What are the definition, etiology, clinical manifestations, diagnostic work‑up (physical exam findings, laboratory and imaging studies) and management of hyperthyroidism?

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Hipertireoidismo: Definição, Etiologia, Manifestações Clínicas, Diagnóstico e Tratamento

Definição

O hipertireoidismo é caracterizado pelo aumento da síntese e secreção de hormônios tireoidianos pela glândula tireoide, enquanto tireotoxicose refere-se à síndrome clínica de excesso de hormônios tireoidianos circulantes, independentemente da fonte. 1

  • O hipertireoidismo manifesto é definido por TSH suprimido com elevação de T3 e/ou T4 livre 2
  • O hipertireoidismo subclínico apresenta TSH baixo com T3 e T4 livre normais 3, 2
  • A prevalência global do hipertireoidismo manifesto é de 0,2-1,4%, enquanto o subclínico afeta 0,7-1,4% da população 2

Etiologia (Causas)

A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo (70% dos casos), seguida pelo bócio nodular tóxico (16%). 1, 4

Causas Principais:

  • Doença de Graves: prevalência global de 2% em mulheres e 0,5% em homens 2
  • Bócio nodular tóxico: nódulos tireoidianos com função autônoma 1, 4
  • Tireoidite subaguda granulomatosa: 3% dos casos 4
  • Causas iatrogênicas: medicamentos como amiodarona, inibidores de tirosina quinase e inibidores de checkpoint imunológico (9% dos casos) 4
  • Tireotoxicose factícia: ingestão excessiva de hormônios tireoidianos 1, 3

Sinais e Sintomas

Sintomas Comuns:

  • Ansiedade e insônia 2
  • Palpitações e taquicardia 2
  • Perda de peso não intencional 2, 5
  • Diarreia 2
  • Intolerância ao calor 2, 5
  • Fadiga e nervosismo 5

Sinais ao Exame Físico:

Na doença de Graves, os pacientes podem apresentar bócio difusamente aumentado, olhar fixo ou exoftalmia. 2

  • Taquicardia e arritmias cardíacas (especialmente fibrilação atrial) 6
  • Tremor fino 2
  • Pele quente e úmida (manifestação de hipermetabolismo)
  • Nos nódulos tóxicos: sintomas de compressão local como disfagia, ortopneia ou alterações vocais 2

Manifestações Cardiovasculares Específicas:

O hipertireoidismo causa diminuição da resistência vascular sistêmica, aumento da frequência cardíaca e da contratilidade ventricular esquerda. 6

  • Aumento do débito cardíaco em até 300% do estado eutireoideo 6
  • Hipertensão arterial pulmonar pode ocorrer 6
  • Risco aumentado de insuficiência cardíaca, especialmente em pacientes idosos com doença cardíaca subjacente 6

Diagnóstico

Exames Laboratoriais - Abordagem Algorítmica:

1. Primeira Etapa - Confirmação Bioquímica:

  • Medir TSH sérico: será baixo ou indetectável em todas as causas de tireotoxicose, exceto tumores hipofisários secretores de TSH 3, 2
  • Se TSH baixo, medir T4 livre e T3: elevados no hipertireoidismo manifesto, normais no subclínico 3, 2, 4

2. Segunda Etapa - Diagnóstico Etiológico:

  • Anticorpos anti-receptor de TSH (TRAb): positivos na doença de Graves 2, 4
  • Anticorpos anti-tireoperoxidase (anti-TPO): presentes em doença autoimune da tireoide 3, 4
  • Tireoglobulina sérica: elevada em todas as causas de tireotoxicose, exceto na tireotoxicose factícia 3

3. Terceira Etapa - Exames de Imagem (quando indicados):

  • Ultrassonografia de tireoide: avalia tamanho, ecogenicidade e presença de nódulos 4
  • Cintilografia com radioiodo: recomendada se nódulos tireoidianos estão presentes ou se a etiologia não está clara 2, 4
    • Captação aumentada: doença de Graves ou bócio nodular tóxico 3
    • Captação baixa: tireoidite, tireotoxicose factícia ou induzida por iodo 3

Exame Físico - Achados Específicos:

  • Palpação da tireoide: bócio difuso (Graves) versus nodular (bócio tóxico) 2
  • Exame cardiovascular: taquicardia, pressão de pulso alargada, sopros cardíacos 6
  • Exame oftalmológico: exoftalmia, retração palpebral, oftalmopatia (específico de Graves) 2
  • Reflexos tendinosos: hiper-reflexia 6

