Does propranolol cause cognitive impairment, especially in older adults or those with pre‑existing cognitive decline, and how should dosing be managed to minimize these effects?

Medical Advisory BoardAll articles are reviewed for accuracy by our Medical Advisory Board
Educational purpose only • Exercise caution as content is pending human review
Article Review Status
Submitted
Under Review
Approved

Last updated: February 10, 2026View editorial policy

Personalize

Help us tailor your experience

Which best describes you? Your choice helps us use language that's most understandable for you.

Propranolol e Cognição

O propranolol pode causar comprometimento cognitivo em idosos ou pacientes com declínio cognitivo pré-existente, mas os efeitos são geralmente leves e clinicamente questionáveis em adultos saudáveis; em idosos com comprometimento cognitivo, o risco aumenta substancialmente e requer seleção cuidadosa de pacientes e monitoramento rigoroso. 1, 2, 3

Evidências sobre Efeitos Cognitivos

Em Adultos Saudáveis com Hipertensão

  • Um ensaio clínico randomizado e controlado por placebo com 312 adultos (22-59 anos) com hipertensão diastólica demonstrou que o propranolol (80-400 mg/dia) teve efeitos adversos limitados em 13 testes de função cognitiva aos 3 e 12 meses. 1

  • Apenas 2 de 13 testes mostraram diferenças estatisticamente significativas: ligeiramente menos respostas corretas aos 3 meses (33±3 vs 34±2, P=0,02) e ligeiramente mais erros de comissão aos 3 meses (4±5 vs 3±3, P=0,04) e 12 meses (4±4 vs 3±3, P=0,05). 1

  • Esses efeitos foram considerados de relevância clínica questionável, sem impacto documentado em sintomas depressivos ou função sexual. 1

Em Idosos com Comprometimento Cognitivo

  • Três casos clínicos de pacientes idosos apresentaram comprometimento mental insidioso enquanto recebiam betabloqueadores (propranolol e atenolol), com melhora acentuada após a retirada do medicamento. 2

  • Dois dos três casos provavelmente tinham demência senil precoce do tipo Alzheimer e continuaram a exibir sinais de comprometimento mental leve, mas o terceiro foi restaurado ao funcionamento normal. 2

  • Betabloqueadores podem causar ou exacerbar o comprometimento mental em idosos, particularmente naqueles com declínio cognitivo pré-existente. 2

Efeitos na Memória Tardia

  • Um estudo investigando pacientes cognitivamente comprometidos encontrou uma tendência para pior recuperação de memória tardia em pacientes usando betabloqueadores ativos no sistema nervoso central. 3

  • A sinalização adrenérgica através de receptores beta1-adrenérgicos no hipocampo é importante para a recuperação de memórias contextuais e espaciais de médio prazo. 3

  • Betabloqueadores ativos no SNC podem afetar a recuperação de memórias recém-formadas em pacientes com comprometimento cognitivo, embora não prejudiquem a cognição em indivíduos normais. 3

Preocupações Teóricas em Crianças

  • Como betabloqueador altamente lipofílico, o propranolol tem capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica. 4

  • Estudos em adultos revelaram comprometimentos na memória de curto e longo prazo, função psicomotora e humor, e o bloqueio beta pré-natal foi associado ao comprometimento cognitivo de longo prazo. 4

  • No entanto, um grande ensaio prospectivo randomizado não observou diferenças neurodesenvolvimentais apreciáveis entre grupos tratados com propranolol e placebo na semana 96. 4

Evidências Contraditórias: Possíveis Benefícios Cognitivos

Em Modelos Animais de Envelhecimento

  • Em camundongos SAMP8 (modelo de envelhecimento acelerado), a administração de propranolol (5 mg/kg por 3 semanas) atenuou os comprometimentos de memória cognitiva no teste de reconhecimento de objeto novo. 5

  • O propranolol reverteu aumentos nos níveis de Aβ42, expressão de BACE1, hiperfosforilação de Tau e patologia sináptica no hipocampo desses camundongos. 5

  • Esses dados pré-clínicos sugerem que o propranolol pode ser benéfico na disfunção cerebral relacionada à idade, mas a tradução para humanos permanece incerta. 5

Em TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático)

  • Um ensaio randomizado, duplo-cego e controlado por placebo em pacientes com TEPT crônico demonstrou que uma dose única de propranolol (1 mg/kg) melhorou significativamente o desempenho na medida composta de Velocidade de Processamento em comparação com o placebo. 6

  • Maiores reduções na frequência cardíaca foram associadas a maior desempenho em Organização Perceptual no grupo propranolol. 6

  • Esses resultados preliminares sugerem que a função cognitiva pode melhorar após a administração de propranolol em pacientes com TEPT, possivelmente modulando estresse e excitação. 6

Considerações Especiais para Idosos

Anticolinérgicos e Cognição

  • Bloqueadores H1 de primeira geração com efeitos anticolinérgicos (como difenidramina e hidroxizina) estão associados ao declínio cognitivo, especialmente preocupante em idosos. 4

  • Embora o propranolol não seja um anticolinérgico, a preocupação com declínio cognitivo em idosos usando múltiplos medicamentos é válida. 4

Ajuste de Dose

  • Pacientes idosos podem requerer doses mais baixas devido à farmacocinética alterada e maior sensibilidade aos betabloqueadores. 7, 8

  • Considere iniciar com 40 mg duas vezes ao dia ou 80 mg de liberação prolongada como dose inicial em idosos. 8

Algoritmo de Manejo Clínico

Avaliação Pré-Tratamento em Idosos ou Pacientes com Risco Cognitivo

  1. Realizar avaliação cognitiva basal usando ferramentas validadas (ex: Mini-Exame do Estado Mental, MoCA) antes de iniciar propranolol em pacientes idosos ou com histórico de comprometimento cognitivo. 2, 3

