nasofaríngea que afete a função tubária 2

Testes Objetivos Essenciais

  • Timpanometria: fornece medida objetiva da função da orelha média, mas pressão normal não exclui disfunção tubária 1, 2

  • Tubotimpanoaerodinâmica (TTAG): teste de ventilação tubária essencial, pois disfunções tubárias (estenóticas ou patulosas) não são completamente diagnosticadas por audiometria e timpanometria 1

  • Audiometria tonal pura e limiar de recepção de fala: geram resultados estatisticamente significativos (p<0,05) em pacientes com plenitude auricular 2

  • Manobra de Valsalva: deve ser realizada para avaliar permeabilidade tubária 2

Armadilhas Diagnósticas Comuns

  • Pressão timpanométrica normal não exclui disfunção tubária: a maioria dos pacientes com disfunção tubária mostra pressão normal na timpanometria 1

  • Tuba auditiva patulosa é mais frequente que o esperado (19 de 74 casos com disfunção tubária), mas facilmente perdida sem teste de ventilação específico 1

  • 13,4% dos pacientes com plenitude auricular não podem ser definitivamente diagnosticados mesmo após avaliação completa 2

  • Em casos sem anormalidades objetivas, 94,7% têm contribuição de disfunção temporomandibular, disfunção tubária intermitente, transtorno de enxaqueca, ansiedade ou combinação destes 8

Manejo

O tratamento deve ser direcionado à etiologia específica identificada na propedêutica, com abordagens distintas para disfunção tubária, hidropisia endolinfática, patologia infecciosa ou distúrbios funcionais.

Otite Externa Aguda com Edema de Canal

  • Terapia antimicrobiana tópica é fortemente recomendada como primeira linha pela American Academy of Otolaryngology-Head and Neck Surgery, nunca monoterapia com anti-inflamatórios 9

  • AINEs (etoricoxibe 90mg) são usados para dor moderada a severa, com melhora esperada em 48-72 horas do início da terapia tópica 9

  • Antibióticos sistêmicos são indicados apenas para extensão além do canal, diabetes, imunossupressão, radioterapia prévia ou quando terapia tópica não alcança área infectada, com fluoroquinolonas para cobertura de Pseudomonas e Staphylococcus 9

  • Completar 7 dias de gotas tópicas mesmo se sintomas resolverem precocemente 9

Cerúmen Impactado

  • Opções de tratamento: observação, agentes ceruminolíticos, irrigação ou remoção manual (cureta, sonda, gancho, fórceps ou aspiração) 3

  • Complicações ocorrem em aproximadamente 1:1000 irrigações auriculares (perfuração timpânica, laceração do canal, infecção, sangramento ou perda auditiva) 3

Disfunção Tubária e Otite Média com Efusão

  • Inserção de tubo de ventilação pode restaurar ventilação da orelha média e melhorar casamento de impedância quando há disfunção tubária ou efusão persistente 7

  • Otite média com efusão crônica em crianças afeta desenvolvimento de linguagem e aprendizado, justificando intervenção cirúrgica 7

Doença de Ménière/Hidropisia Coclear

  • Objetivos do tratamento: prevenir ou reduzir gravidade e frequência de ataques vertiginosos, aliviar perda auditiva, zumbido e plenitude auricular 3

  • Abordagens conservadoras iniciais: modificações dietéticas/estilo de vida (dieta hipossódica), tratamento de saúde mental, medicações orais ou intratimpânicas 3

  • Procedimentos não-ablativos são advocados para pacientes com audição útil, incluindo supressão da função vestibular ou produção endolinfática 3

  • Procedimentos ablativos (cirúrgicos ou químicos) são implementados em pacientes sem audição útil, convertendo lesão flutuante em estado estático 3

  • Diuréticos, dieta hipossódica e vasodilatadores são tratamento médico empírico padrão 4

  • Procedimento de saco endolinfático subaracnóideo deve ser considerado em indivíduos refratários ao manejo médico, com evidência de estabilização auditiva 4

Disfunção Temporomandibular

  • Tratamento por 3 meses: fisioterapia auto-aplicada (alongamento e compressas térmicas), placa de estabilização de arcada completa, injeção de pontos-gatilho e injeção de ATM com acetonido de triamcinolona (20mg) 5

  • Melhora de 90% nos sintomas de ATM e relacionados à orelha foi relatada com este protocolo 5

Casos Sem Anormalidades Objetivas

  • Direcionar tratamentos para disfunção temporomandibular, disfunção tubária intermitente, transtorno de enxaqueca ou ansiedade pode aliviar sintomas 8

  • Se tratamentos falharem: fornecer aconselhamento no contexto de distúrbios neurológicos funcionais 8

  • Apenas 5,3% dos pacientes têm sensação completamente inexplicada de plenitude auricular após avaliação completa 8

Consequências

A plenitude auricular não tratada ou mal diagnosticada resulta em perda auditiva condutiva, impacto na qualidade de vida, e em casos específicos, progressão para doença bilateral ou complicações estruturais permanentes.

Consequências Auditivas

  • Perda auditiva condutiva: otite média com efusão tem maior probabilidade de perda auditiva associada, especialmente com timpanogramas tipo B planos 6

  • Perda auditiva de 5-40 dB pode ocorrer com cerúmen impactado dependendo do grau de oclusão 3

  • Flutuação auditiva neurossensorial na hidropisia coclear pode progredir para perda permanente se não tratada 4

Progressão de Doença

  • Doença de Ménière bilateral: 10-25% dos casos afetam ambas orelhas ao longo do tempo 3

  • Hidropisia coclear é considerada forma precoce de doença de Ménière; indivíduos podem desenvolver vertigem como queixa ao longo do tempo 4

  • Otite média recorrente pode levar a mudanças de longo prazo na mecânica da orelha média e função de casamento de impedância 7

Complicações Estruturais

  • Pericondrite auricular e abscesso pericondrial podem progredir para necrose com ou sem sintomas sistêmicos, com preservação cosmética difícil uma vez que abscesso se desenvolve 3

  • Perfuração timpânica, laceração do canal, infecção ou sangramento ocorrem em aproximadamente 8.000 casos anualmente nos EUA apenas com irrigações auriculares 3

Impacto na Qualidade de Vida

  • Função cognitiva diminuída foi associada à presença de cerúmen impactado em populações idosas e com atraso mental 3

  • Sintomas debilitantes: plenitude auricular pode ser mais incômoda que outros sintomas otológicos, afetando trabalho e atividades diárias 8, 5

  • Tratamentos da doença de Ménière são projetados para controlar vertigem, mas plenitude auricular, perda auditiva e zumbido permanecem bastante perturbadores para pacientes 3

References

Research

Clinical manifestations of aural fullness.

Yonsei medical journal, 2012

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Tympanometry Findings and Middle Ear Pressure

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Impedance Matching in the Middle Ear

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

Making Recommendations for an Evaluation and Treatment Algorithm for Patients with Ear Fullness and No Objective Abnormalities.

Otology & neurotology : official publication of the American Otological Society, American Neurotology Society [and] European Academy of Otology and Neurotology, 2024

Guideline

Etoricoxib for Otitis Externa with Ear Canal Swelling

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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