What is the pathophysiology of pneumonia?

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Fisiopatologia da Pneumonia

Mecanismos Fundamentais de Entrada e Colonização

A pneumonia se desenvolve quando patógenos alcançam os alvéolos e superam as defesas do hospedeiro, seja pela virulência do microrganismo ou pelo tamanho do inóculo. 1

Vias Primárias de Entrada Bacteriana

  • A aspiração de patógenos orofaríngeos ou o vazamento de secreções ao redor do cuff do tubo endotraqueal são as vias primárias de entrada bacteriana no trato respiratório inferior. 2

  • A inalação de patógenos de aerossóis contaminados e a inoculação direta são mecanismos menos comuns. 2

  • A disseminação hematogênica de cateteres intravenosos infectados e a translocação bacteriana do lúmen gastrointestinal são mecanismos patogênicos incomuns. 2

Fontes Endógenas de Microrganismos

  • As fontes endógenas incluem portadores nasais, sinusite, colonização da orofaringe, colonização gástrica ou traqueal, e disseminação hematogênica. 1

  • O estômago e os seios paranasais podem ser reservatórios potenciais de patógenos nosocomiais que contribuem para a colonização bacteriana da orofaringe, embora sua contribuição seja controversa e possa variar conforme a população em risco. 2

  • No contexto de pneumonia associada à ventilação mecânica, o biofilme infectado no tubo endotraqueal, com subsequente embolização para vias aéreas distais, pode ser importante na patogênese. 2

Equilíbrio Entre Defesas do Hospedeiro e Virulência Microbiana

Para que a pneumonia ocorra, o delicado equilíbrio entre as defesas do hospedeiro e a propensão microbiana para colonização e invasão deve se deslocar em favor da capacidade dos patógenos de persistir e invadir o trato respiratório inferior. 2

Defesas do Hospedeiro

  • A pneumonia requer a entrada de patógenos microbianos no trato respiratório inferior, seguida de colonização, que pode então superar as defesas mecânicas (epitélio ciliado e muco), humorais (anticorpos e complemento) e celulares (leucócitos polimorfonucleares, macrófagos e linfócitos e suas respectivas citocinas) do hospedeiro para estabelecer infecção. 2

  • O desenvolvimento da doença depende amplamente da resposta imune do hospedeiro, com as características do patógeno tendo um papel menos proeminente. 3

Fatores de Risco Relacionados ao Tratamento

  • Fatores de colonização relacionados ao hospedeiro e ao tratamento, como a gravidade da doença subjacente do paciente, cirurgia prévia, exposição a antibióticos, outros medicamentos e exposição a dispositivos e equipamentos respiratórios invasivos, são importantes na patogênese da pneumonia hospitalar e associada à ventilação mecânica. 2

  • A intubação e ventilação mecânica aumentam o risco de pneumonia hospitalar de 6 a 21 vezes e, portanto, devem ser evitadas sempre que possível. 2

Interações Virais-Bacterianas na Patogênese

  • Os vírus respiratórios influenciam a etiologia da pneumonia ao alterar a estrutura da comunidade bacteriana no trato respiratório superior e promover ou inibir a colonização do trato respiratório inferior por certas espécies bacterianas que residem no trato respiratório superior. 4

  • Existe uma forte ligação entre coinfecção viral, aumento do transporte e pneumonia pneumocócica, particularmente com Streptococcus pneumoniae. 4

  • A pneumonia bacteriana secundária é uma causa importante de mortes relacionadas à influenza. 4

Considerações Específicas por Faixa Etária

Crianças

  • Em crianças menores de 2 anos, etiologias virais foram documentadas em até 80% dos casos, com o vírus sincicial respiratório (VSR) sendo consistentemente o mais frequentemente detectado, representando até 40% dos patógenos identificados. 2

  • Patógenos bacterianos são isolados em 2-50% das crianças com pneumonia adquirida na comunidade, com estudos de pacientes internados documentando taxas mais altas de infecção bacteriana em comparação com estudos ambulatoriais. 2

Adultos

  • Streptococcus pneumoniae é o patógeno mais frequentemente isolado em adultos com pneumonia adquirida na comunidade. 2

  • Outros patógenos bacterianos incluem Haemophilus influenzae não tipável e Moraxella catarrhalis, geralmente em pacientes com doença broncopulmonar subjacente, e Staphylococcus aureus, especialmente durante surtos de influenza. 2

Limitações da Diferenciação Clínica

As características clínicas da pneumonia (sintomas, sinais e achados radiográficos) não podem ser usadas de forma confiável para estabelecer o diagnóstico etiológico da pneumonia com sensibilidade e especificidade adequadas. 2

  • Fatores do hospedeiro, como idade avançada e doenças coexistentes, são frequentemente tão importantes quanto a identidade do patógeno etiológico na definição dos sinais e sintomas de apresentação da pneumonia. 2

  • Nenhum padrão radiográfico é suficientemente distintivo para permitir a classificação de casos individuais. 2

References

Research

Pathophysiology of pneumonia.

Clinics in chest medicine, 2005

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

Pneumonia.

Nature reviews. Disease primers, 2021

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