  2. Rastrear para contraindicações absolutas: bloqueio cardíaco de segundo ou terceiro grau, insuficiência cardíaca descompensada, asma, choque cardiogênico. 7, 8

  3. Considerar betabloqueadores beta1-seletivos (ex: metoprolol, atenolol) em pacientes idosos com fatores de risco cognitivo, embora sejam menos eficazes para tremor. 9

Estratégia de Dosagem para Minimizar Efeitos Cognitivos

  • Iniciar com a dose mais baixa possível (ex: 10-20 mg duas vezes ao dia) em idosos ou pacientes com comprometimento cognitivo. 7, 8

  • Titular gradualmente ao longo de várias semanas, monitorando função cognitiva e sintomas neuropsiquiátricos. 7, 8

  • Administrar com alimentos para reduzir risco de hipoglicemia, que pode mimetizar ou exacerbar sintomas cognitivos. 7, 8

Monitoramento Durante o Tratamento

  • Reavaliar função cognitiva aos 3 meses e 12 meses, ou mais cedo se houver preocupações clínicas. 1

  • Monitorar para distúrbios do sono, agitação noturna, pesadelos ou terrores noturnos (ocorrem em 2-18,5% dos pacientes), pois podem afetar indiretamente a cognição. 4

  • Se houver deterioração cognitiva nova ou piora, considerar redução de dose ou descontinuação gradual do propranolol. 2

Descontinuação

  • Nunca descontinuar abruptamente o propranolol após uso crônico; fazer desmame gradual ao longo de várias semanas para prevenir hipertensão rebote, taquicardia ou angina. 7, 8

Armadilhas Comuns e Como Evitá-las

  • Não atribuir automaticamente declínio cognitivo novo ao envelhecimento normal em pacientes idosos usando propranolol; considerar o medicamento como causa potencial. 2

  • Evitar propranolol em pacientes com demência estabelecida ou comprometimento cognitivo moderado a grave, a menos que não haja alternativas terapêuticas. 2, 3

  • Lembrar que o propranolol pode mascarar sintomas adrenérgicos de hipoglicemia (tremor, taquicardia), o que pode levar a confusão e comprometimento cognitivo não reconhecido em diabéticos. 7

  • Reconhecer que betabloqueadores hidrofílicos (ex: atenolol) também foram implicados em comprometimento cognitivo em idosos, então a lipofilia não é o único fator. 2

Contexto Clínico para Tomada de Decisão

Para adultos jovens e de meia-idade sem comprometimento cognitivo pré-existente, o propranolol pode ser usado com confiança, pois os efeitos cognitivos são mínimos e clinicamente insignificantes. 1

Para idosos ou pacientes com declínio cognitivo pré-existente, o propranolol deve ser usado com cautela extrema, iniciando com doses baixas, titulando lentamente e monitorando função cognitiva regularmente; considerar alternativas beta1-seletivas ou outras classes de medicamentos quando apropriado. 2, 3

Em pacientes com TEPT, o propranolol pode realmente melhorar certos aspectos da função cognitiva, provavelmente através da modulação de estresse e excitação. 6

References

Research

The influence of beta-blockers on delayed memory function in people with cognitive impairment.

American journal of Alzheimer's disease and other dementias, 2007

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Medication Transition from Flupentixol/Melitracen to Propranolol

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Guideline

Propranolol Dosing Guidelines

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Guideline

Propranolol for Stage Fright

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Related Questions

What is the recommended dosing of Propranolol (propranolol hydrochloride) for performance anxiety?
What are the typical onset time, dosage, duration of effect, and adverse effects of propranolol (beta blocker) for performance anxiety?
How should atrophic gastritis be managed in an adult patient (typically over 50 years old), including diagnostic work‑up, Helicobacter pylori eradication, treatment of vitamin B12 or iron deficiency, symptom control with proton‑pump inhibitors, lifestyle modifications, and endoscopic surveillance?
What vascular workup is indicated for an adult with intermittent or persistent tingling in one or both upper extremities that may be vascular in origin?
How is pyosalpinx diagnosed and managed in a reproductive‑age woman with a history of pelvic inflammatory disease, sexually transmitted infection, intrauterine device (IUD) placement, or recent gynecologic surgery who presents with lower abdominal or pelvic pain, fever, vaginal discharge, and a tender adnexal mass?
What is the recommended treatment for a clinically stable 10‑year‑old child with a serum potassium of 2.6 mEq/L who can take oral medication, has normal renal function, and no significant ECG arrhythmia?
What is the initial evaluation and management for a middle‑aged woman presenting to the emergency department with intermittent right‑sided chest discomfort that awakens her from sleep, associated right‑arm paresthesia, normal sinus rhythm on electrocardiogram, vomiting, chronic semaglutide (Ozempic)‑related gastrointestinal symptoms and bloody stools, and who is taking fluoxetine (Prozac)?
What is the recommended management for a 7‑mm renal calculus in an adult patient without infection, obstruction, or significant renal impairment?

Professional Medical Disclaimer

This information is intended for healthcare professionals. Any medical decision-making should rely on clinical judgment and independently verified information. The content provided herein does not replace professional discretion and should be considered supplementary to established clinical guidelines. Healthcare providers should verify all information against primary literature and current practice standards before application in patient care. Dr.Oracle assumes no liability for clinical decisions based on this content.

Have a follow-up question?

Our Medical A.I. is used by practicing medical doctors at top research institutions around the world. Ask any follow up question and get world-class guideline-backed answers instantly.