Armadilhas Comuns no Diagnóstico:

  • Não confundir hipertireoidismo subclínico com doença não tireoidiana: em doenças graves não tireoidianas, o TSH pode estar suprimido, mas o T4 livre geralmente está no limite inferior da normalidade 6
  • Excluir causas transitórias: recuperação de tireoidite, uso de dopamina ou glicocorticoides podem suprimir TSH temporariamente 6
  • Em idosos: o hipertireoidismo pode apresentar-se de forma atípica, com predominância de sintomas cardiovasculares ou apatia 6

Conduta e Tratamento

Orientações Gerais:

O tratamento deve ser individualizado com base na etiologia, gravidade, idade do paciente e comorbidades. 1, 2

Tratamento da Doença de Graves:

1. Drogas Antitireoidianas (primeira linha):

  • Metimazol ou propiltiouracil: curso de 12-18 meses 4
  • Recorrência ocorre em aproximadamente 50% dos pacientes após tratamento curto 4
  • Tratamento prolongado (5-10 anos) está associado a menos recorrências (15%) 4

Fatores de risco para recorrência após drogas antitireoidianas: 4

  • Idade menor que 40 anos
  • T4 livre ≥40 pmol/L
  • Imunoglobulinas inibidoras de TSH >6 U/L
  • Bócio grau 2 da OMS ou maior

2. Radioiodo (131I):

  • Opção definitiva para doença de Graves e bócio nodular tóxico 4
  • Contraindicado na gravidez 1

3. Tireoidectomia:

  • Indicada em casos de bócio volumoso, compressão local, ou preferência do paciente 1, 2
  • Opção para pacientes que não toleram drogas antitireoidianas 2

Tratamento do Bócio Nodular Tóxico:

Drogas antitireoidianas não são geralmente usadas a longo prazo devido à alta taxa de recidiva após descontinuação. 1

  • Radioiodo ou tireoidectomia são os tratamentos preferenciais 4
  • Ablação por radiofrequência é uma opção emergente 4

Tratamento da Tireoidite Destrutiva:

A tireotoxicose por tireoidite é geralmente leve e transitória, podendo ser observada se sintomática ou tratada com cuidados de suporte. 2

  • Corticoides são necessários apenas em casos graves 4
  • Betabloqueadores podem ser o único tratamento necessário para tireotoxicose não causada por produção excessiva de hormônios 1

Tratamento do Hipertireoidismo Subclínico:

O tratamento é recomendado para pacientes com maior risco de osteoporose e doença cardiovascular, como aqueles com mais de 65 anos ou com TSH persistentemente <0,1 mIU/L. 2, 5

  • Também indicado para pacientes sintomáticos ou com fatores de risco cardíaco ou osteoporótico 5
  • Monitoramento próximo é necessário para prevenir complicações ou progressão para hipertireoidismo manifesto 5

Terapia Adjuvante:

Betabloqueadores são usados na tireotoxicose sintomática para controle de sintomas cardiovasculares. 1

  • Controlam taquicardia, tremor e ansiedade
  • Podem ser o único tratamento necessário em tireoidite 1

Situações Especiais:

Tempestade tireoidiana é uma complicação potencialmente fatal que requer tratamento urgente em ambiente hospitalar. 5

  • Requer avaliação e tratamento cuidadosos 1

Hipertireoidismo na gravidez e no período pós-parto necessita de avaliação e tratamento cuidadosos. 1

  • Propiltiouracil é preferido no primeiro trimestre 1

Complicações do Hipertireoidismo Não Tratado:

O hipertireoidismo não tratado pode causar arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca, osteoporose e desfechos adversos na gravidez. 2

  • Associado a aumento da mortalidade 2, 4
  • Perda de peso não intencional 2
  • Fibrilação atrial é particularmente comum 6, 2

Prognóstico:

O hipertireoidismo está associado a aumento da mortalidade, mas o prognóstico pode ser melhorado pelo controle rápido e sustentado da doença. 4

  • Tratamentos inovadores são esperados para a doença de Graves, visando células B ou receptores de TSH 4

References

Research

Hyperthyroidism.

Lancet (London, England), 2016

Research

Hyperthyroidism: A Review.

JAMA, 2023

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

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